Esta manhã acordei relativamente cedo, mesmo depois de ontem a noite no Melusina se ter prolongado até tarde. Para não variar, em vez de me levantar e fazer as muitas coisas que tinha para fazer, optei por ficar na cama a ler as notícias portuguesas e a explorar a blogosfera.
Quando finalmente me levantei, decidi aparar as patilhas antes de tomar banho, uma operação rotineira, utilizando uma máquina que adquiri recentemente. Quando estava a tomar banho, pensei que tinha um uns cabelos muito indisciplinados e que, aproveitando o facto da tal máquina também ser uma máquina de cortar cabelo, poderia cortar esses cabelos que estão sempre levantados. Não me limitei a pensá-lo. Interrompi o banho, lá utilizei a máquina e voltei para o meu banho. Quando acabei de tomar banho e olhei para o espelho não podia acreditar. No sítio onde antes estavam uns cabelos muito indisciplinados, estava agora uma “clareira” com uns cabelos muito pequeninos… Tentei tudo: pentear o cabelo todo para a frente, todo para trás, todo para um dos ladoa, até utilizei aquele gel extra-forte que tinha deixado de utilizar por deixar o cabelo demasiado esculpido. Nada resultou, até que decidi ir a um cabeleireiro. Fui a um daqueles salões muito finos, e o cabeleireiro que me calhou, quando olhou para o meu cabelo não conseguiu evitar um riso enquanto me preguntava se eu me tinha auto-mutilado. Lá expliquei a história, tão bem como o meu francês me permitiu, e ele disse que o melhor seria cortar todo com o mesmo comprimento que tinha naquele sítio. Isto fez-me voltar atrás no tempo, até Dezembro de 1992, quando fui “rapado” por uma trupe em Coimbra o que me obrigou a um corte pente-1. Desta vez achei que essa não era a solução. Pedi para ele cortar curto, para que se notasse menos, mas sem ser com a máquina. O resultado final é um cabelo mais curto do que costumo usar, mas em que ainda se nota a tal clareira.
Espero que me sirva de lição!