Hoje descobri que um colega meu, que por acaso também trabalhou no Tribunal de Contas Europeu, é um forte jogador de xadrez. Tentei desafiá-lo para umas partidas, mas a verdade é que a diferença no nosso valor é tão grande que duvido que ele se sinta motivado para jogar comigo. Uma coisa é certa, trocar uns mails com ele sobre xadrez foi o suficiente para perceber que tenho saudades de jogar umas partidas! Acho que vou adicionar a selecção de um clube de xadrez à minha lista de coisas a fazer nos próximos tempos.
Vou de férias para Portugal no próximo dia 14 de Setembro, faltam por isso apenas 11 dias e, neste momento, se o meu corpo ainda permanece no Luxemburgo, a minha cabeça essa já está mesmo em Portugal.
Por coincidência, no meu primeiro fim-de-semana em Portugal vão disputar-se eventos relacionados com os meus três principais hobbies: há um torneio de poker em Vilamoura, o campeonato nacional de semi-rápidas de xadrez em Montemor-o-Velho e a meia-maratona da Ponte Vasco da Gama em Lisboa, precisamente a primeira meia-maratona que corri há três anos. E é nestas alturas, em que sou forçado a escolher, que percebo qual destes hobbies tem, neste momento, mais importância para mim. Presumo que quem leia este blog já tenha uma ideia de qual foi a minha escolha. Talvez porque já participei em muitos torneios de xadrez em Portugal e em algumas corridas, estou mesmo com vontade de jogar o meu primeiro torneio de poker em Portugal, e conhecer os jogadores de que vou lendo as aventuras quando participam num torneio internacional. Junte-se a isto o facto do torneio ser em Vilamoura, local que é para mim talismã, e a escolha não poderia mesmo ser outra.
Por isso já sabem, dia 15 (e 16 se ficar nos apurados para o segundo dia), vou trocar as areias das praias algarvias por uma mesa de casino, tentando mostrar que estou ao nível dos melhores portugueses. Já os dias seguintes, esses serão passados na praia, na companhia de livros e, se tudo correr bem, muito Sol.
Open Internacional de Differdange
Tal como já tinha escrito aqui, estou neste momento a disputar um torneio de xadrez que me tem ocupado uma parte importante do tempo. Tinha saudades de disputar um torneio desta natureza, mas confesso que isso se tem traduzido em algum cansaço e a sensação de que fico sem tempo para fazer outras coisas.
Numa altura em que faltam disputar duas das nove rondas, devo destacar a excelente organização e posso dizer que o torneio tem corrido de acordo com as minhas expectativas. Estou neste momento em 13º, quando em termos de raking sou o 16º. Se o torneio terminasse neste momento teria ganho 2 pontos de rating, o que me permitiria ficar ligeiramente mais próximo dos 2000 pontos (um dos meus 101 objectivos).
Hoje é o dia de uma partida importante. Jogo contra um adversário que é teoricamente ligeiramente mais forte, mas o facto de eu jogar de brancas compensa essa desvantagem. Espero não cometer os mesmos erros que cometi nas duas partidas que perdi, em que jogando ambas de brancas cometi erros que comprometeram posições em que tinha conseguido adquirir alguma vantagem
Dez dias depois do meu último post, volto a passar por aqui para deixar umas linhas.
Primeiro, devo referir que ainda não terminei a lista dos 101 objectivos para 1001 dias. Os últimos objectivos vão partir em situação de clara desvantagem, dado que terei apenas novecentos e tal dias para os realizar. Vou tentar terminar a lista durante este fim-de-semana!
Um fim-de-semana que vai ser marcado pelo início de um torneio de xadrez que vai ocupar uma parte importante dos meus próximos dias. Basta pensar que no espaço de uma semana vou realizar nove partidas, o que considerando uma média de 3 horas por partida, dá vinte e sete horas a jogar xadrez, se a isto juntar oito deslocações a Differdange (e respectivo regresso) terei mais de trinta e cinco horas dispendidas com o torneio de xadrez, como a par disto vou participar nuns torneios de poker na internet e, claro, ainda tenho o emprego. Significa que durante esta semana, mesmo que mantenha o meu ritmo habitual de dormir 5 horas por noite, o tempo não vai sobrar para muito mais coisas.
