Sociedade2 March 2009 2:18 pm

Para os que se admiraram da vitória de Salazar no concurso para eleger o maior Português de todos os tempos, deixo aqui um comentário publicado hoje na edição electrónica do jornal "Público" a propósito da notícia da morte de Nino Vieira. Não será difícil adivinhar em quem votou o sr. Resina. (Aviso importante: o texto que se segue contém muitas mentiras e afirmações preconceituosas)

02.03.2009 - 11h42 - Almeida Resina, Santa Cruz, Portugal

É muito bonito falar-se em independências e isso tudo. Mas por acaso Portugal roubou a independência a uma Guiné quando os Descobrimentos aconteceram? Não! Não existia nenhuma Guiné nem Cabo Verde nem Angola quando os Portugueses lá chegaram. Existiam apenas tribos pequenas que se guerreavam entre si. Porutgal quando lá chegou acabou com tais guerrinhas, trouxe-lhes os beneficios da civilização cristã e deu-lhes desenvolvimento. Guiné-Bissau não passa de uma expressão ou entidade geográfica. E apesar dos terroristas do PAIGC terem estado a ganhar no Ultramar, eles nunca tiveram o apoio da maioria dos "Guineenses". A maioria sempre quis continuar como parte de Portugal e como cidadãos Portugueses. Após essa "independência", a "Guiné-Bissau" caiu na anarquia que havia antes dos Portugueses lá chegarem e a pobreza e subdesenvolvimento regressou. Não é por nada que hoje em dia a maioria das pessoas lá têm saudades dos tempos em que faziam parte de Portugal.

Sociedade 1:08 pm

Um caso que, felizmente, já perdeu o seu mediatismo, é o da pequena Esmeralda. Fico contente, em saber que finalmente o caso deixou de aparecer na comunicação social, e fico especialmente satisfeito por saber que o final feliz deste caso que poderia, e deveria, ter acontecido há uns bons anos, acabou por acontecer. A criança está finalmente com o pai e todos os relatos revelam que ela se encontra feliz.

Deixo aqui os meus votos das maiores felicidades para a pequena Esmeralda e uma palavra de admiração para o pai, Baltazar Nunes, que durante todo o processo soube manter uma elevação exemplar.   

Eu, Sociedade 12:35 pm

Nos últimos tempos a RTP-I tem sido praticamente o único canal que tenho visto. Um dos temas que tenho seguido com maior atenção é a hipótese avançada por José Sócrates de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na próxima legislatura. O anúncio de uma medida, que só me parece pecar por tardia num país que proíbe constitucionalmente a discriminação dos cidadãos de acordo com a sua orientação sexual, tem provocado reacções interessantes em alguns sectores, em especial na Igreja Católica. Os comentários no programa "Prós e Contra" foram particularmente reveladores de que o obscurantismo da Igreja ainda tem eco em muitos dos nossos "intelectuais".

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo parece-me um claro avanço social, e é com pena que vejo que Portugal, que no passado esteve entre os pioneiros na aprovação de leis que permitiram importantes avanços sociais (por exemplo a proibição da escravatura ou a proibição da pena de morte), não esteja agora na linha da frente. Aliás, não compreendo porque razão o PS não votou favoravelmente as propostas para que a legalização acontecesse nesta legislatura. Uma coisa é certa, os próximos meses irão proporcionar comentários hilariantes por parte dos padres, do João César das Neves e outros que insistem em excluír todos os que se afastam da sua "normalidade". Só é pena que estes comentários percam muito da sua piada quando se percebe que os seus autores defendem mesmo aquilo que apregoam.