Já me tinha acontecido várias vezes em Lisboa, e tem acontecido ainda mais aqui no Luxemburgo, ser confundido com outras pessoas. Aliás, já escrevi sobre isso neste post. Ontem houve novo capítulo, estava eu a dançar num bar quando não pude deixar de reparar que uma rapariga estava sempre a apontar para mim enquanto comentava algo com os colegas. Claro que achei estranho mas continuei a dançar, até que ela veio ter comigo e me perguntou se eu não tinha estado no "Nouvelle Star" (versão francesa dos Ídolos). Claro que disse que não mas ela continuou a insistir, o que me pareceu estranho, porque só a (fraca) qualidade do meu francês deveria ser prova suficiente que se tratava de um engano. Confesso que fiquei arrependido de não ter perguntado o nome do participante com quem fui confundido, tinha alguma curiosidade em ver um dos meus sósias.
Depois de um ano de ausência, está para breve mais uma edição das famosas festas "Clap your hands and say Yeah!". Na sequência de insistentes pedidos, os DJs LP, Jorge e Tenrinho aceitaram voltar a juntar os seus esforços para fazer uma festa inesquecível. Neste momento ainda não há data nem local definido, mas fiquem atentos, brevemente neste espaço haverá novidades sobre a festa do ano.
Há algumas pessoas que se queixam que a vida no Luxemburgo é monótona, em especial as que viviam anteriormente em grandes cidades. Eu nem concordo com esta visão, acho que a cidade tem uma grande oferta em diversas áreas, e é só preciso procurar um pouco para encontrar coisas interessantes para fazer. Mas mesmo os que acham que pouca coisa acontece no Luxemburgo, têm de concordar que há uma noite especial - a véspera da Festa Nacional. Na noite de 22 de Junho, as ruas do Luxemburgo enchem-se de pessoas que dançam e bebem até ao Sol nascer.
Depois disto, acho que não preciso de dizer quais são os meus planos para esta noite. Resta esperar que a chuva que hoje tem brindado a cidade do Luxemburgo, decida também ela colaborar com a festa.
Esta noite irei a mais uma festa dos anos 80 aqui no Luxemburgo.
E estas festas normalmente são um sucesso porque ou a música é boa, o que significa dançar toda a noite, ou então, quando os DJs decidem passar aquelas músicas mais "pirosas" dos anos 80 (Modern Talking, Sabrina, Europe, etc.), é muito divertido recordar que estas eram as músicas que lideravam os tops durante a minha adolescência.
E no Sábado passado lá organizámos mais uma festa, desta vez com o nome ‘Not a Love Song’.
Mais uma vez, pouca gente na primeira hora e meia de festa, mas depois o espaço foi enchendo, até estar completamente cheio à hora anunciada para o final, com muitas pessoas a pedirem para que a festa continuasse. Confesso que por um lado fiquei contente que tivesse terminado à 1 hora da manhã, porque depois de um jogo de futebol durante a tarde, e a noite inteira de pé, as minhas pernas imploravam por algum descanso e no dia seguinte tinha uma corrida de 10 kms pela manhã.
Fiquei também com a sensação que esta foi a última festa nestes moldes. Foi divertido, a maior parte das pessoas até parece que gostou, mas acho que talvez esteja na altura de fazer algumas mudanças. Nesta altura isto são apenas projectos, e não há muito que eu possa adiantar, mas certamente que quando houver uma nova festa, ela será aqui anunciada.
Tal como prometido deixo aqui a lista das músicas que passei durante a noite, espero não me ter esquecido de nenhuma:
Set 1 (Hora início : 22h35m)
- Pixies - La La Love You
- Kasabian - LSF
- Fall Out Boy - This ain’t a scene, it’s an arms race
- Arcade Fire - Rebellion (Lies)
- Klaxons - Gravity Rainbows
- Electric Six - Danger! High Voltage
- Arctic Monkeys - I bet you look good on the dancefloor
- Hole - Celebrity Skin
- Pixies - Hey
- Foo Fighters - This a call
Set 2 (Hora início: 00h20)
- Smashing Pumpkins - Zero
- The White Stripes - I think I smell a rat
- The Clash - I fought the law
- Rage Against the Machine - Killing in the Name
- Jane’s Addiction - Been caught stealing
- Sisters of Mercy - Temple of Love
- Pixies - Monkey Gone to Heaven
- Placebo - Every you Every Me
- Blur - Song 2
Momento menos conseguido dos sets - No início, ainda com pouca gente, a tentativa de cativar a audiência com a música dos Fall Out Boy que ainda há pouco lideravam as tabelas de singles dos EUA e estavam em segundo no Reino Unido.