Sobre o torneio de xadrez, posso acrescentar que participo essencialmente porque é um dos poucos torneios realizados no Luxemburgo a contar para o ranking internacional. Haverá dois torneios. O mais forte, designado por A, com jogadores muito fortes, incluíndo quase duas dezenas de grandes-mestres. O torneio B, onde irei participar tem 70 jogadores inscritos, sendo eu à partida o 15º em termos de ranking. Os meus objectivos são simples: tentar ficar nos 10 primeiros lugares e ganhar alguns pontos para o ranking internacional. Estou curioso para ver como me vai correr o torneio. Nos últimos tempos a minha atenção, no que a jogos diz respeito, tem estado totalmente virada para o poker. Espero, pelo menos, ainda me lembrar das regras!
Acho que vou conseguir arranjar uns minutos para ir deixando aqui um relato da minha participação. Isto para desagrado de alguns leitores, incluíndo uma amiga que no outro dia disse que gostava do que eu escrevia, excepto quando se referia a poker, xadrez ou a corridas. Pois, lamento desapontar os outros leitores que pensam como ela, mas nos próximos tempos este blog continuará a passar muito por estes três temas.
Bom fim-de-semana!
Hoje realizei o meu 13º jogo de xadrez pela equipa "La Tour Limpertsberg". Consegui realizar o meu objectivo de terminar a minha ligação a esta equipa contando por vitórias todos os jogos disputados. Um objectivo que, devo dizer, foi faciltado pelo fraco valor de muitos dos meus adversários.
Para a próxima época os objectivos são diferentes. Numa equipa com outras ambições, não vou poder manter a minha invencibilidade, mas vou finalmente poder deforntar adversários de um nível semelhante ao meu.
Já que escrevi inúmeras vezes sobre os jogos de xadrez que tenho feito aqui no Luxemburgo, jogando numa divisão em que os meus adversários são teóricamente mais fracos. Isso tem-me permitido ganhar todas as partidas, mas fico com uma sensação de frustração, porque gosto de defrontar adversários mais fortes.
Esta série de vitórias sucessivas tem-me permitido ganhar alguns pontos ELO luxemburguês (para quem não sabe, ELO é um rating que os jogadores de xadrez possuem e que evolui de acordo com os seus resulatdos, neste momento o meu ELO luxemburguês é 1970 e o ELO internacional 1955) mas, dado que os meus adversários não têm ELO internacional, estas vitórias não me têm permitido subir no ranking internacional, naturalmente mais importante porque permite comparar o meu nível de jogo com qualquer outro jogador no mundo.
Por isso, para simultaneamente jogar contra adversários mais fortes e efectuar partidas a contar para ELO internacional, inscrevi-me num torneio em que oito jogadores jogam entre si. As partidas realizam-se à sexta-feira à noite, em Diferdange (a cerca de 40 km da cidade do Luxemburgo). Ontem realizou-se a primeira ronda deste torneio onde, curiosamente, sou o último em termos de ranking. Isto significa que, se os resultados seguissem a lógica, eu seria o 8º e último do torneio. Dado o valor dos meus adversários, teoricamente deveria fazer 1,5 pontos no máximo de 7, ou seja uma vitória e um empate ou, em alternativa, três empates. O meu objectivo é fazer mais do que isto, tentar fazer três pontos, que me permitiram aproximar da barreira psicológica de 2000 como ELO internacional. Dado que estes jogos também contam para Elo luxemburguês, três pontos seriam o suficiente para ultrapassar essa barreira em termos de ELO luxemburguês.
Para já, a primeira partida saldou-se por um empate. Um resultado que sendo bom, dada a qualidade do adversário, poderia ter sido melhor se no final tivesse lutado um pouco mais pela vitória.
