Estas coisas nem me costumam acontecer, mas já tiveram aquela sensação que falta um significado à vossa vida? Acho que é nestas alturas que gostava de ser católico, budista, protestante, ou outra coisa que me fizesse acreditar que há mais na vida do que isto.
Os leitores regulares deste blog repararam que no início deste ano decidi ir publicando a evolução do meu peso. Também puderam constatar que a determinada altura deixei de o fazer. Ora se o deixei de fazer, não foi porque deixei de querer voltar ao meu anterior peso, ou porque ache que o assunto não interessa aos que consultam este espaço (sei que não interessa, mas quem aqui vem tem que estar preparado para ler estas coisas inúteis).
A verdade, é que deixei de publicar aqui os valores porque as coisas não estavam a correr como eu esperava, mas não desisiti: continuo a fazer exercício e tenho tido algum cuidado com a alimentação. Os resultados começam agora a aparecer: as pessoas a dizerem que estou mais magro e hoje a balança a indicar 91,5 kgs, o que sendo mais do que o meu peso ideal é bem melhor do que os 94/95 de há uns meses.
Ainda faltam dois meses até à praia, por isso continuo a acreditar que mesmo que não consiga chegar aos 85 kgs, estarei abaixo dos 90 kgs…
Se decidirem ir morar para o estrangeiro e tiverem uma cama que não tem uma das dimensões estandardizadas, deixem a cama em Portugal.
Este conselho deixo-o depois de um dia a percorrer casas de móveis à procura de um estrado para a minha cama 1.95x1,50.
A busca foi infrutífera e por isso, vou esperar que um dia destes o estrado não sucumba aos meus mais de 90 kgs.
Mas tenho que pensar mesmo em arranjar outro estrado, nunca se sabe quando a minha vida sentimental não deixa o marasmo em que tem estado…
Não defendo a famosa expressão “de Espanha nem bom vento, nem bom casamento”. Acho que temos muito a aprender com os espanhóis, e embora me sinta português, não deixo de me sentir também ibérico.
Mas aquilo que tenho a certeza que chega de Espanha é muito bom cinema. Alejandro Amenábar e, claro, Pedro Almodóvar têm feito alguns dos melhores filmes que vi nos últimos anos, como “Volver”, em que Pedro Almodóvar confirma aquilo que era evidente nos últimos filmes: que é neste momento um dos melhores realizadores do cinema mundial. Um filme a não perder!
Dois feriados consecutivos fazem desta noite o início de um fim-de-semana prolongado, um fim-de-semana que eu não contava passar no Luxemburgo. Mas o facto de ter muito trabalho, aliado ao facto de na segunda-feira ir para Ljubljana em trabalho, “obrigam-me” a ficar.
Um fim-de-semana que espero seja tranquilo, com algum trabalho, algumas arrumações por casa e descansar para a próxima semana de trabalho por terras eslovenas.
Acabei por ver o filme “Código da Vinci” antes de ler o livro.
Acho que a Igreja Católica não se deve preocupar com o facto de as pessoas pensarem que se trata de uma história verdadeira, julgo que a maior parte das pessoas percebe que se trata de ficção. Com o que a Igreja se deveria mesmo preocupar, é que, dada a história conhecida, muitos irão achar que se trata de uma ficção que poderia muito bem ser verdade…
Em Sófia, capital da Bulgária, terminou o mais forte torneio em sistema de todos-contra-todos deste ano, com a vitória do herói local, o campeão do mundo Vasseli Topalov, que depois de um início modesto,$ parecendo estar totalmente arredado da disputa pela vitória, terminou com quatro vitórias consecutivas, o suficiente para vencer isolado um torneio que confirma o seu estatuto de mais forte jogador da actualidade.
Ainda hoje, iniciou-se a mais importante competição xadrezística por equipas, as Olimpíadas de Xadrez, em que a selecção portuguesa, mesmo na máxima força aspira a pouco mais do que ficar nos 50 primeiros lugares (é a 49ª em termos teóricos). Quanto ao favorito para a vitória, é sem dúvida a Rússia, que vai tentar evitar a surpresa que seria voltar a perder, depois da inesperada derrota para a Ucrânia há dois anos.
Não vou estar presente nesta competição, que é para um adepto de xadrez o mesmo que o Campeonato do Mundo para um adepto de futebol, com a diferença que os melhores jogadores do mundo estão todos reunidos numa sala, e não dispersos por vários estádios. Mas vou, certamente, acompanhar pela internet, e se Portugal fizer um brilharete, e ficar nos 30 primeiros seria digno desse nome, não vou deixar de fazer aqui a devida referência.
