Já aqui escrevi que a minha grande referência em termos de programas radiofónicos foi o "Companhia das Índias" na 90 FM. Só comecei a ouvir o "Som da Frente" na Rádio Comercial quando ele estava quase a terminar, mas sempre que via o António Sérgio na televisão ficava impressionado com a paixão que ele tinha pela música.
Nos últimos anos ainda o ouvi algumas vezes na Radar e, para além do gosto musical, ficava impressionado com aquela voz grave que era inconfundível.
Hoje soube da sua morte, e sinto que a rádio portuguesa perdeu um dos seus grandes nomes. Certamente não o que teve mais ouvintes, mas um que marcou os muitos que com ele descobriram alguma da melhor música dos últimos 40 anos.
Nos últimos dias tive algumas boas notícias, aproveito para destacar aqui uma: depois de algumas tentativas consegui, finalmente, adquirir no ebay um bilhete para o esgotadíssimo concerto dos Pixies em Bruxelas. E faltam só 13 dias!
Ha poucas semanas comentei aqui que andava a ouvir a música de Michael Jackson. Poucas horas depois da sua morte, acho justo fazer uma singela homenagem a um génio cuja música será imortal.
Depois de algumas tentativas sem sucesso para me lembrar do nome do grupo, lá consegui, com uma preciosa ajuda, chegar ao video de uma cover de "Message in the Bottle" feita por um grupo português que, na minha modesta opinião, não fica a dever em qualidade à música original dos The Police.
Por culpa dos "Diversity", o grupo de dança que conseguiu derrotar a super favorita Susan Boyle no concurso "Britain’s Got Talent", tenho ouvido muito a música de Michael Jackson nos últimos dias. Pode-se criticar as suas muitas excentridades, mas acho difícil negar que ele é o nome mais importante da música dos últimos 30 anos.
Acho que neste momento é difícil não saber quem é Susan Boyle. Para os muito distraídos posso referir que se trata da desempregada escocesa que participou num programa de talentos no Reino Unido e se transformou numa vedeta no YouTube com notícias nas principais televisões mundiais.
Para além da voz fantástica, fica o exemplo de que é sempre possível alcançar os sonhos, mesmo quando isso parece impossível. Deixo aqui o link para o vídeo da sua participação na primeira fase do concurso "Britain’s Got Talent" e aconselho a procurarem no YouTube a interpretação de "Cry Me a River" que ela gravou há 10 anos atrás. Para mim não restam dúvidas de que em breve haverá um disco de Susan Boyle nos tops de vendas.
Tenho que confessar que já vi o vídeo umas boas vezes, mas continuo a ficar arrepiado com os primeiros segundos da sua interpretação de "I Dreamed a Dream".
Nestes últimos dias tenho ouvido muitas vezes a música do genial Jorge Palma, sem dúvida um dos melhores compositores portugueses.
Hoje deixo aqui o registo ao vivo de uma das suas melhores criações, que ainda por cima me traz memórias do Luxemburgo.
Boa Páscoa para todos!
A minha noite de São Valentim foi mesmo especial. Não, não tive nenhum jantar romântico. Mas tive o prazer de assistir ao primeiro concerto dos Deolinda fora de Portugal. Se ja gostava muito das suas músicas e do sentido de humor que encerram, passei a gostar ainda mais. A vocalista tem uma presença extraordinária e uma naturalidade que parece que não fez outra coisa a vida toda.
A seguir vieram os Lusitânia Ensemble com a Teresa Salgueiro. Sabem aquela coisa dos adolescentes se apaixonarem pelos artistas? Acho que nunca o escrevi aqui, mas se isso alguma vez me aconteceu foi pela Teresa Salgueiro e já bem no final da adolescência. Hoje continuo a achá-la muito bonita, e a sua voz está cada vez mais apurada. O que falta são as músicas dos primeiros álbuns dos Madredeus que eram, efectivamente, muito boas. Depois dos Deolinda, o concerto soube a pouco e até acabei por sair ainda antes do seu final. Mas na viagem de regresso a Bruxelas fui a cantar as músicas dos Deolinda, em especial o meu tema favorito: "Movimento Perpétuo Associativo".