Por falar em Roger Federer e na sua longa série de vitórias, há um desportista que a um nível (muitíssimo) mais modesto tem mantido uma longa série de vitórias. Falo de mim mesmo, e do facto de continuar a contar por vitórias todos os jogos de xadrez que disputei pela minha equipa aqui no Luxemburgo. É verdade que as dez partidas que disputei foram contra adversários menos cotados. De qualquer forma, em termos probabilísticos já deveria ter perdido, ou pelo menos empatado, alguma partida. Vou continuar a lutar para manter esta série, o que cada vez vai sendo mais difícil. Se as primeiras oito vitórias até foram relativamente fáceis, durante a penúltima partida, há duas semanas, até certa altura pensei que o resultado seria um empate, e hoje, cheguei mesmo a pensar que o meu adversário tinha hipóteses de vencer o jogo.
Tudo indica que só jogarei mais três jogos por esta equipa, antes de me transferir para uma equipa com outras ambições. Acho que seria engraçado sair com 13 vitórias em outros tantos jogos.
Ontem era um daqueles dias em que tinha actividades planeadas desde manhã até ao final da noite: começava por um jogging de cerca de 1 hora, depois almoço com alguns colegas portugueses, um jogo de xadrez durante a tarde e, para terminar em beleza, o concerto de Morrissey.
Estava tudo muito bem planeado, mas o imprevisto decidiu fazer parte da história. Ao fim de pouco mais de cinco minutos do meu jogging matinal, apoiei mal o pé e percebi logo que, mesmo sem a gravidade da lesão de há cerca de dois anos, tinha feito uma entorse no tornozelo, desta vez no pé esquerdo. A viagem para casa foi feita com alguma dificuldade, uma vez que utilizar o pedal da embraiagem passou a ser uma tarefa bem dolorosa. Logicamente que abdiquei do almoço com os colegas, e o jogo de xadrez só foi possível porque os elementos da minha equipa em foram buscar e levar a casa. Graças à minha vitória (a oitava em oito jogos a contar para os campeonatos luxemburgueses) a minha equipa conquistou um empate, que soube a pouco, dada a fragilidade da equipa adversária. Para terminar o dia, repouso e ficar a ouvir a música dos The Smiths e de Morrissey para compensar o concerto perdido.
No momento em que escrevo estas linhas está a decorrer a última partida do match entre o campeão mundial de xadrez Vladmir Kramnik e o programa de computador Deep Fritz. Neste momento o resultado é de 3-2 a favor de Deep Fritz e, a menos que consiga uma vitória nesta última partida, este match vai resultar em nova derrota para um campeão mundial, depois de há uns anos Garry Kasparov ter perdido com o supercomputador Deep Blue da IBM.
Confesso que não dou muita importància a estes confrontos. Aliás, ninguém se lembra de fazer uma competição entre um guindaste e o campeão do mundo de halterofilismo. Não creio que o facto de os melhores programas serem hoje capazes de derrotar o campeão do mundo de xadrez seja um problema para a humanidade. Isto apenas significa que a informática tem progredido a um ritmo impressionante, e que efectuar biliões de cálculos por segundo é uma vantagem com a qual os humanos dificilmente podem competir.
Talvez depois de mais esta vitória dos computadores, se possa deixar estes confrontos com reduzido interesse, e permitir que os grandes apoios publicitários que se conseguem nestas ocasiões sejam utilizados naquilo que continua a fazer sentido: os jogos entre humanos, daqueles que às vezes cometem erros, mas que também são capazes de rasgos geniais.
Às 13 horas luxemburguesas (12 em Portugal) inicia-se o último encontro do match para o campeonato mundial entre o russo Vladimir Kramnik e o búlgaro Veselin Topalov. Com o resultado neste momento a indicar um empate entre os dois jogadores, esta última partida promete ser emocionante.
