Eu31 December 2005 1:37 am

A próxima noite é a noite de passagem de ano. Neste momento, a menos de 24 horas do novo ano, ainda não sei o que vou fazer, e é quase certo que vou passar a noite em Pombal, precisamente o sítio onde eu passava que não passaria.
As razões para ainda não ter feito planos para a noite de amanhã são diversas. Durante muitos meses pensei que esta época seria passada em New York com dois amigos. O facto deles terem mudado de ideias, deixou-me sem planos e sem grande vontade de os fazer.
Talvez faça este ano aquilo que a poucas horas da última passagem de ano tinha pensado fazer. Talvez, porque de facto ainda não sei. Como diria o poeta: “não sei para onde vou, sei que não vou por aí”.
Talvez seja mesmo uma questão de superstição. A passagem de ano de 2003 para 2004 foi muito boa, quase tudo aconteceu como tinha previsto, na companhia de amigos muito importantes para mim. No entanto, o ano de 2004 revelar-se-ia o pior dos últimos anos. Já o ano passado, sem planos, com o local da passagem de ano a ser definido apenas às 18 horas, o ano até foi bom.

Sociedade30 December 2005 8:55 pm

Quando pensei em quem tinha sido a figura nacional do ano, só pensei em três nomes: José Sócrates, António Guterres e José Mourinho.
A nomeação de Guterres como Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados é de facto um motivo de orgulho para Portugal. O primeiro ano e meio de Mourinho no Chelsea já permitiram conformar que ele é mesmo o “special one”: ganhar o título na primeira época batendo o recorde de pontos numa época na liga inglesa, as campanhas publicitárias, o boneco de cera no Madame Tussaud, o fulgurante início desta segunda época, levando algumas casas de apostas inglesas a pagarem já o prémio a quem apostou no Chelsea, argumentando que já não restam dúvidas sobre quem irá triunfar. Tudo isto eram bons motivos para considerar quer Guterres ou Mourinho as figuras nacionais do ano, no entanto, aquele que escolho como figura nacional do ano, tem uma importância muito maior no futuro de Portugal. Depois de Guterres ter falhado por pouco duas maiorias absolutas, Sócrates conseguiu a primeira maioria absoluta para os socialistas, o que, mesmo tendo em conta que do outro lado estava um Santana Lopes em baixa de popularidade, não deixa de ser só por si um feito.
É claro que o mais difícil é o que se seguiria, herdando uma situação financeira complicada e, mesmo tendo aumentado os impostos quando na campanha tinha (precipitadamente) anunciado não o fazer, teve a coragem de tomar uma medida que, embora me prejudique pessoalmente, acho que era de uma justiça elementar: igualar os regimes de aposentação entre funcionários públicos e privados. Penso que ainda há outras medidas corajosas a tomar: por exemplo, terminar com a grande disparidade entre a qualidade do serviço de saúde dos funcionários públicos (ADSE) e a do comum dos cidadãos.
Outras medidas podem ser referidas nestes primeiros meses de governação: aposta no “choque tecnológico”, a decisão de avançar com o aeroporto da Ota e o TGV e, com uma importância fundamental nos próximos anos, os excelentes resultados obtidos na negociação das perspectivas financeiras da União Europeia para o período de 2007-2013.
Foi um início positivo, mas faltam ainda mais de três anos, veremos se o Engº Sócrates consegue que o plano tecnológico avance mesmo, veremos se será possível controlar o défice público e veremos se, nos últimos dois anos da legislatura, não cairá na tentação populista de adoptar medidas mais eleitoralistas. Para já continua a merecer o meu voto de confiança.

