Eu31 January 2004 1:49 pm

Hoje chega ao fim o mês de Janeiro, e fico com a sensação que passou a “correr”. Parece que foi ontem que estava a jogar risco na noite da passagem-de-ano (provavelmente acho isto porque ontem foi noite de mais uma “maratona de risco, que durou até depois das 6h da manhã!).
A verdade é que o tempo passa por nós, e já que não o podemos parar, o que devemos fazer é aproveitá-lo da melhor forma.
Para primeiro mês deste ano de 2004, para o qual tenho expectativas tão elevadas, acho que o balanço é claramente positivo. É verdade que nem tudo correu bem: fui ao ginásio uma(!) hora estando a pagar um livre-trãnsito, não li tanto como pretendia, a arrumação da minha casa está (muito) pior do que eu desejaria, … Mas, e porque a vida é feita de compensações, há outras coisas que correm melhor do que eu esperaria.
Se o resto do ano correr como Janeiro, este vai ser, certamente, um “grande ano!”.

Música 1:15 pm

I want to hold you
But every time I try
Something keeps you
Out of reach

I want to love you
But every time I try
Something keeps
Love away

And I can feel it

So love me right now
Though it won’t last
Girl don’t make me try
‘Cause I’ll lose you forever
Every time
Every time

And every time I try
To put our love out
Like a fire
You keep me in your reach

And every time I try
To throw away my desire
You hold me
So close

And I can feel it

So love me right now
Though it won’t last
Girl don’t make me try
‘Cause I’ll lose you forever
Every time
Every time

Spain, Every time I try

Sociedade 12:58 pm

No post anterior referi a importância, a meu ver, excessiva que os portugueses dão à aparência. O importante não é ser, é mesmo parecer que se é. Tudo tem de contribuir para a imagem que se quer transmitir: o carro, o telemóvel, o namorado ou namorada, o local onde se passa férias…
Em relação às viagens então, não há que enganar, há que visitar o maior número de locais exóticos ou que estejam na moda, para em qualquer conversa de amigos se poder utilizar o famoso: “eu já lá estive…”, que deixará roídos de inveja os que ainda não tiverem coleccionado aquele “cromo” nas suas “cadernetas” de viagens…

Sociedade 12:42 pm

Esta semana tive uma reunião com colegas de trabalho e, como habitualmente, a forma normal de se referir a um colega licenciado passou pela utilização do “dr.”, que na linguagem oral dá direito a ser doutor e tudo.
Confesso que sempre fui adepto da frase: “doutor sem ser doutorado só médico ou advogado” e, devo dizer que mesmo sabendo que não rimava, excluía os advogados deste grupo, limitando o tratamento por doutor aos médicos e, naturalmente, aos poucos doutorados que temos. A ideia que tenho é que é assim nos países um pouco mais desenvolvidos do que nós, mas em Portugal, em que o importante é parecer, todos querem ser tratados por doutores, e mesmo que a licenciatura tenha sido “adquirida” numa universidade de “vão de escada”, ninguém dispensa o “doutor” e acham que é uma falta de respeito os que utilizam a forma “Sr.” ou “Sra.” no tratamento.
É claro que este é apenas um dos indícios do nosso “provincianismo” e, como tantos outros, demorará algum tempo a alterar. Eu vou continuar a achar estranho que, numa reunião entre colegas o tratamento se faça por “dr. X” e “dra. Y”, faz-me pensar que estou num congresso de medicina…

Eu23 January 2004 1:21 pm

Esclareço para os que não me conhecem que, apesar do que disse no post anterior, não estou, nem nunca estive, ligado ao Partido Socialista, partido no qual, aliás, nunca votei.

Sociedade 1:15 pm

Já lá vão quase dois anos desde que a coligação PSD/CDS-PP assumiu o governo de Portugal. Por certo todos se lembram do discurso dos primeiros meses, do enfâse no estado catastrófico deixado pelos governos liderados pelo Engº António Guterres. Acho que é mais um exemplo de uma mentira, que à custa de ser tantas vezes repetida, se tornou, para muitos portugueses, uma verdade. Na edição de ontem da revista “Visão” um dos ministros das Finanças de António Guterres, o Professor Sousa Franco, compara o crescimento do nosso Produto Interno no período dos governos PS com a situação vivida em 2002 e 2003. É uma comparação que demonstra que este governo tem falhado precisamente naquela que foi uma das suas grandes “bandeiras eleitorais”: colocar Portugal em poucos anos no pelotão da frente da União Europeia. É claro que as falhas não se ficam por aqui: derrapagens do défice só controladas por receitas extraordinárias, crise na educação, falhas no combate à evasão fiscal, agravamento de impostos, impasse em questões fundamentais como a construção do aeroporto da Ota, … Tudo isto tem sido obra deste governo, que antes do meio do mandato já deixa muito poucas saudades.
É por tudo isto que aos que dizem “a culpa é dos outros”, eu só respondo: “que saudades dos outros!”.