Momento com melhor reacção por parte do público - "Killing in the Name" dos RATM. Bastaram os primeiros segundos da música para pôr em delírio uma grande parte dos presentes. Numa altura em que se anuncia o regresso dos Rage Against the Machine, parece que ainda há muitos fãs da sua música.
No próximo Sábado, os DJs Tenrinho, Jorge e LP (eu mesmo!) organizam mais uma festa na cidade do Luxemburgo, desta vez com o nome "Not a Love Song".
Este evento realiza-se no "Elevator Bar" na Rue de Hollerich e vai durar das nove da noite até à uma da manhã.
A promessa é que a música será ainda melhor do que nas anteriores festas. Pela minha parte posso desde já anunciar que Pixies, The White Stripes, Arcade Fire, Klaxons, Franz Ferdinand, LCD Soundsystem, The Chemical Brothers e Blur são certezas nas escolhas para Sábado à noite. No Domingo cá estarei para relatar como correu a festa e publicar o alinhamento dos meus sets.
Tal como tinha anunciando aqui, a noite da passada sexta-feira foi a data escolhida para a terceira edição da Festa "Clap your Hands and Say: Yeah!". Confesso que esta ultrapassou as melhores expectativas que eu tinha para estas festas. Há uns meses, quando eu e o Jorge pensámos pela primeira vez organizar uma festa, a ideia era simplesmente passar um bom bocado, no meu caso reviver o bichinho de passar música, depois dos 5 anos que fiz programas numa rádio e, aliado a isso, juntar alguns dos nossos amigos. Tudo isso aconteceu ontem, mas numa escala que não imaginávamos.
As horas que antecederam a festa nem foram as melhores, além do receio que, devido a muitas pessoas estarem de férias, o bar não estivesse com a moldura humana que desejávamos, um problema técnico impediu-me de levar alguma da música que desejava. O início também não fazia esperar o que viria a seguir, uma hora depois da hora marcada para a festa havia apenas umas vinte pessoas, e ninguém estava a dançar, isso levou mesmo a um pequeno desentendido com um dos meus colegas DJs quando lhe disse que estava na hora de pôr toda a gente a dançar. Mas com alguns sucessos, daqueles que toda a gente conhece, passados alguns minutos toda a gente estava a dançar e o bar continuava a encher. Por volta da meia-noite, quando o dono quis fazer uma sessão de percussão com alguns músicos brasileiros já o bar estava totalmente lotado e lá fora algumas pessoas esperavam para entrar. Todos pareciam estar mesmo a divertir-se, aqueles a quem eu tinha enviado um convite agradeciam por o ter feito, havia quem perguntasse pela próxima festa, e o dono do bar, esse estava eufórico, ele que tinha comentado connosco que preferia que fizessemos a festa numa sexta-feira porque costumava ser um dia fraco para o bar, tinha a casa a abarrotar.
Claro que depois deste sucesso há que pensar na próxima, e se ela será antes de uma muito especial que eu quero organizar em Janeiro do próximo ano, na véspera de completar 33 anos.
Sei que apesar de contar com leitores um pouco por todo o mundo, a maior parte dos que consultam este blog residem em Portugal ou no Luxemburgo. Sendo assim, deixo duas sugestões para a noite desta sexta-feira, dia 10 de Novembro de 2006:
Para quem estiver em Portugal, é altamente aconselhável ir até ao Incógnito em Lisboa, ouvir a música da festa "Discos Voadores" com Nuno Galopim. Mais informações aqui.
Para quem resida no Luxemburgo, ou a menos de 250 kms deste simpático país, na noite de sexta é obrigatório ir até ao K’ramba Bar para a 3ª edição da festa "Clap your hands and say: Yeah!", com os DJs Jorge, Tenrinho e LP (eu mesmo!). Vai valer a pena dançar até às 3h da manhã. Se tiver possibilidade depois deixo aqui o registo das canções que passei, mas o melhor é mesmo aparecerem no K’ramba. Até Sexta!

Hoje é o dia da festa nacional do Luxemburgo, e a noite de ontem foi, de facto, uma noite muito diferente do que é habitual nestas paragens. Depois de um muito aguardado fogo-de-artificio, ao qual eu não achei grande piada (devo esclarecer que nunca percebi o fascinio que o fogo-de-artificio exerce sobre muitas pessoas), iniciou-se a verdadeira festa. As ruas da cidade do Luxemburgo transformadas numa enorme discoteca a céu aberto, com dezenas de espaços diferentes, todos eles com comida, muita bebida e sons bem dançaveis. Numa cidade em que os bares fecham normalmente à 1 hora, alguns têm licença especial para em certos dias fecharem às 3 e, mesmo ao fim-de-semana, é muito raro encontrar algo aberto depois das 5, foi surpreendente ver largas centenas (talvez milhares) de pessoas nas ruas já depois do Sol nascer.
