Há uns meses, quando andava a preparar-me para a minha primeira maratona, fui correr com um colega português que, por coincidência, tinha sido meu colega de trabalho em Lisboa e que vim reencontrar aqui no Luxemburgo e agora trabalha a 20 metros de mim. Ele é possuidor de uma barriga que ninguém imagina que possa pertencer a um corredor de fundo e por isso não foi surpresa que ficasse sistematicamente para trás e tivesse dificuldade em completar corridas de 6/7 Kms.
Mas, na sequência da "febre de corrida" que a Maratona do Luxemburgo provocou, ele continuou a correr e passou a ser normal vê-lo a correr durante a hora de almoço. Esta semana, devido à vontade de finalmente retomar o meu treino, voltei a correr com ele. Na terça-feira passada a primeira surpresa, durante 13,5 kms fomos sempre a correr em bom ritmo, e só um final mais rápido da minha parte me permitiu terminar primeiro em cerca de 1h12m. Hoje corremos a mesma distância e o ritmo foi novamente bem rápido desde o início, só que desta vez o meu final não me permitiu alcançá-lo e terminei poucos segundos depois, ambos com um tempo próximo de 1h8m.
E porque é que relato este acontecimento aparentemente banal aqui no blog? Porque hoje percebi o que o esforço e dedicação podem fazer. Podem até mesmo transformar em poucos meses o mais improvável corredor de fundo que tinha dificuldade em correr 7km em 40 minutos, em alguém que corre 13,5 km em pouco mais de 1 hora.
Estas duas corridas mostraram-me que ganhei um parceiro para as minhas corridas da hora de almoço, mas não só. Ganhei um óptimo exemplo dos resultados que conseguimos alcançar quando verdadeiramente nos esforçamos para melhorar.