Eu 12:21 pm

Depois de fazer um resumido balanço sobre o ano que termina, é agora altura de pensar nos meus objectivos para o ano que se avizinha.
Se 2005 foi o ano da mudança para o Luxemburgo, quero que 2006 seja o ano de consolidação desta mudança. Quero continuar a gostar do que faço e, naturalmente, quero que o meu trabalho seja apreciado.
O facto de ter tirado um período longo de férias nesta época, aliado ao facto de o primeiro semestre ser uma altura de bastante trabalho, não me deve permitir tirar férias no primeiro semestre do ano. Espero, no entanto, poder assisitir a alguns destes acontecimentos: Olimpíadas de Xadrez em Turim (dispenso os Jogos Olímpicos de Inverno na mesma cidade italiana), Rock in Rio em Lisboa, jogos de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha e concerto dos Depeche Mode (em Amneville-França ou em Riga-Letónia). O grande problema é que as olímpiadas de xadrez, o Rock in Rio e os jogos de Portugal se realizam na mesma altura (final de Maio/início de Junho). Espero que o trabalho me corra bastante bem nestes primeiros meses do ano, para chegar a essa altura com a possibilidade de tirar uns dias de férias.
Depois, em Julho, o objectivo há muito está delineado: chegar a Portugal no início do mês (na altura do aniversário da minha mãe), passar umas semanas na praia (Alentejo e/ou Algarve), voltar a Pombal para as festas da terra (que um bom emigrante não perde) e voltar para o Luxemburgo.
Logo no início do ano há outro objectivo importante: a aquisição de um carro. Num país onde um carro novo custa pouco mais do que metade do preço em Portugal, é essencial adquirir um carro, até porque os táxis são muito, muito mais caros do que em Portugal (por alguma razão, o Luxemburgo é um dos dois países da União Europeia com mais carros por habitante do que Portugal, o outro é a Itália).
Depois de nos primeiros meses, a minha vida no Luxemburgo se ter pautado por muitas saídas, quero que este ano seja um pouco mais calmo, em especial durante o frio Inverno. Para isso, e porque mantenho a decisão de não ter televisão, vou adquirir algumas séries de televisão para me fazer companhia (The Office, Coupling, Seinfeld, Lost, Donas de Casa Desesperadas,…), que se juntam aos discos e aos livros. Vou também manter o hábito de fazer jantares em minha casa, e até vou iniciar-me na cozinha chinesa, graças ao Wok que recebi de presente (muito obrigado Inês).
Em relação ao desporto, já poderei participar em competições oficiais de xadrez pelo meu clube a partir de 1 de Janeiro, o que significa que em alguns Domingos (no Luxemburgo os jogos de xadrez são habitualmente ao Domingo, ao contrário do que sucede em Portugal em que são aos Sábados) estarei ocupado com um dos meus hobbies favoritos. Quero continuar a jogar futebol num ritmo calmo aos Domingos de manhã (mesmo com temperaturas negativas). Quero começar a ir ao ginásio de uma forma regular (só quando vi a reacção das pessoas quando me reencontravam é que percebi que os 9kgs que engordei se notam mesmo!). Quero também fazer umas corridas (acho que o meu pé já o permite) e, quando chegar a Primavera, e as temperaturas subirem um pouco, quero adquirir uma bicicleta para utilizar nas pequenas deslocações.
Quero continuar a estar com os amigos que encontrei no Luxemburgo, sem perder o contacto com as pessoas que fui forçado a deixar em Portugal. Espero em 2006 receber no meu cantinho a visita dos familiares, bem como de alguns amigos.
Falando da parte amorosa, claro que espero em 2006 encontrar a companheira de vida, não faço disso, no entanto, um drama. As coisas devem acontecer na altura certa, e quantas vezes senti que estava a precipitar as coisas, devido a esta vontade enorme que tenho de encontrar alguém que faça com que os meus objectivos passem a ser conjugados na 1ª pessoa do plural. Não vou procurar o que não pode ser procurado, mas vou manter-me receptivo e esperar que as coisas aconteçam naturalmente.
Muitos objectivos para 2006 e, como optimista que sou, acho que estão reunidas as condições para que este seja um grande ano. Daqui a 12 meses, talvez escreva neste blog umas linhas sobre como foi este ano.
Bom ano para todos!

