No outro dia escrevi um post sobre o facto de estar de regresso ao mundo real, mas na altura nem sabia o verdadeiro significado dessa expressão. Não sabia que ia estar de volta a um sítio onde o meu carro é assaltado, mesmo estando no estacionamento privativo do prédio onde moro.

Isto lembra-me aquele provérbio de que pela boca morre o peixe, tantas vezes eu disse que me fazia impressão o mundo artificial do Luxemburgo em que não se via pobreza nem criminalidade, que chegou a altura de ter mais um exemplo do que é viver em Bruxelas. E lembrei-me que durante uns anos morei em Corroios, que está longe de ser considerado o sítio mais seguro do mundo, mas onde sempre tive o carro estacionado à porta de casa e nunca tive qualquer problema com assaltos.