Nos anos que passei em Coimbra conheci muitas pessoas interessantes, e nesse grupo tenho certamente de incluir o Marco. Muitas são as histórias do Marco que, ainda hoje quando passam quase 16 anos que o conheci, me fazem sorrir. Entre os muitos episódios dos quase 5 anos de convívio com o Marco, um de que me lembro particularmente bem era o ritual da "queima das cartas". Nos momentos em que decidia que ia iniciar um novo período na sua vida, mais dedicado aos estudos e abandonando os constantes jogos de sueca ou king, o Marco decidia literalmente queimar um baralho de cartas.

Nos últimos tempos, em que tenho dedicado muito tempo a jogar poker, tenho sentido que também está na altura de fazer a minha "queima das cartas". O pior é que sinto que a minha vida tem estado tão pouco interessante que, a exemplo do que acontecia com o Marco, receio que à queima das cartas se suceda a compra de um baralho novo!