Ainda que não tenha uma data definida para a minha mudança para Bruxelas, sinto que estou já num periodo de transição. No outro dia quando fui ao cabeleireiro a que costumo ir aqui no Luxemburgo dei-me conta de que, provavelmente, seria a última vez que lá ia. No Domingo passado tive o meu último jogo de xadrez a contar para o campeonato luxemburguês.
Há ainda muitos pormenores a tratar, mas tal como nos dois anteriores periodos semelhantes (mudança de local de trabalho de Leiria para Lisboa e depois de Lisboa para o Luxemburgo) sinto que preferia que tudo isto fosse mais rápido. Tenho vontade de descobrir a cidade onde espero vir a morar durante alguns anos e curiosidade para ver como vai ser, uma vez mais, mudar-me para um sítio onde (praticamente) não conheço ninguém. Nas minhas duas anteriores grandes mudanças, em especial quando fui trabalhar para Lisboa, tive a sorte de conhecer nos primeiros tempos pessoas com quem me identifiquei e com quem pude estabelecer amizade. Espero que não haja duas sem três!


Luís boa sorte e espero que encontres pessoas com quem te identifiques.É muito importante para nos sentirmos bem num sítio novo.Felicidades.
Comment por anabela — 15 April 2008 @ 1:13 pm
amigo, conhecendo-te como conheço arrisco a dizer que esse será para ti mais um desafio e não uma dificuldade e que, considerando a tua capacidade de relacionamento, conhecerás certamente novas pessoas, mas não significa que tenhas que abandonar todas as outras. por isso vai correr tudo, mais uma vez, pelo melhor.
Comment por cajo — 17 April 2008 @ 12:35 am
A maioria das pessoas que chega de outros lugares cansa-se da pequenez deste Grão-ducado, do provincianismo, da escassez de livrarias, da opacidade da língua luxemburguesa, da má-educação dos empregados das lojas, do mau tempo constante, da capital, que deve ser das únicas a ter todas as desvantagens de uma pequena cidade sem as vantagens (e vice-versa), da ausência de cosmopolitismo num país onde existe gente de tantas origens diferentes. Isto não quer dizer que não haja excepções. Felizmente que as há. Mas são, demasiado raras.
A maior parte dessas pessoas aguenta dois, três, cinco anos, poucos ficam mais tempo. Ainda há pouco, outro amigo (o Hugo) também se exilou para Bruxelas.
Gostaria de te ter cruzado, fica para outra vez. Conheci-te por blog interposto. Tudo de bom para ti, para o futuro, e votos de muitos sucessos
Comment por José Luís Correia (a.k.a. Weytjens) — 20 April 2008 @ 10:51 am