Isto de ter um blog não é tão fácil como parece. Há que ter cuidado com o que dizemos sobre as pessoas que sabemos que lêm o blog; há que ter cuidado com o que dizemos sobre as pessoas que um dia podem vir ter ao blog; há que ter cuidado com o que as pessoas que lêm o blog podem pensar sobre nós, até porque na maior parte são pessoas conhecidas; last, but not least, há que ter cuidado se o que escrevemos não poderá ser erradamente interpretado por alguém como lhe sendo dirigido. Uff…
Com tantos cuidados, é normal que metade dos projectos de posts para este blog nunca passe da fase de projecto.
8 Comentários »
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Sorriso.
:)
Preocupas-te demasiado com o que os outros pensam.
Comment por Alguém — 13 September 2006 @ 12:59 am
P.s.- Há algum tempo atrás deixaste uma mensagem, antes da ida para o Luxemburgo, e outra mais recente, à qual não tive oportunidade de responder. Não tenho o telemóvel, e não encontro e-mail no blog. Se quiseres volta a contactar, ou a deixar o nr., e falamos. Já tenho saudades de falar cntg. Espero que esteja tudo bem. Assina: L’enfant terrible.
Comment por L. — 13 September 2006 @ 1:14 am
L.,
Não me preocupo em demasia com o que pensam sobre mim. Se bem te lembras houve uma altura em que pensavas sobre mim algo com que eu não concordava e isso não me preocupou muito.
A verdade é que já tive alguns problemas com mal-entendidos sobre o que escrevi. Aliás, na sequência deste post, recebi um SMS de alguém que achava que o post lhe era destinado.
Já agora, também tenho saudades de falar contigo.
Comment por Luis Parreira — 13 September 2006 @ 10:28 am
Este teu post está engraçado. Ao lê-lo pareceu-me que deixaste de usar os CTT para enviar postais e começaste a utilizar o blogue para enviar posts.
Eu, pessoalmente, nunca percebi a necessidade das pessoas exporem a sua verdadeira identidade neste mundo virtual, ao não ser por gostarem de sentirem-se “observadas”.
Se te sentes tão condicionado a escrever, porque não assinas com um nickname ou um pseudónimo e salvaguardas a tua verdadeira identidade.
Escreves o que quiseres e quando quiseres e quando sentires necessidade de dizer alguma coisa directamente a alguem, telefona-lhe ou envia-lhe um postal.
Comment por verbal — 13 September 2006 @ 11:51 am
Verbal,
Não sei se um ano fora de Portugal tornou o meu português menos inteligível.
Para mim é claro que neste post digo precisamente o contrário do que tu achas: por vezes penso que alguma coisa que escreveria poderia ser entendida como um “recado” dirigido a alguém e por isso opto por nâo o escrever.
Utilizo o meu blog para comunicar coisas sobre mim a quem o queira consultar. É por isso, de facto, uma forma de enviar postais, mas em que não selecciono os destinatários. As pessoas que gostam de mim, as que me detestam, as pessoas que gostam do que escrevo, ou outras motivadas por outras razões, são livres de lerem as coisas que eu decidi partilhar com o “mundo”.
No meu conceito de blog o anonimato não faz sentido. Não creio ter uma vida tão interessante ou escrever tão bem que possa interessar a pessoas que não me conheçam. Tirando os fanáticos do Big Brother, não compreendo que alguém que não me conhece estivesse interessado em saber a que cidades vou, os desportos que pratico, ou outros assuntos de igual relevância.
Um abraço do Luxemburgo,
LP
(mais um postal que poupo)
Comment por Luis Parreira — 13 September 2006 @ 12:15 pm
Luis,
Nao faz sentido ter um blog se nao sinte a liberdade de dizer o que pensas. Se as pessoas percebem mal o problema nao è teu. Se uma pessoa tem duvidas sobre uma interpretacao ou se o post è por ela, deveria simplemente perguntar-te. tudo se soluciona.
Comment por Fabio — 13 September 2006 @ 12:15 pm
Acho essencial que nos preocupemos com o que pensam os outros. Especialmente com o que pensam aqueles de quem gostamos (e independentemente de aquilo que pensam estar “certo” ou “errado”).
Estou contigo! Um abraço!
Comment por Miguel — 16 September 2006 @ 4:22 pm
Tsc.. Tsc.. E eu a pensar que já te tinhas assumido…!
Em relação ao blog, entendo o que escreveste. Ainda assim, concordo com o Fábio quando diz que em caso de dúvida, nada como perguntar. Já tive um blog, tenho pessoas próximas que têm um. Pessoalmente, sempre optei por ter algum cuidado com o que escrevia, para não magoar pessoas mais próximas e não ferir susceptibilidades. Mas sem entrar em paranóias, sem deixar de ter liberdade própria e criativa. Ter um blog pode tornar um quebra-cabeças, se deixarmos que isso aconteça.
(Mas quer-me cá parecer que até achas alguma piada às duvidas e ambiguidades que aquilo que escreves podem suscitar, isso vale-te a atenção de algumas pessoas.
) Cof.. cof..
Comment por L. — 16 September 2006 @ 10:56 pm