Já que escrevi inúmeras vezes sobre os jogos de xadrez que tenho feito aqui no Luxemburgo, jogando numa divisão em que os meus adversários são teóricamente mais fracos. Isso tem-me permitido ganhar todas as partidas, mas fico com uma sensação de frustração, porque gosto de defrontar adversários mais fortes.
Esta série de vitórias sucessivas tem-me permitido ganhar alguns pontos ELO luxemburguês (para quem não sabe, ELO é um rating que os jogadores de xadrez possuem e que evolui de acordo com os seus resulatdos, neste momento o meu ELO luxemburguês é 1970 e o ELO internacional 1955) mas, dado que os meus adversários não têm ELO internacional, estas vitórias não me têm permitido subir no ranking internacional, naturalmente mais importante porque permite comparar o meu nível de jogo com qualquer outro jogador no mundo.
Por isso, para simultaneamente jogar contra adversários mais fortes e efectuar partidas a contar para ELO internacional, inscrevi-me num torneio em que oito jogadores jogam entre si. As partidas realizam-se à sexta-feira à noite, em Diferdange (a cerca de 40 km da cidade do Luxemburgo). Ontem realizou-se a primeira ronda deste torneio onde, curiosamente, sou o último em termos de ranking. Isto significa que, se os resultados seguissem a lógica, eu seria o 8º e último do torneio. Dado o valor dos meus adversários, teoricamente deveria fazer 1,5 pontos no máximo de 7, ou seja uma vitória e um empate ou, em alternativa, três empates. O meu objectivo é fazer mais do que isto, tentar fazer três pontos, que me permitiram aproximar da barreira psicológica de 2000 como ELO internacional. Dado que estes jogos também contam para Elo luxemburguês, três pontos seriam o suficiente para ultrapassar essa barreira em termos de ELO luxemburguês.
Para já, a primeira partida saldou-se por um empate. Um resultado que sendo bom, dada a qualidade do adversário, poderia ter sido melhor se no final tivesse lutado um pouco mais pela vitória.

