Eu, Música30 March 2008 8:39 am

Há quase 5 anos, no início deste blog, elaborei uma lista das minhas 30 canções favoritas. Na altura escrevi que se tratava da lista das minhas preferências no momento e que o mesmo exercício feito noutro dia apresentaria resultados diferentes. Um dos elementos estranhos é a ausência de qualquer música dos Spain, um dos meus grupos favoritos e que teriam tantas músicas candidatas a esa lista. Mas a minha canção favorita dos Spain, e logo uma das minhas favoritas, é mesmo "Everytime I try", uma música que já foi referenciada neste blog noutra ocasião. Agora deixo o videoclip.


Eu25 March 2008 9:26 pm

Há uns meses atrás, copiando a ideia que tinha visto no blog de uma amiga, propus-me estabelecer uma lista de 101 objectivos a atingir em 1001 dias. O que parecia ser uma tarefa fácil (definir os objectivos) acabou por se revelar mais difícil do que eu supunha e nunca cheguei a completar a lista. Mais difícil do que completar a lista dos obejctivos tem sido cumprir aqueles que escolhi. Na verdade, se pensar nos objectivos que já atingi ou que estou próximo de o fazer, constato que são muito poucos. Uma das raras excepções pode ser o objectivo de não mentir, mas daí este talvez fosse o objectivo mais fácil de atingir, até porque já uns bons anos percebi que a mentira nunca é o caminho certo. Mas nem pensem que foi sempre assim, na minha adolescência quis muitas vezes parecer aquilo que não era, e a mentira acabava por me parecer natural. Lembro-me que quando os meus pais se divorciaram, algo que é perfeitamente normal nos dias que correm, e que começava a ser normal há 17 anos atrás, optei por não comentar com ninguém.

Um bom exemplo do que pode começar com uma pequena mentira é o filme "O Adversário", um filme baseado numa história verídica de um jovem que depois de ter mentido sobre ter passado num exame de medicina, entrou numa teia de mentiras que iria prolongar durante dezoito anos, e que iria culminar com o assassinato dos pais, mulher e filhos.

Mas não deixo de reconhecer que a verdade por si não é mais importante do que tudo o resto. Se vir alguém feliz com uma mentira, não serei eu que vou estragar a felicidade dessa pessoa para repôr a verdade. Mas tirando casos muito esporádicos, em que a verdade pode ser contraproducente, acredito mesmo que a verdade é o melhor caminho e é, definitivamente, o meu caminho!

Diferenças Portugal-Luxemburgo 6:47 am

É curioso que nestes primeiros dias de Primavera nevou mais no Luxemburgo do que em todo o Inverno.

Desporto, Sociedade21 March 2008 3:51 pm

Foi durante os dias que passei em Ankara que tive a oportunidade de ver na CNN as primeiras notícias sobre as manifestações de activistas tibetanos em Lhasa, noutros pontos do Tibete e mesmo noutros países. Tive também, e sem surpresa, a possibilidade de ver as imagens da repressão dos militares chineses. Mais uma vez deixo aqui a minha solidariedade com o povo tibetano, que vê o seu país invadido há mais de 50 anos. Confesso que espero daqui a uns meses festejar as medalhas da Vanessa Fernandes, Naide Gomes, Nélson Évora, Telma Monteiro, e de outros portugueses menos favoritos que consigam a enorme proeza de ganhar uma medalha olímpica mas, se Portugal ou a União Europeia decidissem boicotar os Jogos Olímpicos como forma de protesto, seria o primeiro a aplaudir esta decisão porque, por muito importante que seja a maior festa do desporto mundial, há coisas (muito) mais importantes.

Eu, Viagens 2:27 am

Regressado da Turquia, e já com alguns dias de atraso, faço um breve relato das minhas impressões sobre este país do qual sabia tão pouco.

Na Divisão onde trabalho, comparativamente a outras do Tribunal de <contas Europeu, as viagens não são muito frequentes e nem muito demoradas. Um rápido exercício de memória, lembra-me que até hoje, excluindo as idas a Bruxelas, já estive em trabalho em: Liverpool, Ljubljana, Paris, Amsterdão/Almelo, Varsóvia, Varese, Lisboa e Ankara. Todas estas viagens tiveram uma duração entre 3 e 5 dias, e de todas elas guardo algumas recordações positivas. Não duvido mesmo qeu a melhor aprte do meu emprego é mesmo a possibilidade de efectuar estas viagens e não os dias passados num escritório no Luxemburgo. Mas de todos estes destinos, não houve nenhum que me agradasse tanto como Ankara, e acho qeu nem é o efeito normal de atribuir um valor especial ao que está mais próximo. Talvez a principal razão tenha sido o facto de saber tão pouco sobre a Turquia e de não ter uma expectativa muito positiva.

