…para acompanhar pela televisão mais uma noite eleitoral.
Dúvidas para esclarecer mais tarde
Em 2005, Paulo Portas demitiu-se da liderança do CDS-PP por não ter atingido os 10% a que se propunha e por "Portugal ser o único país da Europa em que a diferença entre democratas-cristãos e trostskistas era de apenas um por cento". Parecendo-me claro que o CDS não vai atingir os 10% e que desta vez em Portugal os democratas-cristãos vão ficar atrás dos trotskistas, fica a dúvida se vamos assistir a nova demissão, e em caso afirmativo se as lágrimas de 2005 se vão repetir.
Será que a senhora que acredita que vai ganhar eleições, vai ser capaz de perceber que uma vitória do PS se deve quase em exclusivo a ela, e à sua total inabilidade para a política? Talvez o PSD consiga desta vez eleger um líder que ofereça alguma credibilidade (leia-se Pedro Passos Coelho) depois de ter sido liderado por Luis Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite.
Mas a dúvida mais importante é mesmo saber se o Engº Sócrates vai convidar a Joana Amaral Dias para um cargo governativo. Sabendo que a maioria dos ministros não serão certamente bonitos nem inteligentes, não faria mal ter alguém que combinasse as duas qualidades.
A poucas dias das eleições legislativas, acho que é a altura para se fazer um balanço do que foram mais de 4 anos do governo liderado por José Sócrates. Eu que vivi a maior parte parte deste tempo no estrangeiro, embora sempre muito atento ao que se passava em Portugal, acho que este foi o melhor governo de que me lembro (ou seja dos últimos 20 anos).
E poderia citar vários exemplos que me levam a pensar isso: redução da burocracia, subida do salário mínimo acima do nível de inflação, a redução do défice das contas públicas, o Magalhães e a possibilidade que isso representa de todas as crianças terem acesso a um computador desde tenra idade. Mas se tivesse que escolher aquela que foi a maior vitória deste governo, teria de apontar o investimento nas energias renováveis, confesso que sinto orgulho em relação ao crescimento impressionante que teve em Portugal a produção de energia a partir de fontes renováveis.
Falta pouco mais de uma semana para as eleições legislativas nas quais não vou votar. Esta não é uma boa altura para me deslocar a Portugal e ainda não me dei ao trabalho de ir ao Consulado e tentar perceber o que seria necessário para votar aqui. Tenho no entanto acompanhado com muito interesse os debates e acho que os resultados destas eleições são muito importantes para o futuro do nosso país.
As minhas expectativas passam por uma vitória do PS e um substancial reforço da votação do Bloco de Esquerda. Infelizmente, não creio que se cumpra um dos meus desejos para estas eleições: uma derrota estrondosa do PSD de Manuela Ferreira Leite.
A minha admiração por Kim Clijsters começou muito antes de morar na Bélgica. Numa altura em que ténis feminino estava a ser dominado por atletas que baseavam o seu jogo na força (irmãs Williams e Amélie Mauresmo) era interessante ver alguém com uma compleixão física normal a bater-se com as melhores. Ela era claramente a minha favorita do circuito feminino quando abandonou a carreira e até aí mostrou que era diferente. Já tinha ganho muitas provas, já tinha sido número 1 do mundo e agora queria dedicar-se a algo mais importante, queria ser mãe.
Já mãe de uma pequena bebé achou que poderia voltar a jogar, e ei-la no Open dos Estados Unidos a derrotar todas as adversárias, incluíndo aquelas que são, muito provavelemente, as melhores jogadoras da actualidade. Os seus dois jogos com as irmãs Williams e o extraordinário jogo da final fazem dela uma vencedora mais do que merecida, numa história que mostra que faz sentido dar prioridade ao que merce ser prioritário.
Claro que a algumas horas da final masculina, tenho de referir mais uma prova fantástica de Roger Federer, que atingiu a sua 22ª meia-final consecutiva de um torneio do Grand Slam, um recorde que é absolutamente fantástico (o número 2 neste ranking de meias-finais consecutivas em torneios do Grand Slam tem 10!). Daqui a poucas horas poderá ter seis vitórias consecutivas no Open dos Estados Unidos, mais um feito incrível para o melhor tenista de todos os tempos.
And now for something completely different…
Tenho recebido queixas de que os meus últimos posts neste blog têm sido muito pessimistas. Concordo inteiramente com esse comentário e também por isso aqui vai, finalmente, uma mensagem optimista.
Depois de alguns adiamentos, hoje retomei as corridas e a sensação foi tão boa que não ponho de parte a hipótese de daqui a um mês correr a meia-maratona. Não há dúvida que a corrida é algo que me faz sentir muito bem e sinto falta deste que foi um "vício" saudável durante uma parte do tempo que passei no Luxemburgo.
Aproveitando o facto de ter corrido na zona da Praça Flagey, onde nas manhãs de Sábado e Domingo se realiza um mercado, depois de correr foi altura de me abastecer de frutas e vegetais, que neste momento representam uma parte muito importante na minha alimentação. Na verdade, nem sei bem quando foi a última vez que comi carne, mas julgo que terá sido há mais de dez dias e se não estou a pensar em adoptar um regime vegetariano (ou melhor, lacto-vegetariano porque não reduzi o consumo de iogurtes e queijo) a verdade é que estou satisfeito com esta mudança e acho que vou mesmo deixar o consumo de carne (e quando digo carne, incluo naturalmente o peixe) para as ocasiões especiais, como esta semana uma ida a um dos muitos restaurantes portugueses de Bruxelas.
Estou agora a iniciar uma nova fase nesta minha estadia em Bruxelas, em que acredito que as coisas vão correr de uma forma diferente do "período negro" que foi o primeiro ano. Sinto que está também na altura de algumas mudanças a nível profissional, mas quem sabe, talvez num futuro próximo tenha também novidades positivas nesse campo.

