Os funcionários públicos em Portugal não são mesmo incentivados a encararem novos desafios. Hoje dei por mim a pensar num exemplo que reflecte isso mesmo: as pessoas que hoje trabalham na unidade da Direcção-Geral de Impostos, onde desempenhei funções entre 2000 e 2005, já lá estavam quando eu entrei, a maior parte delas desde meados da década de 90. O chefe da unidade é o mesmo que era nessa altura, e o mesmo pode ser dito em relação ao Chefe de Divisão e ao Director de Serviços. E isto acontece numa área de auditoria onde, por forma a manter a objectividade e imparcialidade, a rotatividade deveria ser compulsiva.