Eu29 December 2005 8:42 pm

O final do ano é sempre altura para balanços do ano.
Elegem-se as personalidades do ano, os acontecimentos mais importantes, os discos ou os livros que mais impressionaram nos últimos 12 meses.
É também a altura de fazer o balanço pessoal, ver o que correu mal no ano que termina, ver o que correu bem e o que pode ser melhorado no ano que se avizinha.
O ano de 2005 não começou da melhor forma, uma relação iniciada precisamente na noite de passagem-de-ano, terminou pouco tempo depois, confirmando que, salvo raras excepções, o que começa de uma forma apressada, raramente corre bem. Logo a seguir, ainda no mês de Janeiro, fiz uma entorse no tornozelo que teria repercussões durante quase todo o ano (dias de baixa, sessões de fisioterapia, mesoterapia, operação, recuperação da operação, mais fisioterapia).
Logo a seguir, ainda no primeiro trimestre, aquela que durante algum tempo eu vi como a minha melhor amiga, e que eu pensei que depois de um periodo de afastamento seria possível retomar a nossa amizade, optou por se afastar completamente.
Depois deste início turbulento, o resto do ano tem de se considerar bastante positivo. Ainda em Portugal, conheci uma amiga, daquelas que têm de ser assinaladas no balanço de um ano. Das que nos fazem pensar que o melhor caminho para ir do Algarve para Lisboa passa por Évora, ou que uma ida a um McDonalds é um bom programa para jantar…
É claro que o grande acontecimento do ano tem mesmo de ser a ida para o Luxemburgo, com tudo o que isso implicou: mudança de residência, conhecer novas pessoas e afastamento de outras, adaptação a novos métodos de trabalho, ou seja, uma mudança total na minha vida.
E é precisamente esta mudança que fez deste ano um bom ano. É muito bom voltar a sentir-me motivado no trabalho, é bom estar num país com um bom nível de vida e é bom ganhar um pouco mais do que ganhava em Portugal…

Eu, Sociedade26 December 2005 10:40 am

Fanáticos - os que professam ideias diferentes das nossas, em especial religiosas.

Radical - aquele que se atreve, mesmo que com argumentos lógicos, a desafiar a opinião da maioria.

Música23 December 2005 10:10 pm

Já se tornou um ritual dos últimos anos, consultar a escolha dos melhores álbuns por parte do DN (antes no suplemento DN+, agora DN:música).
Em relação à escolha deste ano para álbum internacional, os dois primeiros do DN seriam também os meus dois primeiros numa lista pessoal, apenas trocaria a ordem, pondo em primeiro “I’m a Bird Now” de Antony and the Johnsons e em segundo “Funeral” dos canadianos The Arcade Fire. Dois álbuns que ouvi dezenas de vezes e dos quais gosto cada vez mais.
Outros bons álbuns que constam da lista do DN e das minhas preferências pessoais: “Want Two” de Rufus Wainwright, “Illinoise” de Sufjan Stevens, “LCD Soundsystem” dos LCD Soundsystem, “Takk” dos Sigur Rós e “We Could Have It So Much Better” dos Franz Ferdinand.
O ano 2005 foi, sem dúvida, um ano com muito boa música!

Eu, Sociedade 1:35 am

Quem leia este blog já terá percebido que não sou cristão. Na verdade, embora admire muito as pessoas de fé, não tenho qualquer religião.
Apesar disso, gosto muito desta altura do ano. Bem sei que as prendas podem ser “impostas” pelos comerciantes e muitas vezes são dadas apenas para retribuir prendas recebidas, mas é bom ver as pessoas tentarem arranjar as prendas que agradem às pessoas de quem gostam. A época é também propícia a aproximar as pessoas afastadas, um telefonema de boas festas ou uma mensagem pode ser o rastilho para o reatar de amizades que apenas precisavam de um pretexto para serem retomadas.
As luzes, as decorações, o “Bom Natal” que se deseja àqueles com que nos cruzamos em vez do silêncio habitual, tudo isto são razões para gostar desta época.
Feliz Natal!

Sociedade22 December 2005 2:22 pm

Nesta altura já percebi que não restam grandes dúvidas sobre quem irá ser o próximo Presidente da República.
Presumo que não irei escrever muito mais sobre este assunto, mas não quero deixar de partilhar com os leitores deste espaço o melhor post que vi sobre as diferenças entre os dois principais candidatos às presidenciais.

Eu21 December 2005 8:16 pm

Descansar (muito).
Rever (alguns) amigos.
Muitos planos para as três semanas que ainda faltam…

Sociedade15 December 2005 3:18 pm

Quando vi a lista de debates entre os principais candidatos à Presidência da República, fiquei contente por estar em Portugal nas datas dos dois que mais me interessavam: Manuel Alegre/Mário Soares e Mário Soares/Cavaco Silva. Ontem, vi parte do debate entre os dois socialistas. A prestação do poeta-deputado foi tão fraca, que continuo sem perceber como ele continua a ser o segundo em algumas sondagens. Acho que as pessoas estão tão desiludidas com a política, que um candidato que concorra contra o seu partido, mesmo que não apresente quaisquer ideias, ou que pareça nem sequer saber sequer as funções para que se candidata, tem grandes hipóteses de ter o apoio de muitos.

