Eu27 December 2003 1:39 pm

Já aqui falei várias vezes desse meu grande defeito que é a preguiça. Aliás, quando estou em casa e olho à minha volta, é fácil perceber pela desarrumação que sou muito preguiçoso.
Como forma de ter um estímulo extra para arrumar a casa, decidi convidar alguns amigos para passar a passgem de ano em minha casa. É claro que essa não foi a única razão, nem sequer a mais forte. Prefiro passar uma noite mais tranquila a jogar alguns jogos (onde não faltará o inevitável Risco), a ouvir boa música e a conversar do que estar num sítio apinhado de gente, a ouvir música que tantas vezes não me agrada e a aturar as inevitáveis bebedeiras de fim-de-ano. Talvez sejam os 30 anos que se aproximam, e que me fazem preferir a calma do lar à confusão dos bares e discotecas.
O pior é que há preguiçosos incorrigíveis e mesmo sabendo que tinha de iniciar as arrumações, optei esta manhã por outras “importantes tarefas”, nomeadamente jogar xadrez na inetrnet e ouvir uns àlbuns que já não ouvia há algum tempo. Vamos ver como corre a tarde…

Eu23 December 2003 7:48 pm

Depois de mais de dez dias de ausência, um post a comunicar a todos que as minhas férias estão quase a terminar e, mais importante, para desejar a todos um óptimo Natal, na companhia das pessoas de quem mais gostam.

Eu12 December 2003 4:54 pm

Tenho gozado uns dias de férias em Pombal, para descansar da confusão de Lisboa e trocar a leitura dos blogs por outras que vinha adiando.
Amanhã vou até ao Norte, ver se o que dizem da simpatia dos portuenses é mesmo verdade. Depois, na segunda-feira subo um pouco mais no mapa para dois dias num SPA na Galiza. O que significa que só voltarei a escrever neste blog no final da semana que vem. Até lá, aproveitem bem estes dias, eu espero voltar um homem novo depois dos cuidados da talassoterapia.
Até breve!

Sociedade9 December 2003 1:34 pm

Alguns especialistas climáticos vêm alertando há alguns anos para os efeitos do aumento da concentração de gases na atmosfera. Este aumento, segundo estes especialistas, levaria em virtude do efeito de estufa ao aumento da temperatura média no Verão e a mais chuva no Outono e Inverno. Os cépticos em relação a este cenário, já devem ter visto que se calhar há muita verdade nestas previsões: depois de um Verão em que um pouco por todo o Hemisfério Norte se bateram recordes de temperatura com as consequências trágicas conhecidas: mortes, incêndios, etc., o Outono chuvoso que temos tido parece dar razão a estes especialistas.
O Homem que viveu durante milhares de anos com aproximadamente o mesmo clima, em poucas dezenas de anos está a provocar alterações cujos resultados são imprevísiveis. Na conferência de Quioto em que este problema foi tratado pela primeira vez de uma forma séria, chegaram-se a compromissos que infelizmente não estão a ser cumpridos. Portugal já está a emitir gases de estufa acima dos níveis que se tinha comprometido para o período de 2008-2012, ora se tivermos em conta que, ao invés de diminuír estas emissões aumentam de dia para dia, facilmente chegamos à conclusão que será preciso quase um milagre para que possamos cumprir a meta estabelecida em Quioto. O próprio Tratado de Quioto, poderá não entrar em vigor, porque para esse efeito terá de ser ratificado por países responsáveis pela emissão de 55% dos gases mundiais. Com o presidente George W. Bush, chefe de estado da nação que responde por cerca de 25% da emissão destes gases, a recusar a ratificacão deste Tratado, seria necessário que a Rússia o ratificasse, o que não será fácil, pois os Estados Unidos não querem ser os únicos a ficar de fora, e vão por isso exercer a sua pressão para que os seus ex-inimigos adoptem a sua política de ignorar este grave problema que põe em causa o futuro do nosso planeta e da vida humana como a conhecemos.
Para quem queira saber mais sobre os problemas ambientais e outros, aconselho a leitura deste blog, que vai também para os meus favoritos.

Sociedade8 December 2003 7:33 pm

Hoje foi um daqueles feriados religiosos que a maior parte das pessoas não sabe a que se deve e, na verdade, nem se preocupam em saber. A maioria dos portugueses quer é que este feriado calhe num dia da semana. Eu até sei que é o dia da Imaculada Conceição que um rei decidiu que seria a padroeira de Portugal, mas na verdade, num Estado que se quer laico, questiono até que ponto não será exagerado o número de feriados religiosos que temos.
Por mim, limitaria o número de feriados religiosos àqueles que já têm uma importância para lá do carácter religioso, ou seja a Sexta-Feira Santa, a Páscoa e o Natal. Isso retiraria do calendário 4 feriados religiosos: Corpo de Deus, 15 de Agosto, 1 de Novembro e 8 de Dezembro. Em compensação por esta redução no número de feriados, poderia haver um aumento do número de dias de férias, e cada um poderia utilizar os dias de férias extras nas festas da religião que professa, ou simplesmente aproveitar estes dias extra para uns fins-de-semana alargados.
Fica a sugestão!

