Há uns meses atrás, copiando a ideia que tinha visto no blog de uma amiga, propus-me estabelecer uma lista de 101 objectivos a atingir em 1001 dias. O que parecia ser uma tarefa fácil (definir os objectivos) acabou por se revelar mais difícil do que eu supunha e nunca cheguei a completar a lista. Mais difícil do que completar a lista dos obejctivos tem sido cumprir aqueles que escolhi. Na verdade, se pensar nos objectivos que já atingi ou que estou próximo de o fazer, constato que são muito poucos. Uma das raras excepções pode ser o objectivo de não mentir, mas daí este talvez fosse o objectivo mais fácil de atingir, até porque já uns bons anos percebi que a mentira nunca é o caminho certo. Mas nem pensem que foi sempre assim, na minha adolescência quis muitas vezes parecer aquilo que não era, e a mentira acabava por me parecer natural. Lembro-me que quando os meus pais se divorciaram, algo que é perfeitamente normal nos dias que correm, e que começava a ser normal há 17 anos atrás, optei por não comentar com ninguém.

Um bom exemplo do que pode começar com uma pequena mentira é o filme "O Adversário", um filme baseado numa história verídica de um jovem que depois de ter mentido sobre ter passado num exame de medicina, entrou numa teia de mentiras que iria prolongar durante dezoito anos, e que iria culminar com o assassinato dos pais, mulher e filhos.

Mas não deixo de reconhecer que a verdade por si não é mais importante do que tudo o resto. Se vir alguém feliz com uma mentira, não serei eu que vou estragar a felicidade dessa pessoa para repôr a verdade. Mas tirando casos muito esporádicos, em que a verdade pode ser contraproducente, acredito mesmo que a verdade é o melhor caminho e é, definitivamente, o meu caminho!