P.S. Com cinquenta anos a menos, não consigo deixar de pensar em Mário Soares como um exemplo da clarividência que eu gostava de ter quando atingir os oitenta anos.

Eu 9:15 am

Gosto de trabalhar no Luxemburgo, mas gosto muito de estar em Portugal.
Quero aproveitar, da melhor forma possível, estes dias em Portugal, seguro de que quando voltar ao Luxemburgo continuarei a sentir-me lá bem.

Eu12 December 2005 10:10 am

Ontem foi dia de jantar de Natal em minha casa, um pretexto para juntar as pessoas com quem tenho estado mais tempo desde que cheguei ao Luxemburgo. Um grupo 100% português e que tem contribuído (muito) para eu estar a gostar deste meu periodo inicial no Luxemburgo.
O prato principal foi uma lasagna confeccionada pela Suzana que, pelas qualidades demonstradas, tem de continuar a ser a cozinheira oficial dos jantares.
O pior foi quando decidi trocar o vinho tinto alentejano pelo vodka sueco. Não só foi falta de patriotismo, como contribuíu para um inesperado estado alcoólico e para uma indesejada ressaca esta manhã…

Eu, Sociedade10 December 2005 3:01 pm

Estes primeiros meses no Luxemburgo têm sido marcados por muitas saídas à noite. Aliás, desde os meus tempos de Coimbra (que já terminaram há quase 10 anos) que não frequentava tantos bares e discotecas.
E o mundo da noite é muito engraçado. É engraçado ver os rituais de engate, é engraçado ver as transformações visuais que muitos sofrem entre o dia e a noite. E numa cidade pequena como o Luxemburgo, é engraçado encontrar as mesmas pessoas quase todas as noites.

Eu 11:23 am

…de partida para Portugal.
Para estes dias já há planos para jantares, lanches, cinemas, festas e, claro, algum trabalho.

Música9 December 2005 2:31 am

Discover Music - Pandora

Descobri este site há cerca de uma hora, numa conversa de Messenger com um amigo. Criei uma rádio, introduzi alguns dos meus artistas e músicas favoritas e, automaticamente, estas preferências foram analisadas para passar músicas semelhantes.
Estou fascinado, já descobri músicas muito interessantes e ouvi outras que não imaginaria que estavam relacionadas com as preferências que introduzi.
Não deixem de experimentar!

Música8 December 2005 8:11 am

John Lennon

… o mundo ficava mais pobre, com a morte estúpida de um dos melhores escritores de canções do século XX, e de alguém que lutou para a construção de um mundo melhor.

Futebol 2:06 am

Que exemplo de entrega colectiva.
Uma vitória que ficará na história do clube, e que trouxe de volta as grandes noites europeias ao Estádio da Luz.
Eu só tenho pena de ter visto o jogo num café no Luxemburgo e não no Estádio da Luz.

Eu7 December 2005 7:19 pm

No outro dia, durante uma conversa à hora de almoço com colegas portugueses, um deles disse que queria fazer duas “remarcas”. Obviamente que o que ele pretendia dizer era “dois comentários” ou “duas observações”.
O que achei mais curioso nesta situação, nem foi o facto de a palavra inglesa ter sido a primeira que lhe veio a cabeça, foi ele ter continuado a falar, sem ter percebido que a palvra que utilizou não existia na nossa língua.
Esta história fez-me lembrar as piadas sobre a linguagem tão peculiar dos nossos emigrantes, e pensar que daqui a algum tempo poderei ser eu o alvo destas piadas.

Futebol 8:11 am

SLB

Quando o Benfica garantiu a participação na Liga dos Campeões deste ano, estava longe de pensar que o Estádio da Luz poderia receber uma partida com a importância desta noite.
Um Benfica-Manchester United, em que ambas as equipas têm de lutar pela vitória para continuar em prova na Liga dos Campeões é motivo mais do que suficiente para fazer deste, um dos jogos mais importantes desta fase de grupos da Liga dos Campeões.
Se estivesse em Portugal não tenho dúvidas onde iria assistir a este jogo, seria mesmo no Estádio da Luz, torcendo para que o Benfica faça o feito histórico de deixar o Manchester United no último lugar do grupo. Assim vou assistir pela televisão, provavelmente num bar de portugueses. Também sei que vai ser muito difícil: além da ausência de Simão, do outro lado vai estar um Manchester na máxima força. No entanto, ainda assim tenho alguma esperança.
Força Benfica!