Para quem quiser acompanhar a partida deixo a sugestão de dois sites:
Site oficial (podem ver a partida sem comentários)
Site de Susan Polgar (podem ver os comentários dela à medida que o jogo se desenrola)
Provavelmente só mesmo os verdadeiros fãs de xadrez estão familiarizados com o caso da casa-de-banho. Para os que nunca ouviram falar deste caso, faço um resumo.
Nos últimos 13 anos, o Xadrez não tem tido um único campeão mundial de xadrez: a par do campeão oficial da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) que neste momento é o búlgaro Topalov, existe um outro campeão, o russo Kramnik, que ganhou este título oficioso depois de derrotar num match, em 2000, o igualmente russo Garry Kasparov. Durante este tempo, muitas foram as tentativas para unificar o título, mas por uma razão ou por outra, nunca foi possível a realização de um match de reunificação. Até que, no final de Setembro, finalmente se iniciou o match que iria terminar este cisma no xadrez e permitir a existência de um, e um só, campeão mundial de xadrez. De um lado, o búlgaro Vaselin Topalov, líder do ranking internacional, famoso pelo seu xadrez de ataque e que era o preferido dos fãs, do outro lado, o russo Vladimir Kramnik, um jogador fortíssimo em matches e que é famoso pelas suas fantásticas qualidades defensivas, e que depois de alguns problemas de saúde parecia estar de volta ao seu nível habitual.
O início deste match de 12 partidas não desiludiu quem esperava um match emocionante, dois jogos de ataque por parte de Topalov, que acabou, no entanto, por cometer erros decisivos, perdendo ambas depois de posições muito prometedoras. Seguiram-se dois empates mais ou menos calmos, até que surgiu o tal caso da casa-de-banho. O empresário de Topalov protestou pelo facto de Kramnik se deslocar muitas vezes à casa-de-banho, implicitamente acusando-o de poder estar a recorrer a ajuda informática nessas visitas. A organização, contrariando o que tinha sido inicialmente concordado, decidiu que em vez de utilizar uma casa-de-banho privada, os jogadores partilhariam a mesma casa-de-banho, à qual se deslocariam acompanhados por um assistente! Alegando que isto ia contra o que fora inicialmente acordado, Vladimir Kramnik acabou por recusar disputar a quinta partida, acabando por perdê-la por falta de comparência. Seguiu-se um período de acusações de um lado e do outro, parecendo que inevitavelmente o match não iria avante. Felizmente, foi possível chegar a um acordo no que se refere à casa-de-banho, voltando à situação inicialmente acordada, mas com a possibilidade de elementos ligados aos jogadores poderem realizar inspecções detalhadas à casa-de-banho do adversário! O problema é que o búlgaro insistiu que não abdicava da vitória por falta de comparência. Com isso, conseguiu aumentar as suas hipóteses de vencer o match, uma vez que fica apenas com menos uma vitória do que o seu adversário, mas por outro lado, conseguiu algo que poucos suspeitavam, um jogador que, devido ao seu estilo, nunca foi o preferido dos amadores de xadrez tem agora o apoio quase unânime entre os jogadores de xadrez. Ao aceitar jogar, mesmo depois de uma derrota injusta na sequência de uma decisão infeliz, Kramnik já garantiu um estatuto de verdadeiro campeão mundial, algo que até aqui nem todos lhe reconheciam. Também eu, que sempre preferi o xadrez de ataque, estou entre os milhões que depois deste episódio, passaram a apoiá-lo.
No comentário ao meu post sobre Amsterdão, um leitor pediu a partida que foi jogada. Presumo que algum esforço conseguiria, de facto, reproduzir a partida. Creio, no entanto, que isso seria de pouco interesse para a generalidade dos que visitam este espaço. Em vez da partida, deixo uma fotografia minha, em plena reflexão, ainda numa fase inicial da partida.
Depois de duas tentativas falhadas, foi mesmo hoje o regresso a um torneio de xadrez. Um torneio informal, com uma particularidade muito interessante: os jogadores teoricamente mais fortes têm menos tempo para concluír a partida. O objectivo é que todos os jogadores tenham reais hipóteses de ganhar. Em 7 jogos, ganhei 4 e perdi 3, mas de facto, o resultado não era mesmo o mais importante. Foi bom sentir a pressão à medida que o tempo vai escasseando.