Esta é, sem dúvida, uma festa que recomendo!
Parece que finalmente vai ser proibido fumar nos locais públicos. Sinceramente, acho que esta medida só peca por (muito) tardia.
É claro que aparecem logo uns quantos a dizer que esta medida é um abuso, que os coitados dos fumadores têm todo o direito de fumar. Claro que têm, desde que não o façam em locais públicos, atirando o fumo para cima de mim, ou de outros que optam por não fumar. Não sei se a medida, a ser aprovada, vai ter sucesso em Portugal como tem tido noutros países, mas gostava de um dia poder chegar de um bar ou de uma discoteca e não ter o cheiro do tabaco em toda a roupa.
Será que os fumadores não conhecem aquele provérbio da “minha liberdade acabar onde começa a liberdade dos outros”?
Já agora, espero que aqui no Luxemburgo se avance com uma lei semelhante.
O Luxemburgo é este pequeno país que tão rapidamente parece ignorado pelo resto do mundo, como frequentado por algumas das personalidades mais conhecidas do planeta. Daí já não achar estranho quando vou beber um copo a um bar que costuma ser calmo e percebo que no mesmo bar está a Demi Moore e o Ashton Kutcher, bem como os inevitáveis seguranças.
Mais um dia normal aqui no Grão-Ducado!
Confirma-se, vou mesmo manter-me como auditor. Isto de ser DJ não é tão fácil e, diga-se de passagem, não é tão divertido como eu esperava.
A dificuldade de agradar simultaneamente a diferentes tipos de público; as pressões da namorada (e amigas) de um dos empregados do bar, que queria música “alegre”; os meios técnicos que não eram perfeitos…
O balanço final foi apesar de tudo positivo, e espero repetir a experiência, mas não tenho dúvidas que me teria divertido muito mais se estivesse do “outro lado”.
Está confirmado!
Depois de alguns imprevistos que quase impediam o acontecimento, DJ LP faz a sua estreia num bar Luxemburguês no próximo dia 25 de Março. A festa vai acontecer no Bar “The Viking”, na Rue de Hollerich, com boa música a rodar a partir das 21 horas. Para quem está a menos de 200 Kms não há desculpas para perder este acontecimento.
Nos últimos tempos não tenho saído à noite com a mesma regularidade dos meus primeiros tempos no Luxemburgo. Várias são as razões que justificam isto: o frio; o cansaço depois da novidade dos primeiros meses; o facto de estar com muito mais trabalho, o que me leva a chegar a casa com menos vontade de saír; o facto de alguns dos meus habituais companheiros de saídas estarem também eles mais recatados, etc.
Este sábado, uma festa mexicana parecia um óptimo pretexto para acabar com este “jejum” de saídas. Não sei se foi por andar a saír menos, se foi porque as pessoas estavam mesmo animadas, a verdade é que esta foi uma das festas em que me diverti mais e depois de quatro horas de muita dança, ainda estava com vontade de ficar um pouco mais…
Infelizmente, e ao contrário do que pensei inicialmente, não pude passar música na festa. Para breve, deve estar o meu regresso como DJ, não numa rádio como no periodo entre 1992-97, mas num bar no Luxemburgo. Quem sabe, o primeiro passo para o meu sonho de ter um bar num local paradisíaco, onde possa ser eu a escolher a música.
Uma das minhas maiores curiosidades em relação a Londres era a vida nocturna. Tinha grande vontade em ir ao Ministry of Sound, um clube que tenho curiosidade de conhecer desde que apareceu num teledisco dos Chemical Brothers, bem como assistir a um musical no West End.
Na verdade, não fui nem a um nem a outro, o que não quer dizer que não tenha gostado das minhas noites. Os pubs londrinos são muito divertidos, e com a Guiness a £ 2,5 por pint, os preços estão ao nível do que se paga num bar em Portugal.
Quanto ao musical e ao Ministry of Sound, ficarão para uma próxima visita, que espero não demore muito…

O pub “World’s End” que se auto-intitulava “probably the biggest pub in the world” - O horário dos jantares era entre as 17h30 e as 19h (!) e fechava às 23h(!)

O autor destas linhas a tentar mostrar aos londinos como se dança (a propósito, os meus olhos não costumam ser vermelhos…)

Eis uma das coisas que não vou deixar de fazer numa próxima visita a Londres, assistir ao Les Misérables, que já vai em 18 anos de espectáculos lotados


