No anterior post falei da violência conjugal, aquela que é exercida por um dos cônjuges, normalmente o marido, sobre o outro. É um acto em que normalmente o agressor se aproveita de maior poder físico, e até económico, para impor um clima de terror.
No entanto, a violência doméstica não se confina à violência conjugal, há outra forma de violência que julgo ser tão grave, até porque as diferenças físicas são maiores: falo dos castigos corporais infligidos pelos pais aos filhos. Bem sei que esta é uma área sensível, e que muito provavelmente, a minha opinião não será a da maioria, mas foi com alegria que li a notícia da possibilidade de em Portugal serem proibidos e, consequentemente, punidos os castigos corporais em crianças.
Acho que é altura de todos percebermos que as crianças não são propriedade dos pais, estes são responsáveis pela sua educação, mas devem fazê-lo pela positiva, incutindo-lhes a responsabilidade pelos seus actos, nunca recorrendo à agressão ou ao castigo.
O mais engraçado é que, embora com a desculpa de ser para educar, estas agressões ocorrem quase sempre, porque o pai ou a mãe estão chateados com o trabalho, ou estão com pressa, e descarregam os seus problemas numa criança que tem uma estrutura física muito mais frágil e que tem que viver a sua infãncia, não tem de ser vítima dos estados de espírito dos pais.
Não acredito que seja nesta legislatura que seja introduzida esta legislação, afinal a direita sempre foi defensora da autoridade, mas penso que daqui a uns anos, com um governo com outra cor, talvez possamos avançar nesta matéria.