Já o tinha referido no post que escrevi durante as férias: gostei muito dos dois filmes que vi em Portugal.
Antes de referir os filmes, uma nota introdutória: é engraçado a forma como a mudança do meu estado de espírito influencia os meus gostos; nestas férias, talvez por as ter passado sozinho, senti-me mais nostálgico e certamente mais propenso a gostar de histórias de amor. Não faço esta nota porque tenha vergonha de assumir sem ela que gostei destes filmes (aliás, já qui assumi coisas bem mais embaraçosas), mas porque estas férias dei por mim a pensar que por vezes os criticos deveriam esclarecer como se sentiam antes de ler ou ver um filme, para que se percebesse como isso os poderia ter afectado.
O primeiro filme que vi foi “A Casa da Lagoa”, com Keanu Reeves e Sandra Bullock, duas excelentes interpretações e um filme que me deixou bem disposto, embora tenha ficado com a sensação que noutra ocasião, teria achado o filme demasiado “lamechas”.
O segundo filme que vi, e que acho que teria sempre gostado, foi “A Vida Secreta das Palavras”, um filme da espanhola Isabel Coixet, e que achei lindíssimo. Nem sequer falta uma excelente banda sonora, que tem aquela que é provavelmente a minha música favorita de 2005: “Hope There’s Someone” de Antony & The Johnsons. Este é um filme que aconselho a todos, e em especial aos que acreditam que o amor pode mesmo ser uma força curativa.