Eu, Xadrez7 December 2003 12:25 pm

Já se completaram três anos desde que vim trabalhar para Lisboa, e mesmo assim conheço tão mal a Grande Lisboa. Felizmente que às vezes o xadrez “obriga-me” a deslocar até sítios que conheço mal, ou que não conheço mesmo. Este fim-de-semana alargado, aproveitei para participar num torneio de xadrez no Monte Estoril e vou aproveitando os intervalos entre partidas para conhecer um pouco melhor Cascais. Gosto muito de morar na margem sul, mas Sintra e Cascais têm uma beleza que me cativa sempre que lá vou.
Quanto ao torneio, ontem depois de ter chegado bastante atrasado à primeira partida e ter-me contentado com um empate, à noite num jogo em que parecia certo que iria conseguir a minha melhor vitória de sempre, acabei por sofrer a derrota mais frustrante. Com uma partida ganha e o meu adversário apenas com alguns segundos no relógio, acabei por não conseguir resistir à pressão de fazer um resultado surpreendente…
Hoje há mais duas partidas, e o meu objectivo passa por ganhar as duas por forma a conseguir uma classificação aceitável.

Sociedade4 December 2003 11:39 am

No anterior post falei da violência conjugal, aquela que é exercida por um dos cônjuges, normalmente o marido, sobre o outro. É um acto em que normalmente o agressor se aproveita de maior poder físico, e até económico, para impor um clima de terror.
No entanto, a violência doméstica não se confina à violência conjugal, há outra forma de violência que julgo ser tão grave, até porque as diferenças físicas são maiores: falo dos castigos corporais infligidos pelos pais aos filhos. Bem sei que esta é uma área sensível, e que muito provavelmente, a minha opinião não será a da maioria, mas foi com alegria que li a notícia da possibilidade de em Portugal serem proibidos e, consequentemente, punidos os castigos corporais em crianças.
Acho que é altura de todos percebermos que as crianças não são propriedade dos pais, estes são responsáveis pela sua educação, mas devem fazê-lo pela positiva, incutindo-lhes a responsabilidade pelos seus actos, nunca recorrendo à agressão ou ao castigo.
O mais engraçado é que, embora com a desculpa de ser para educar, estas agressões ocorrem quase sempre, porque o pai ou a mãe estão chateados com o trabalho, ou estão com pressa, e descarregam os seus problemas numa criança que tem uma estrutura física muito mais frágil e que tem que viver a sua infãncia, não tem de ser vítima dos estados de espírito dos pais.
Não acredito que seja nesta legislatura que seja introduzida esta legislação, afinal a direita sempre foi defensora da autoridade, mas penso que daqui a uns anos, com um governo com outra cor, talvez possamos avançar nesta matéria.

Sociedade 10:59 am

No passado dia 25 de Novembro assinalou-se o Dia Internacional contra a Violência Doméstica, foi a ocasião para se falar de um problema de que se fala tão poucas vezes e por norma, apenas quando são conhecidos casos envolvendo figuras públicas.
Tanto se fala da “guerra civil” provocada pela condução de alguns portugueses, e ignora-se esta, que tem a agravante de ser entre pessoas que decidiram fazer uma vida em comum e que provoca alguns mortos e certamente muito mais feridos do que todos os acidentes rodoviários.
A própria sabedoria popular, que em tantas situações nos dá importantes lições de vida, se revela má conselheira ao dizer: “entre marido e mulher não se mete a colher”. É óbvio que todos temos o dever de intervir quando presenciamos ou temos conhecimento da agressão de alguém. Li no blog do Cajó que ele, como pessoa bem formada que é, há poucos dias, quando ouviu indícios de uma agressão conjugal decidiu chamar a polícia e intervir. Mas quantos de nós, não preferem assobiar, olhar para o lado e dizer que o problema não é nosso?

Eu1 December 2003 12:31 pm

E eis-nos chegados ao mês de Dezembro: mês das prendas de Natal, de noites à volta da lareira, do balanço do ano que finda e no meu caso um mês com alguns dias de férias, que me permitem estar com aqueles que durante o resto do ano vejo com menor frequência do que desejava.
Ainda por cima, este ano, o calendário decidiu oferecer-nos um fim-de-semana prolongado para o início do mês.
Gosto mesmo de Dezembro!