Hoje dei por mim a pensar na minha idade. Não, não foi o meu dia de aniversário, mas foi o do meu irmão e ao lembrar-me que ele faz 36 anos, isso levou-me a inevitavelmente pensar nos meus 34.
E é difícil imaginar-me com esta idade, não só pela forma (demasiado) rápida como passaram os últimos 15 anos, mas também porque sinto que cheguei a esta idade sem ter atingido as etapas que aspirava alcançar bem antes.
Quando tinha 18 anos, imaginava que me casaria por volta dos 25 e que talvez por volta dos 27 seria pai. Sempre achei que queria ser um pai jovem, que tivesse a energia para acompanhar os filhos, não queria ver-me no papel do pai-avô. Aliás, quando penso que tenho 34 anos sou solteiro, sem namorada e por isso sem perspectivas para casamento num futuro próximo, lembro-me de quando comecei a trabalhar em Lisboa, há quase 8 anos, dos rumores sobre a suposta homossexualidade de um colega meu, e que um dos argumentos utilizados era o facto de ele ter 30 anos e não ter namorada nem estar casado. Imagino o que dirão essas pessoas hoje sobre mim! Por outro lado, chego aos 34 anos sem saber o que quero “fazer quando for grande”, estes anos de auditor não me têm dado a paixão que eu ambicionava encontrar no trabalho, e se também sei que apenas uma reduzida percentagem das pessoas trabalha em algo que lhes dê real prazer, sempre pensei que poderia pertencer a essa feliz minoria.


Como a vida ainda se te apresenta a menos de meio caminho andado ainda encontras a real possibilidade de vires a pertencer a essa minoria.
Quanto ao resto continua a correr nas maratonas para estares em forma e verás que nem sempre a idade que temos corresponde à energia que possuímos e utilizamos. Tenho o exemplo disso numa grande amiga minha que tb conheces: a Luísa. Nesse campo, assim como em muitos outros, será sempre um exemplo de vida e determinação.
Comment por elsa — 6 March 2008 @ 1:34 pm
O segredo é ver a vida não como um objectivo a alcançar, um objecto a ter por adquirido, mas como um caminho a percorrer. E esperar que as surpresas da vida que (sempre) contrariam os nossos planos também sejam boas.
Comment por Ana — 6 March 2008 @ 6:50 pm
basicamente estás…… “encalhado”! lol
Comment por verbal — 7 March 2008 @ 3:29 pm
Encalhado… ora aí está uma boa definição. Mesmo que olhando para 80% dos casais que conheço não me sinta assim tão mal, confesso que tenho inveja ao olhar para os outros 20%.
Um abraço!
Comment por Luis Parreira — 7 March 2008 @ 4:02 pm
Engraçado, pois não só os homens se queixam. Algumas mulheres da mesma idade também estão encalhadas e não se percebe porquê.
Beijos!
Comment por Isabel — 7 March 2008 @ 11:16 pm
Essa designação de encalhado(a) é tão redutora e infeliz…
Comment por sofia — 9 March 2008 @ 3:23 am
Sinceramente, nao acho q sejas um encalhado, nem um coitado, nem um infeliz. és o único responsável pela vida q levas, que convenhamos, não é má nem worth pitiness. Pelo q te conheço ainda falta aparecer alguem breathe taking pela qual estejas disposto a abdicar da vida totalmente independente, organizada (à tua maneira) e descomprometida que levas. Nao convem esqueceres que só conseguiras partilhar a tua vida e o teu espaço com alguem se abrires a tua vida e o teu espaço à outra pessoa! Boa sorte (nao é q precises)! Porta bem!
Comment por Anonymous — 9 March 2008 @ 8:33 am