Viagens20 January 2004 10:35 pm

Já escrevi sobre o meu fim-de-semana por Vila Nova de Milfontes, deixo agora algumas das fotos que ajudam a compreender porque gostei tanto:


A vista ao acordar…


A praia num domingo com muito Sol


Primeira corrida na praia no ano de 2004

Eu 10:44 am

No outro dia no post com o título “Hoje foi um daqueles dias…” escrevi sobre um dia em que as coisas não me tinham corrido bem e em que me sentia um pouco perdido, mas os dias não são todos assim…
Hoje é o reverso, é um daqueles dias em que me sinto FELIZ.

Viagens19 January 2004 1:39 pm

Já lá vão alguns anos desde que o ICEP lançou a campanha que tinha como slogan o título deste post: “vá para fora cá dentro”. Foi um daqueles slogans que rapidamente se impôs e, ainda hoje, é normal ouvir alguém dizer que foi para fora cá dentro. Também eu, apesar do mau tempo da semana passada, decidi aproveitar o fim-de-semana para conhecer um pouco melhor este nosso país que (ainda) conheço tão mal.
O destino foi a Costa Vicentina, mais concretamente Vila Nova de Milfontes. É um local com uma paisagem lindíssima e com a grande vantagem de não ter (por enquanto?) os atentados paisagísticos que proliferam na costa algarvia.
Em especial para os que, como eu, acabam por ficar tantas vezes em casa ao fim-de-semana a assistir às maratonas de filmes que a televisão oferece, deixo o conselho para que aproveitem os fins-de-semana para conhecer melhor Portugal. O nosso país tem muitos locais em que a beleza natural se conjuga com a simpatia das pessoas, e seria um desperdício que só os estrangeiros disfrutassem destes locais a que nós, tantas vezes, não damos o devido valor.
E já agora, para os que decidam ir até ao Sudoeste Alentejano, não deixem de experimentar o arroz de tamboril com camarão no restaurante “O Pescador” em Vila Nova de Milfontes. Vale mesmo a pena!

Eu, Blogs17 January 2004 1:14 am

Quando iniciei este blog fi-lo com um objectivo não confessado: poder num momento futuro analisar o que pensava e o que sentia sobre diversas assuntos. Este continua a ser o grande objectivo deste blog, funcionar como uma espécie de arquivo sobre os meus pensamentos, vivências, etc. Para cumprir eficazmente esta função há duas regras que são essenciais: não apagar nem alterar o que escrevo, porque se o escrevi era o que eu sentia na altura, e o facto de hoje sentir de forma diferente não deve ser motivo para “renegar” o que pensei ontem e, mais importante, tentar ser totalmente honesto.
Penso que tenho cumprido estas regras, no entanto, sei que o que escrevo fica acessível a muitas pessoas, quer pessoas que conheço, quer outras que não conheço. Por isso, este blog não é tão completo, nem tão abrangente, como seria um que fosse escrito em papel e que só eu pudesse consultar, mas esse, não conseguiria outro objectivo que este tem atingido: recolher opiniões de outras pessoas, desde amigos de longa data, a pessoas que me conhecem mal até outras das quais nunca tinha ouvido falar. É bom saber que há quem perca um pouco do seu tempo para partilhar comigo, e com os que lêem este blog, as suas opiniões, até (ou devo dizer, principalmente) quando estas são discordantes das minhas. É por isso, que mesmo quando passo por momentos em que escrevo menos, como nos últimos dias/semanas, nunca pus a hipótese de acabar com este blog, porque gosto de partilhar algumas coisas minhas com os outros e gosto de sentir que os outros o fazem também.

