Eu, Música28 November 2008 11:12 pm

Confesso que não sou, nem nunca fui, fã da música metal. Na minha juventude, os únicos grupos de que gostei que poderiam ser classificados nesta área (Guns N’ Roses e Metallica) faziam na minha opinião música rock. No entanto, há mais de dez anos que esta minha indiferença para com a música "metal" conhece uma excepção: o grupo chama-se Moonspell e não é só o meu grupo favorito no género, é mesmo o único que eu ouço.


Eu, Sociedade 11:43 am

Não sou professor, não tenho filhos e os meus tempos de estudante já lá vão há algum tempo. Por isso, os meus contactos com o sistema de ensino são muito limitados e nos últimos tempos resumem-se às notícias nos jornais e espaços televisivos.

Depois de um tempo em que a educação era notícia pelas agressões a professores, ultimamente o assunto tornou-se omnipresente pela recusa dos professores em aceitar o sistema de avaliação proposto pela Ministra da Educação. Devo admitir que só acompanho este caso pelas notícias e não estou por dentro dos pormenores da avaliação. No entanto, gostaria de partilhar a minha opinião, até porque me parece que no meio de tanto ruído se perdeu a noção do que é verdadeiramente importante. Durante o meu percurso escolar tive professores muito bons, outros bons, mas também tive professores maus e muito maus. Posso referir o caso da minha professora de História do 9º ano, da qual não recordo o nome, que é certamente o meu exemplo do que não deveria ser um professor. Durante as suas aulas lia o jornal ao mesmo tempo que nos ordenava que lessemos páginas do manual escolar. Repetidas vezes saía da sala de aulas para ir beber um café, e dizia-nos constantemente como a vida de professor era terrível, tendo que trabalhar a toque de campaínha. A juntar a tudo isto, insisistia em fazer os mesmos testes para todas as suas turmas, e nos casos em que a minha turma era a última a efectuá-los, não era raro que os piores alunos da turma, aqueles que tinham negativas em todas as disciplinas, de repente tivessem 95 ou mesmo 100%. Isto acontecia, sem que esta "professora" parecesse ver algo estranho neste facto. Sem um sistema de avaliação, esta professora vai ser promovida ao mesmo ritmo de todos os outros, aqueles que se esforçam e dão o seu melhor para educar os seus alunos. Quem teve professores assim não pode deixar de defender que os professores sejam efectivamente avaliados, da mesma forma que a maioria de nós somos avaliados nos nossos empregos.

Talvez o sistema de avaliação proposto pela Ministra de Educação esteja longe de ser perfeito, talvez precise de algumas mudanças e ela própria já avançou com algumas propostas para essas correcções. Mas não será melhor ter um verdadeiro sistema de avaliação que possa ser corrigido no futuro, do que não ter nenhum sistema de avaliação, ou um que se baseie simplesmente na auto-avaliação? A mim parece-me que sim, e espero que se perceba que os verdadeiros prejudicados pela ausência de uma avaliação séria são os alunos e, em último caso, o futuro do país.

Música26 November 2008 6:54 pm


Eu, Sociedade21 November 2008 9:18 pm

Os funcionários públicos em Portugal não são mesmo incentivados a encararem novos desafios. Hoje dei por mim a pensar num exemplo que reflecte isso mesmo: as pessoas que hoje trabalham na unidade da Direcção-Geral de Impostos, onde desempenhei funções entre 2000 e 2005, já lá estavam quando eu entrei, a maior parte delas desde meados da década de 90. O chefe da unidade é o mesmo que era nessa altura, e o mesmo pode ser dito em relação ao Chefe de Divisão e ao Director de Serviços. E isto acontece numa área de auditoria onde, por forma a manter a objectividade e imparcialidade, a rotatividade deveria ser compulsiva.

Eu, Sociedade, Bruxelas14 November 2008 5:16 pm

No outro dia escrevi um post sobre o facto de estar de regresso ao mundo real, mas na altura nem sabia o verdadeiro significado dessa expressão. Não sabia que ia estar de volta a um sítio onde o meu carro é assaltado, mesmo estando no estacionamento privativo do prédio onde moro.

Isto lembra-me aquele provérbio de que pela boca morre o peixe, tantas vezes eu disse que me fazia impressão o mundo artificial do Luxemburgo em que não se via pobreza nem criminalidade, que chegou a altura de ter mais um exemplo do que é viver em Bruxelas. E lembrei-me que durante uns anos morei em Corroios, que está longe de ser considerado o sítio mais seguro do mundo, mas onde sempre tive o carro estacionado à porta de casa e nunca tive qualquer problema com assaltos.

Eu, Bruxelas11 November 2008 5:37 pm

Depois de uma semana em Portugal que passou demasiadamente rápido, eis-me de volta a Bruxelas. Ainda no Domingo tive o prazer de comer uma bela caldeirada com direito a vista para o mar e no dia seguinte já enfrentava a chuva de Bruxelas. É verdade que o tempo nem tem sido muito mau por estes lados, mas uma ida a Portugal deixa-me quase sempre a pensar no que falta para me decidir a mudar para o nosso "cantinho à beira-mar plantado". E a verdade é que o que falta é tão pouco, mas tão difícil de encontrar. Não quero arranjar um emprego onde ganhe o mesmo que aqui em Bruxelas, longe de mim tal ambição. O que gostaria era tão somente de descobrir uma actividade que me realizasse e onde pudesse ganhar o suficiente para viver sem grandes preocupações monetárias. E aqui é que está o problema, quase todas as actividades que imagino têm associadas um carácter de risco que me fazem temer por noites mal dormidas a pensar como vou pagar empréstimos ao banco. Para isso, e enquanto não descobrir melhor alternativa, prefiro o frio e a chuva de Bruxelas!

Eu3 November 2008 1:30 am

Os últimos tempos não têm sido nada favoráveis para mim. As razões são diversas, mas muitas delas até estão identificadas, basta fazer um esforço para alterá-las. Sinto que é agora que vou dar uma volta à minha vida, espero não estar enganado.