Um amigo de quem eu gosto bastante enviou-me um email a pedir uma lista dos meus álbuns favoritos de 2008. A ideia dele é compilar as listas que receber e fazer assim um top dos melhores álbuns do ano que agora termina. Devo dizer que acho a ideia muito boa, e que naturalmente estaria disposto a colaborar. Mas há um pequeno problema: nos últimos anos, em especial desde que adquiri o meu primeiro leitor de mp3, a minha selecção musical deixou de ser feita por álbuns mas é antes feita por músicas. Quando gosto de uma música acresecento-a à minha lista, mas isso não significa que vá escutar o álbum todo. Aliás, se pensar bem já muito antes era adepto de boas colectâneas (em especial os fantásticos Indie Top 20).
Por isso Cajó, a menos que decidas fazer uma colectânea das melhores músicas de 2008 não creio que possa participar na tua sondagem. Por alguma razão, não me parece que num ano em que ouvi uns 3 ou 4 álbuns novos, esteja em condições de elaborar uma lista dos meus favoritos.
Se existisse uma forma de saber qual foi o grupo que eu mais vezes ouvi nos anos de 2006, 2007 e 2008, acho que os Arcade Fire eram grandes candidatos a ocupar a primeira posição. A música cujo vídeo apresento em baixo é uma das grandes responsáveis pelo airplay destes canadianos.
Confesso que não sou, nem nunca fui, fã da música metal. Na minha juventude, os únicos grupos de que gostei que poderiam ser classificados nesta área (Guns N’ Roses e Metallica) faziam na minha opinião música rock. No entanto, há mais de dez anos que esta minha indiferença para com a música "metal" conhece uma excepção: o grupo chama-se Moonspell e não é só o meu grupo favorito no género, é mesmo o único que eu ouço.
Passei os últimos minutos a ouvir músicas dos chamados cantores de intervenção, em especial Adriano Correia de Oliveira e Zeca Afonso. E a música fez lembrar-me um pensamento que já tive várias vezes, se pudesse escolher um sítio e um tempo na História para viver, uma das minhas primeiras escolhas seria certamente ter cerca de 20 anos em 1974 e morar em Lisboa. Podemos ter tido outros momentos na História em que Portugal foi uma nação mais importante, mas duvido que alguma vez em Portugal as pessoas tenham sentido uma sensação de liberdade semelhante.
A música tem para mim uma importância fundamental. Acho que para todas as ocasiões há sempre uma música ideal, e ouvir música é algo que faço durante uma grande parte do meu dia. Nos últimos tempos consegui aumentar ainda mais a minha dose de música diária, não só porque tenho estado mais tempo em casa, mas principalmente porque desde que adquiri um iPhone passei a ter um iPod sempre comigo e por isso é mais frequente ouvir música quando não estou em casa, seja no trabalho seja em qualquer outro sítio.
Não sei se isto só acontece comigo mas normalmente acabo por ter uma música que ouço muitas vezes durante algum tempo, até que essa música é substituída por outra que passa a ter a preferência durante uns dias. Naturalmente o ciclo continua e outras músicas se sucedem neste lugar de destaque na minha playlist pessoal. Curiosamente as músicas em causa nem sempre são recentes, e é muito difícil explicar a razão porque de repente passo a escutar uma determinada música com maior inisistência. Assim de repente, lembro-me de umas quantas músicas que ocuparam este lugar nos ultimos meses: “Dear Miami” de Róisin Murphy, “Face à la Mer” de “Calogero e Passi, “Steady as She Goes” dos The Raconteurs, “Flux” dos Bloc Party, “Dis Moi” dos BB Brunes. Nos últimos dias, a música que mais tenho escutado é “I Kissed a Girl” de Ketty Perry, uma música que ainda por cima tem a particularidade de tratar um assunto que eu acho particularmente sugestivo: a descrição por parte de uma mulher da experiência de beijar outra.
Com uns dias de atraso, deixo aqui os parabéns pelos 45 anos de Tori Amos, uma das minhas cantoras favoritas. E claro, deixo o vídeo de uma das suas músicas de que mais gosto.
Hoje pus a tocar um CD que já não há ouvia há algum tempo. Incrível como a música pode trazer tantas recordações. E as vozes de Sia e Sophie Barker continuam a parecer-me fantásticas…
Este é mesmo um daqueles casos em que a música ajudou ao sucesso do filme e vice-versa. É sem dúvida uma excelente música e uma das que tenho escutado mais nos últimos tempos.
