Depois de uma viagem (muito) longa e com alguns imprevistos - um voo cancelado a obrigar-me a ir de táxi do aeroporto JFK em Nova Iorque para o aeroporto de La Guardia, isto com a particularidade de ter saido de JFK por volta das 14 horas para apanhar um voo que partia às 14.55, felizmente tudo correu bem e acabei por conseguir apanhar o meu voo para Raleigh (!), única forma de apanhar um voo que me permitisse estar em Miami antes da partida do último voo para Nassau. Em Miami uma última surpresa, depois de ter apanhado o autocarro que transportava os passageiros para o avião, descobrir que a tripulação estava na sua pausa para refeiçâo e ter que voltar à porta de embarque e esperar mais 45 minutos para finalmente partir em direcção às Bahamas.
Mas nem tudo foi mau nesta aventura. No voo para Raleigh acabei por conhecer um daqueles profissionais de poker que conseguiram tornar este hobby num
lucrativo emprego. Um jovem de cerca de 25 anos que já ganhou mais a jogar poker do que a maioria dos portugueses ganhará com o seu trabalho de uma vida, aliás, bem mais do que eu, que nem me posso queixar do meu salário, irei receber se me reformar como funcionário europeu. Em Miami, tempo para conhecer outros profissionais, com a particularidade de a viagem do aeroporto de Nassau até ao hotel ter sido feita numa limusina onde, entre outros, estavam dois jogadores que já venceram a famosa bracelete que distingue os vencedores de torneios do World Series of Poker.
A chegada ao hotel confirmou aquilo que eu já tinha visto no respectivo site. Um local pensado em grande, e onde os preços são mais indicados para os jovens milionários do poker online, do que para um modesto funcionário público comunitário.
Enquanto escrevo estas linhas num dos salões do hotel, já passaram por mim alguns dos mais conhecidos jogadores de poker da actualidade, quem sabe algum dos que amanhã vou encontrar na minha mesa para o início do torneio…