Baseado nos meus 4 dias em Ankara, as minhas notas seriam:

Turquia : Bom

Comida turca : Muito Bom

Simpatia dos turcos : Excelente

E saí da Turquia com a clara sensação que quero voltar, não em trabalho, mas de férias. Agora, mais do que antes, quero conhecer Istambul, uma enorme metrópole que carrega milhares de anos de história da civilização humana. Quero voltar a provar a comida deliciosa, a beber o omnipresente chá e a sentir a simpatia que me pareceu genuína.

Mas saí também com uma senasação desagrdável, sentindo que nós, cidadãos da União Europeia, estamos a enganar o povo turco, obrigando-os a efectuarem reformas que "ocidentalizem" as suas instituições acenando com uma eventual adesão à União Europeia, nunca referindo que não estamos interessados em ter um país muçulmano, em especial um país com a dimensão da Turquia, no seio da União Europeia. O discurso de alguns turcos com quem tive a oportunidade de falar durante a minha estada em Ankara, revela que eles ainda acreditam numa adesão em breve, e eu não quis ser o mau da fita e revelar que acho pouco provável que isso venha a acontecer nos próximos anos, mas presumo que eles achem estranho que países que se tornaram oficialmente candidatos muito depois da Turquia vão entrando, enquanto a Turquia se mantem no eterno estado de país candidato.

Sei que isto não serve de consolo ao povo turco mas, depois desta viagem, conseguiram conquistar um cidadão da União Europeia para apoiar a causa da sua entrada na União, mas daí, talvez eu fosse mesmo um alvo fácilporque sempre me fez impressão a discriminação baseada na religião.

Desporto10 March 2008 10:54 am

Já revelei, neste blog, a minha admiração pela Naide Gomes. Não posso deixar de lhe endereçar os parabéns numa altura em que, muito justamente, alcança o título de Campeã do Mundo.

Eu, Noite9 March 2008 12:55 pm

Já me tinha acontecido várias vezes em Lisboa, e tem acontecido ainda mais aqui no Luxemburgo, ser confundido com outras pessoas. Aliás, já escrevi sobre isso neste post. Ontem houve novo capítulo, estava eu a dançar num bar quando não pude deixar de reparar que uma rapariga estava sempre a apontar para mim enquanto comentava algo com os colegas. Claro que achei estranho mas continuei a dançar, até que ela veio ter comigo e me perguntou se eu não tinha estado no "Nouvelle Star" (versão francesa dos Ídolos). Claro que disse que não mas ela continuou a insistir, o que me pareceu estranho, porque só a (fraca) qualidade do meu francês deveria ser prova suficiente que se tratava de um engano. Confesso que fiquei arrependido de não ter perguntado o nome do participante com quem fui confundido, tinha alguma curiosidade em ver um dos meus sósias.

Eu 10:43 am

No meu anterior post escrevi que ainda não tinha encontrado o trabalho ideal. Apesar disso, o meu emprego actual tem algumas vantagens, por exemplo a possibilidade de viajar. É aliás em trabalho que parto na próxima terça-feira para a Turquia. Está longe de ser uma vaigem de passeio e certamente que não vou conhecer muito da cidade de Ankara onde vou ficar quatro dias, mas estou muito curioso por descobrir um pouco de um país que é um grande mistério para mim.

Daqui a uma semana, quando regressar, espero poder partilhar com os leitores deste espaço algumas das minhas impressões sobre a Turquia e os turcos.

Eu5 March 2008 4:25 pm

Hoje dei por mim a pensar na minha idade. Não, não foi o meu dia de aniversário, mas foi o do meu irmão e ao lembrar-me que ele faz 36 anos, isso levou-me a inevitavelmente pensar nos meus 34.

E é difícil imaginar-me com esta idade, não só pela forma (demasiado) rápida como passaram os últimos 15 anos, mas também porque sinto que cheguei a esta idade sem ter atingido as etapas que aspirava alcançar bem antes.

Quando tinha 18 anos, imaginava que me casaria por volta dos 25 e que talvez por volta dos 27 seria pai. Sempre achei que queria ser um pai jovem, que tivesse a energia para acompanhar os filhos, não queria ver-me no papel do pai-avô. Aliás, quando penso que tenho 34 anos sou solteiro, sem namorada e por isso sem perspectivas para casamento num futuro próximo, lembro-me de quando comecei a trabalhar em Lisboa, há quase 8 anos, dos rumores sobre a suposta homossexualidade de um colega meu, e que um dos argumentos utilizados era o facto de ele ter 30 anos e não ter namorada nem estar casado. Imagino o que dirão essas pessoas hoje sobre mim! Por outro lado, chego aos 34 anos sem saber o que quero “fazer quando for grande”, estes anos de auditor não me têm dado a paixão que eu ambicionava encontrar no trabalho, e se também sei que apenas uma reduzida percentagem das pessoas trabalha em algo que lhes dê real prazer, sempre pensei que poderia pertencer a essa feliz minoria.