Depois de Sudoeste em 2001, Super Bock Super Rock em 2003 e o Rock in Rio em 2004 voltei a um festival de música. Isto dos festivais está longe de ser cómodo, e certamente que a chuva não ajudou em nada. Mas valeu a pena. Mesmo esquecendo tudo o resto, só assistir aos concertos dos Sigur Rós e Radiohead compensou o tempo perdido, as dores nas pernas, a chuva…
Difícil era ter que escolher qual destes dois concertos preferi, mas felizmente ninguém me obriga a fazer esse exercício!
Ao fim de dias duas semanas em Bruxelas ainda não escrevi nada sobre como têm corrido estes primeiros dias. A principal razão é simples: não há muito para dizer. Não tenho saído, continuo sem conhecer muitas pessoas na cidade e a única boa notícia é que comprei um bilhete para o Festival de música em Wertcher, precisamente para o dia em que, entre outros, actuam: Radiohead, Sigur Rós, The Gossip, Kings of Leon, Ben Harper, KT Tunstall, The Hives, Editors, etc. Um alinhamento que promete!
Acabo de ler no blog de Josh Haden que os Spain estão a gravar novas canções e que está já disponível a primeira música que eles gravaram nos últimos 8 anos. Chama-se "I’m Still Free" e o download legal pode ser feito na página MySpace dos Spain. Eu já fiz!
Já aqui tinha referido que estava para breve o meu regresso às lides de DJ.
Hoje deixo mais pormenores para os que quiserem estar na que será, muito provavelmente, a minha última aventura como DJ por terras luxemburguesas.
O local será o d:cliq, um dos bares com “melhor onda” aqui no Luxemburgo. A festa será no dia 21 de Maio, deverá começar por volta das 20.30 e terminar à 1h.
Não tenho deixado aqui muitas sugestões musicais, mas achei que hoje devia deixar uma das músicas que tenho ouvido mais nos últimos tempos.
Eles são portugueses, mais concretamente de Coimbra, e são liderados por Paulo Furtado, de quem eu me lembro por ser presença habitual na discoteca “States”, um espaço que marcou os meus anos como estudante em Coimbra. O grupo chama-se Wraygunn e a música tem por sugestivo título “Just a gambling man”.
Há quase 5 anos, no início deste blog, elaborei uma lista das minhas 30 canções favoritas. Na altura escrevi que se tratava da lista das minhas preferências no momento e que o mesmo exercício feito noutro dia apresentaria resultados diferentes. Um dos elementos estranhos é a ausência de qualquer música dos Spain, um dos meus grupos favoritos e que teriam tantas músicas candidatas a esa lista. Mas a minha canção favorita dos Spain, e logo uma das minhas favoritas, é mesmo "Everytime I try", uma música que já foi referenciada neste blognoutra ocasião. Agora deixo o videoclip.
Depois de um ano de ausência, está para breve mais uma edição das famosas festas "Clap your hands and say Yeah!". Na sequência de insistentes pedidos, os DJs LP, Jorge e Tenrinho aceitaram voltar a juntar os seus esforços para fazer uma festa inesquecível. Neste momento ainda não há data nem local definido, mas fiquem atentos, brevemente neste espaço haverá novidades sobre a festa do ano.
Há quem pense que o Luxemburgo é um local muito pacato onde nada acontece. Ora, se é verdade que o Luxemburgo não é o sítio com maior agitaçâo no Mundo, também está longe de ser verdadeira esta ideia que não há grandes eventos por estas paragens.
Veja-se o exemplo deste fim-de-semana em que uma grande estrela musical internacional (Ágata) vai estar presente num supermercado da cidade do Luxemburgo para uma sessão de autógrafos.
Claro que uma estrela deste calibre não precisa de apresentações. No entanto, na sequência da minha vitória no torneio de poker a que fiz referência há algumas semanas atrás, alguns blogs estrangeiros introduziram um link para este blog. Especialmente dedicado para todos os não-portugueses que visitem este espaço, e que por lapso na sua cultura musical não conheçam a música de Ágata, deixo uma das pérolas da música portuguesa.