Quarta-feira talvez haja outro torneio.
Tinha eu anunciado que o meu regresso aos torneios de xadrez era hoje, mas afinal enganei-me. O facto das inscrições terminarem mais cedo do que a hora que eu pensava impediu-me de participar. Mas nem tudo está perdido. Assim aproveito para ir ao cinema, ver o United 93, o filme baseado num dos mais interessantes episódios do 11 de Setembro.
Hoje, depois de algumas semanas de ausência, o regresso a um torneio de xadrez. E descobri que há mais uns 2 ou 3 torneios de partidas rápidas que posso disputar antes de ir para Portugal.
Acho que sinto mesmo a falta de umas boas partidas de xadrez.
E isso não pode esperar duas semanas?
Pacheco Pereira no seu blog, o tal que é suposto ser o mais lido em Portugal, defende que deveria ser dada mais atenção ao xadrez e menos ao futebol. Eu sou o primeiro a defender que em Portugal, o desporto é cada vez mais sinónimo de futebol e vão faltando apoios às outras modalidades. Também defendo as vantagens da prática do xadrez. Por isso, na teoria, concordo que deveriam ser desviados alguns recursos e cobertura mediática do futebol para as outras modalidades desportivas, xadrez incluído. Mas será que essa conversa não poderia esperar duas semanas? É que agora, quero é saber se o Cristiano Ronaldo recupera a tempo de jogar contra os ingleses…
Em Sófia, capital da Bulgária, terminou o mais forte torneio em sistema de todos-contra-todos deste ano, com a vitória do herói local, o campeão do mundo Vasseli Topalov, que depois de um início modesto,$ parecendo estar totalmente arredado da disputa pela vitória, terminou com quatro vitórias consecutivas, o suficiente para vencer isolado um torneio que confirma o seu estatuto de mais forte jogador da actualidade.
Ainda hoje, iniciou-se a mais importante competição xadrezística por equipas, as Olimpíadas de Xadrez, em que a selecção portuguesa, mesmo na máxima força aspira a pouco mais do que ficar nos 50 primeiros lugares (é a 49ª em termos teóricos). Quanto ao favorito para a vitória, é sem dúvida a Rússia, que vai tentar evitar a surpresa que seria voltar a perder, depois da inesperada derrota para a Ucrânia há dois anos.
Não vou estar presente nesta competição, que é para um adepto de xadrez o mesmo que o Campeonato do Mundo para um adepto de futebol, com a diferença que os melhores jogadores do mundo estão todos reunidos numa sala, e não dispersos por vários estádios. Mas vou, certamente, acompanhar pela internet, e se Portugal fizer um brilharete, e ficar nos 30 primeiros seria digno desse nome, não vou deixar de fazer aqui a devida referência.
Terminaram hoje os campeonatos por equipas de xadrez no Luxemburgo. Acabei por jogar as últimas 6 jornadas, sempre a primeiro tabuleiro e vencendo todos os jogos.
Para o ano, se ficar no Luxemburgo, tenho mesmo de arranjar uma equipa com outras ambições.
Depois da desilusão da corrida na parte da manhã, durante a tarde tenho mais um jogo de xadrez para o Campeonato Nacional da IIª Divisão Luxemburguesa. Tudo indica que, mais uma vez, irei enfrentar um adversário fraco, pelo que, se tudo correr bem, será a 4ª vitória em outros tantos jogos. Se o jogo for rápido, ainda pode ser que dê para assistir ao filme “Era uma vez na América”, o clássico de Sergio Leone, que passa hoje na Cinemateca do Luxemburgo.
O dia de ontem, marcou o início de mais um Campeonato Nacional da IIª Divisão em Xadrez. Depois da subida da época passada, o objectivo deste ano passa essencialmente pela manutenção, o que não é um objectivo tão simples, porque em 10 equipas, 4 baixam à IIIª Divisão e só a primeira ascende de escalão.
