Hoje dei por mim a pensar na minha idade. Não, não foi o meu dia de aniversário, mas foi o do meu irmão e ao lembrar-me que ele faz 36 anos, isso levou-me a inevitavelmente pensar nos meus 34.
E é difícil imaginar-me com esta idade, não só pela forma (demasiado) rápida como passaram os últimos 15 anos, mas também porque sinto que cheguei a esta idade sem ter atingido as etapas que aspirava alcançar bem antes.
Quando tinha 18 anos, imaginava que me casaria por volta dos 25 e que talvez por volta dos 27 seria pai. Sempre achei que queria ser um pai jovem, que tivesse a energia para acompanhar os filhos, não queria ver-me no papel do pai-avô. Aliás, quando penso que tenho 34 anos sou solteiro, sem namorada e por isso sem perspectivas para casamento num futuro próximo, lembro-me de quando comecei a trabalhar em Lisboa, há quase 8 anos, dos rumores sobre a suposta homossexualidade de um colega meu, e que um dos argumentos utilizados era o facto de ele ter 30 anos e não ter namorada nem estar casado. Imagino o que dirão essas pessoas hoje sobre mim! Por outro lado, chego aos 34 anos sem saber o que quero “fazer quando for grande”, estes anos de auditor não me têm dado a paixão que eu ambicionava encontrar no trabalho, e se também sei que apenas uma reduzida percentagem das pessoas trabalha em algo que lhes dê real prazer, sempre pensei que poderia pertencer a essa feliz minoria.