Ainda a propósito do Festival da Eurovisão
Ontem, um colega português gozava com a alegria dos finlandeses depois da vitória no Festival da Eurovisão.
De facto, ganhar o festival da Eurovisão não me parece motivo para festejos desmedidos, mas antes uma vitória no Festival da Eurovisão, do que andar a fazer a “maior bandeira humana só com mulheres”.
Nos últimos tempos tem sido no carro que ouço mais música, já dei por mim a seguir um caminho mais longo para ouvir um pouco mais um CD, ou a parar o carro e a ficar mais uns minutos a ouvir uma música.
O meu carro é por isso, o local óbvio para guardar alguns CDs e por isso, em média, tenho lá mais de 20… No entanto, nesta última semana 2 CDs têm alternado e ocupado a quase totalidade do airplay: “Dá-me Lume - O melhor de Jorge Palma” e o magnífico “Simple Things” dos Zero 7.
Ontem decorreu o Festival da Eurovisão. Já há uns bons anos que não assistia a este programa, que na minha infância era um dos momentos altos da televisão em Portugal, mesmo quando os resultados dos nossos representantes ficavam aquém das expectativas (quase sempre!).
Ontem fui até a um bar onde estavam a transmitir o concurso, seguido entusiasticamente pelos lituanos e finlandeses. Só vi a parte da votação, mas isso chegou para perceber porque um concurso assim nunca terá qualquer credibilidade. Esta de os países darem, praticamente sem excepção, as pontuações máximas aos vizinhos ou aos países de onde é originária uma parte importante da população, deveria ser o suficiente para perceber que não faz sentido manter o concurso com as regras actuais, mas o povo parece que gosta assim, e para o ano, lá teremos mais um Festival da Eurovisão, com Portugal a ficar fora da final e os países a votarem nos do costume.
Depois de 4 dias em Paris, com um tempo muito bom, mas com imenso trabalho, estou de regresso ao Luxemburgo para um fim-de-semana chuvoso.
Não deveria ter sido ao contrário?
Pela segunda vez em Paris, mas com muito pouco tempo para descobrir a cidade!
Isto de estar numa cidade com a vida de Paris, e passar o dia a trabalhar é uma frustração enorme…
Fica, no entanto, a certeza que vou voltar brevemente, e também que encontrei o hotel onde quero ficar na minha próxima visita. Se visitarem Paris, vale a pena tentar o Novotel da Gare de Montparnasse. Aberto precisamente há uma semana, é o exemplo do que um hotel deve ser. Nem sequer falta o ginásio aberto 24 horas por dia!
Depois de no ano passado ter planeado vê-la ao vivo no Teatro São Luiz, o que infelizmente não pude fazer, vou finalmente poder ouvir ao vivo, uma das melhores vozes da música portuguesa. E o cenário dificilmente poderia ser melhor, uma fantástica sala de espectáculos, à altura da qualidade da música de Cristina Branco.

P.S. Além de ser (já há alguns anos) fã da música de Crisitina Branco, sou igualmente fã da sua beleza tão caracteristicamente portuguesa, que me faz pensar que as mulheres portuguesas são mesmo das mais bonitas do mundo!
P.S 2: Para o dia 16 de Julho, está já adquirido o bilhete para outro espectáculo de música portuguesa: Madredeus. Mais um caso de excelente música feita no nosso país e, mais uma voz fantástica, numa mulher com a tal beleza marcadamente portuguesa!
Depois de ter (finalmente) lido o O Perfume de Patrick Süskind, decido agora voltar-me para o tal livro que toda a gente leu. Falo claro do “Codigo da Vinci”, cuja leitura vou iniciar este fim-de-semana e que será o livro que levo como companhia na minha viagem de trabalho até Paris.
Confesso que não quero avançar muito a leitura em Paris. Dado que decidi levar o meu carro, não vou poder ler nas viagens e, como os dias serão ocupados a trabalhar, durante a noite quero aproveitar para conhecer um pouco melhor a cidade-luz. No entanto, sabendo que nunca durmo muito bem numa cama estranha de hotel, certamente que terei umas horas para descobrir a história que encantou tanta gente.
Daqui a uns tempos, já não poderei dizer que sou um dos poucos portugueses que não viu o filme “Titanic”, nem leu o “Código da Vinci”!
Descanso, ver pessoas que não via há algum tempo, mais descanso e … brincar com o meu brinquedo novo.

Assim se passa uma semana!
Era difícil esperar melhor tempo para estas mini-férias em Portugal. Parece que sempre que cá venho, o tempo faz questão em me relembrar o que deixei para trás.

