Em 2005, Paulo Portas demitiu-se da liderança do CDS-PP por não  ter atingido os 10% a que se propunha e por "Portugal ser o único país da Europa em que a diferença entre democratas-cristãos e trostskistas era de apenas um por cento". Parecendo-me claro que o CDS não vai atingir os 10% e que desta vez em Portugal os democratas-cristãos vão ficar atrás dos trotskistas, fica a dúvida se vamos assistir a nova demissão, e em caso afirmativo se as lágrimas de 2005 se vão repetir.

Será que a senhora que acredita que vai ganhar eleições, vai ser capaz de perceber que uma vitória do PS se deve quase em exclusivo a ela, e à sua total inabilidade para a política? Talvez o PSD consiga desta vez eleger um líder que ofereça alguma credibilidade (leia-se Pedro Passos Coelho) depois de ter sido liderado por Luis Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite.

Mas a dúvida mais importante é mesmo saber se o Engº Sócrates vai convidar a Joana Amaral Dias para um cargo governativo. Sabendo que a maioria dos ministros não serão certamente bonitos nem inteligentes, não faria mal ter alguém que combinasse as duas qualidades.