Estava bastante animado com a perspectiva de dar o melhor pela minha equipa, quando soube que não contavam comigo para o jogo de ontem. Fiquei surpreendido, achei que a minha prestação no ano transacto me assegurava o lugar na equipa, e tanto insisti, que lá consegui convencer o responsável pela equipa para me incluir. O jogo era contra uma equipa boa, que já há muitos anos anda pela Iª e IIª Divisão, e depois da minha insistência em fazer parte da equipa tinha a consciência que qualquer resultado menos bom significaria grande dificuldade em integrar a equipa nos próximos tempos. Para quem gosta de jogar xadrez, como eu, isto poderia ser uma pressão demasiado grande. Felizmente, estes anos de xadrez ensinaram-me a lidar bem com a pressão, e apesar das insistências dos meus companheiros de equipa para eu aceitar o empate, acabei por ganhar um jogo, que contribuíu para a vitória da nossa equipa, que assim iniciou da melhor forma esta competição. Para mim, além da importância da vitória colectiva, foi mostrar, numa altura em que o meu valor tinha sido questionado, que podem contar comigo, pelo que, nos próximos meses, muitos dos meus sábados vão ser ocupados a jogar xadrez.
Já se completaram três anos desde que vim trabalhar para Lisboa, e mesmo assim conheço tão mal a Grande Lisboa. Felizmente que às vezes o xadrez “obriga-me” a deslocar até sítios que conheço mal, ou que não conheço mesmo. Este fim-de-semana alargado, aproveitei para participar num torneio de xadrez no Monte Estoril e vou aproveitando os intervalos entre partidas para conhecer um pouco melhor Cascais. Gosto muito de morar na margem sul, mas Sintra e Cascais têm uma beleza que me cativa sempre que lá vou.
Quanto ao torneio, ontem depois de ter chegado bastante atrasado à primeira partida e ter-me contentado com um empate, à noite num jogo em que parecia certo que iria conseguir a minha melhor vitória de sempre, acabei por sofrer a derrota mais frustrante. Com uma partida ganha e o meu adversário apenas com alguns segundos no relógio, acabei por não conseguir resistir à pressão de fazer um resultado surpreendente…
Hoje há mais duas partidas, e o meu objectivo passa por ganhar as duas por forma a conseguir uma classificação aceitável.
Para quem gosta de cinema e de xadrez (como eu), deixo um link que recolhe imagens de filmes em que aparecem cenas relacionadas com xadrez, como devem calcular a listagem é extensa.
Deixo aqui o balanço da minha participação no Campeonato Nacional de Xadrez - Torneio de Apuramento. Em 9 jogos, 1(!) vitória, 4 empates e 4 derrotas. 47º em 52, quando à partida era o n.º 37. O balanço é claramente negativo.
Primeiro jogo, primeira derrota
Começou o campeonato Nacional de Xadrez Individual, em que vou tentar fugir aos últimos lugares. No primeiro dia, contra um dos jogadores mais fortes do torneio, tive um jogo equilibrado, com uma derrota devido aos “apuros” de tempo. Melhor o jogo do que o resultado…
Nos próximos dias vou participar no Campeonato Nacional Individual de Xadrez, isto significa que o tempo vai escassear para outras coisas, provavelmente também para o blog. Vou tentar ir dando, pelo menos, novidades de como vai correndo o campeonato. Este ano foi introduzida uma nova fórmula, disputando-se três torneios em simultâneo, estive indeciso entre participar no torneio aberto, onde estaria a jogar para vencer, e o de apuramento, com jogadores mais fortes, onde jogo para não ficar nos últimos, escolhi este último, pelo que, a derrota será provavelmente o resultado mais frequente.
Quem gostar destas coisas do xadrez, pode consultar mais informações na página da FPX, ou dirigir-se ao Hotel Metropolitan, em Lisboa, para assistir ao vivo (horários das sessões na página da FPX).