Eu14 January 2004 10:53 pm

… ou uma semana, este é o tempo que falta para completar 30 anos de vida. Não, não estou a passar por uma crise ao ver aproximar a altura de integrar o grupo dos “trintões”, nem acho que o facto de fazer trinta anos altere alguma coisa em mim. Vou continuar a ser a mesma pessoa, com as mesmas qualidades e, infelizmente, com os mesmos defeitos…

Eu9 January 2004 12:17 am

Há amigos que nos habituamos a que estejam sempre prontos a ajudar-nos. O pior, é que mesmo esses nem sempre estão disponíveis, e muitas vezes não estão quando mais precisamos deles…

Eu7 January 2004 7:09 pm

Provavelmente todos passam por isso, mas hoje foi um daqueles dias em que senti que o meu emprego actual ainda não é o definitivo, ainda não atingi o que “quero ser quando for grande”. O mau é que já tenho quase 30 anos e, pior do que isso, é sentir que nem eu sei o que gostaria mesmo de fazer…
Talvez seja uma fase passageira ou talvez seja altura de mudar de ares.
Vou pensar sobre isso nos próximos dias!
Para já, para esquecer este dia, vou até ao ginásio para uns minutos de exercício e depois vou até ao cinema. Há poucas coisas que me consigam fazer esquecer os problemas e as chatices como um bom filme.

Cinema4 January 2004 11:20 pm

Entre as razões que impediram que fosse neste fim-de-semana o início da minha actividade no ginásio, contam-se duas idas ao cinema. Fui ver “Os Imortais”, um filme que já andava para ver há algum tempo e que aconselho aos que ainda não o viram e uma estreia deste fim-de-semana, “Na América”, o último do realizador Jim Sheridan e que conta a história de um casal de emigrantes irlandeses que vai para a América e tenta superar a perda de um filho.
Dois bons filmes que comprovam que vale a pena ir ao cinema. Eu ainda não fui ver a última parte do “Senhor dos Anéis”, mas será esta semana certamente…

Eu, Desporto3 January 2004 9:36 pm

Este ano tinha decidido começar a frequentar um ginásio. No final do ano passado escolhi aquele cuja a proximidade e qualidade das instalações despertou o meu interesse. Fiz logo a inscrição e marquei o início para 1 de Janeiro, tinha pensado que este fim-de-semana, que ainda por cima foi prolongado, seria a altura certa para ir até ao ginásio para iniciar um novo ciclo na minha prática desportiva. É claro que o que parecia um objectivo fácil, acabou por conhecer algumas dificuldades. A preguiça e programas alternativos vão adiar o início das minhas idas ao ginásio para segunda-feira. Será?

Eu 12:28 pm

Com o início do ano, muitos bloggers decidiram publicar os seus desejos para este ano de 2004. Também eu tenho as minhas decisões para este ano, decisões que até decidi passar a escrito.
Não as publico neste blog, mas estão escritas numa folha que guardei muito bem e que no dia 31 de Dezembro vou ler para perceber se consegui realizar os meus objectivos. Talvez nessa altura revele algumas destas 10 decisões, que acho que poderão fazer de mim uma melhor pessoa e a encontrar um verdadeiro sentido para a vida.

Música2 January 2004 9:22 pm

“…o que foi nao volta ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder…”

Xutos & Pontapés, O que foi não volta a ser

Eu 12:00 am

No outro dia no post com o título “Hoje foi um daqueles dias…” escrevi sobre um dia em que as coisas não me tinham corrido bem e em que me sentia um pouco perdido, mas os dias não são todos assim…
Hoje é o reverso, é um daqueles dias em que me sinto FELIZ.

Música1 January 2004 12:07 pm

Acho que uma noite especial, merece boa música. Eis a lista do que ouvimos na noite de fim-de-ano: Dire Straits, The White Stripes, Sigur Rós, Radiohead, Peter Murphy, Pixies, Madredeus, Madness e The Smiths.

Eu 12:03 pm

… este ano de 2004. A oportunidade de juntar alguns amigos, uma boa refeição acompanhada de boa música e para concluír a noite, que só terminaria por volta das 6 horas, jogos de Pictionary, Risco e Trivial Pursuit.
No que concerne a jogos, é que as coisas não correram lá muito bem. Começamos por um Pictionary para aquecer, que acabou por ser um duelo entre sexos, tendo a vitória sorrido ao sexo mais forte (elas, claro…). O pior viria a seguir, dois jogos de Risco e dois de Trivial Pursuit que eu, aproveitando-me da importância do factor-casa, acabaria por ganhar. Ora, acreditando que “sorte ao jogo, azar ao amor”, as perspectivas para este ano, no campo emocional, não parecem as melhores…

Eu 11:51 am

O final de um ano é, por norma. a altura de fazer um balanço do ano que finda e fazer projectos para o ano que se inicia. Pessoalmente, o ano de 2003 ficou marcado por coisas boas e outras menos agradáveis. Como optimista que sou. gosto de pensar que foi, essencialmente, um ano de transição para o excelente ano de 2004.
Espero que todos juntos possamos fazer do ano que hoje se inicia um grande ano.