Sociedade5 December 2005 9:03 pm

Há uns anos teve algum sucesso o filme com o título deste post, protagonizado por Mel Gibson.
O filme só fazia sentido porque, normalmente, os homens não sabem mesmo o que as mulheres querem. Na verdade, as mulheres também não sabem o que as outras querem e, se querem que seja mesmo honesto, eu acho que a maior parte das mulheres não sabe o que elas próprias querem.
A minha experiência pessoal, acrescida de algumas conversas com homens e mulheres, permitiu-me chegar a algumas conclusões (generalizadas e que por isso admitem excepções).
Os homens quando gostam de uma mulher, ou quando estão pelo menos interessados, gostam de perceber que do outro lado também há interesse, principalmente porque isso facilita o trabalho. Se não estão interessados, então dispensam os elogios e o que querem mesmo é que ela esqueça que ele existe.
Já as mulheres funcionam de outra forma, se não estão interessados num homem, mesmo assim gostam que ele demonstre interesse, como forma de lhe subir o ego (há poucas coisas tão instáveis como o ego feminino). Por outro lado, se estão mesmo interessadas num homem, não querem que ele demonstre muito interesse, porque assim seria demasiado fácil e perderia a piada. As mulheres gostam de seduzir, e não é preciso muita sedução se o homem demonstra claramente o interesse. É como se reagissem com indiferença ao interesse, e só demonstrassem interesse após a indiferença.
Ora, creio que é aqui que reside a chave para um homem ser bem sucedido no jogo da sedução, saber dosear esta indiferença, por forma a despertar a vontade de conquista da mulher, sem exagerar no entanto na indiferença que poderia levar a que a mulher se afaste de vez. É isso, ou então ser parecido com o Brad Pitt ou ter um Porsche.

Eu3 December 2005 4:52 pm

Esta manhã acordei relativamente cedo, mesmo depois de ontem a noite no Melusina se ter prolongado até tarde. Para não variar, em vez de me levantar e fazer as muitas coisas que tinha para fazer, optei por ficar na cama a ler as notícias portuguesas e a explorar a blogosfera.
Quando finalmente me levantei, decidi aparar as patilhas antes de tomar banho, uma operação rotineira, utilizando uma máquina que adquiri recentemente. Quando estava a tomar banho, pensei que tinha um uns cabelos muito indisciplinados e que, aproveitando o facto da tal máquina também ser uma máquina de cortar cabelo, poderia cortar esses cabelos que estão sempre levantados. Não me limitei a pensá-lo. Interrompi o banho, lá utilizei a máquina e voltei para o meu banho. Quando acabei de tomar banho e olhei para o espelho não podia acreditar. No sítio onde antes estavam uns cabelos muito indisciplinados, estava agora uma “clareira” com uns cabelos muito pequeninos… Tentei tudo: pentear o cabelo todo para a frente, todo para trás, todo para um dos ladoa, até utilizei aquele gel extra-forte que tinha deixado de utilizar por deixar o cabelo demasiado esculpido. Nada resultou, até que decidi ir a um cabeleireiro. Fui a um daqueles salões muito finos, e o cabeleireiro que me calhou, quando olhou para o meu cabelo não conseguiu evitar um riso enquanto me preguntava se eu me tinha auto-mutilado. Lá expliquei a história, tão bem como o meu francês me permitiu, e ele disse que o melhor seria cortar todo com o mesmo comprimento que tinha naquele sítio. Isto fez-me voltar atrás no tempo, até Dezembro de 1992, quando fui “rapado” por uma trupe em Coimbra o que me obrigou a um corte pente-1. Desta vez achei que essa não era a solução. Pedi para ele cortar curto, para que se notasse menos, mas sem ser com a máquina. O resultado final é um cabelo mais curto do que costumo usar, mas em que ainda se nota a tal clareira.
Espero que me sirva de lição!

Sociedade1 December 2005 1:06 pm

Laço vermelho

No dia de hoje, a minha homenagem para os milhôes que no mundo inteiro sofrem as consequências desse monstro chamado SIDA.
Uma homenagem especial para os muitos que lutam por proporcionar melhores condições aos infectados, bem como para tentar parar a propagação da doença.
Para os que ainda acham que o uso de preservativo é um mal maior do que uma doença que mata milhões em todo o mundo, o meu conselho, para que procedam a uma revisão (urgente) das suas prioridades.