E afinal as previsões estavam correctas, a próxima edição da America’s Cup vai mesmo disputar-se na cidade espanhola de Valência.
Era a oportunidade de termos uma das maiores competições desportivas no nosso país, com um retorno financeiro que estava calculado em cerca de 1.500 milhóes de euros (muito mais do que o previsto para o Europeu de Futebol, com a vantagem dos custos serem bem menores). A realização da America’s Cup seria a oportunidade ainda para a vela ter um pouco mais de atenção, é incrível que um país como Portugal com condições naturais tão propícias à prática da modalidade e com a nossa tradição em navegação não aposte mais neste desporto.
O governo português percebeu a importãncia que a realização da America’s Cup poderia ter para o país e para a zona Ocidental do estuário do Tejo em particular e, acertadamente, decidiu apoiar esta organização. Ficou a mancha de ter despedido os trabalhadores da Docapesca antes da atribuição da organização a Lisboa/Cascais, não só as manifestações dos pescadores podem ter tido um peso negativo na nossa candidatura, como fica a ideia que sem a organização da America’s Cup a reestruturação daquela zona vai ser adiada, pelo que foi prematuro o despedimento dos trabalhadores.
No sábado dia 22 de Novembro de 2003, assinalaram-se os 40 anos da morte de John Kennedy. A comunicação social assinalou devidamente a efeméride, no entanto não vi referências aos 40 anos da morte de Aldous Huxley, que faleceu no mesmo dia que o presidente John Kennedy, e que é autor do melhor livro que li: “Brave New World” ou “Admirável Mundo Novo” em português. Foi também a um livro de Aldous Huxley: “The Doors of Perception”, que Jim Morrisson foi buscar a inspiração para o nome daquela que viria a ser a grande banda do final dos anos 60.
São factos que justificam a referência, e já que poucos se lembraram dele no dia em que se assinalaram os 40 anos da sua morte, aqui fica uma singela homenagem a um dos grandes escritores ingleses do século passado.
… mas o tempo lá vai pregando as suas partidas. Ontem foi o jogo de Risco, que prometia ser bastante divertido, a ser adiado porque alguns dos participantes não queriam sair de casa com o mau tempo que se abateu sobre Lisboa, penso que é escusado dizer que eu não era um dos que não queria jogar, um general habituado a muitas guerras não desanima por uma chuvazinha.
Felizmente que há outras coisas que se podem fazer numa noite de sexta-feira e igualmente divertidas!
Só espero que na próxima semana haja quorum para retomarmos as nossas partidas de Risco.
Ontem fui ver o filme “Love Actually” e não há dúvida que saí do cinema bem-disposto.
Confesso que sou um adepto das comédias românticas, acho que o cinema pode provocar muitas sensações, e passar duas horas divertido parece-me um bom negócio pelo preço de €5 - ainda há pouco tempo vi em reportagens quem pague €150 por uma hora de diversão…
Nenhuma comédia faz parte dos “filmes da minha vida”, mas não há dúvida que uma boa comédia, com um bom elenco é a garantia de bons momentos de divertimento. E cada vez mais fazem falta estes momentos de diversão, em especial quando se lê a entrevista de uma determinada ministra…
Uma gripe que nunca mais passa, o regresso da chuva, ausência forçada dos jogos de futebol,…
Os últimos dias não têm sido férteis em boas notícias. Mas hoje o início de fim-de-semana é assinalado por mais uma(s) partida(s) de Risco. Uma vez mais um grupo de jovens adultos vai reunir-se com o objectivo de dominar o mundo.
Na qurta-feira passada tinha escrito sobre a gripe que me impedia de escrever com maior frequência, não sabia que essa noite seria ainda pior com a febre acima dos 39º C, mas o pior estava para vir no dia seguinte…
Quando ia a sair de casa para ir até ao médico, uma queda nas escadas levou-me às urgências do Hospital Garcia da Orta, onde depois de algumas horas de espera levei alguns pontos para suturar a ferida que tinha na cabeça.
Espero que este período de azar já tenha terminado!
Deixo-vos mais uma sugestão musical captada, como não poderia deixar de ser, na antena dos 97.8 da Radar.
O grupo chama-se The Thrills e a música que passo uma parte do dia a cantarolar Big Sur, aconselho a audição para que os dias possam ser mais alegres, garanto-vos que resulta até com engripados.
Por várias razões tenho escrito neste blog com menor regularidade. Nem todos os motivos para esta ausência são maus, mas é precisamente de um dos maus que escrevo: estou ligeiramente adoentado, e a febre e o cansaço provocados por uma gripe têm-me retirado as forças necessárias para ir actualizando este blog.
Começo a ficar preocupado, ainda não atingi os 30 e adoeço pela segunda vez num espaço de dois meses. Começo a duvidar das vantagens da vida saudável que julgo levar, afinal a abstinência de café e tabaco, o consumo muito moderado de carnes vermelhas, sal ou álcool, bem como o exercício físico regular, talvez não façam as maravilhas que nos prometem.
“A diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais”
O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
As imagens que publico em baixo chocaram-me. Não sou um radical defensor dos direitos dos animais, mas sou contra a crueldade, mesmo que seja exercida sobre animais.
Foi notícia nos últimos dias, a matança de milhares de golfinhos feita pelos japoneses e que foram registadas por activistas dos direitos dos animais. O que me choca não é tanto o facto de os japoneses se alimentarem da carne do golfinho, desde que o façam sem pôr em risco a sobrevivência da espécie. Como podemos nós ocidentais, que nos alimentamos de carne de vaca, porco ou frango, criticar os japoneses por esta preferência alimentar. O que me chocou foi o método utilizado: os golfinhos são dirigidos até uma pequena baía, onde são feridos com arpões, ficando a sangrar durante algum tempo até morrerem. Após isto, mergulhadores recolhem os cadáveres dos golfinhos mortos no mar vermelho de sangue.
Um membro do sindicato de pesca local, em resposta às acusações de crueldade nesta prática, defendeu-se dizendo que se trata de uma prática com 400 anos de tradição. Mais uma vez, a tradição a justificar o que não é justificável.
Na altura da última campanha eleitoral para as legislativas, Belmiro de Azevedo insistiu para que os principais partidos revelassem quem seriam os seus Ministros das Finanças em caso de vitória. Percebe-se porquê esta insistência, os que votaram no PSD a contar com o Miguel Cadilhe e acabam por ter de ficar com a Manuela Ferreira Leite têm todas as razões para se sentir defraudados. Será que não têm mesmo direito a uma indemnização por frustração de expectativas, ou será que somos nós, os que não votaram nem no PSD nem no PP, que temos direito a receber uma indemnização dos que contribuíram para a eleição deste (des)Governo.
Este é um hábito português que poderíamos dispensar: dizer mal de quase tudo, e ainda por cima, não com o intuito de fazer algo para mudar o que está mal, mas simplesmente para dizer mal.
Nas minhas viagens até Lisboa para o trabalho normalmente utilizo o comboio e o metro, e como estas viagens são feitas quase sempre à mesma hora, acabo por encontrar caras conhecidas e mesmo que não o queira acabo por escutar algumas das suas conversas, e é impressionante como há pessoas que conseguem todos os dias dizer mal de todos os que os rodeiam: colegas de trabalho, familiares, amigos, empregados de loja,etc. É incrível como nunca ouvi nada de simpático vindo destes “profissionais do mal dizer”, penso mesmo que o grande(único?) prazer das suas vidas é dizer mal, e se assim é, não há dúvida que a vida lhes vai correndo bem.
Adorei o filme, e considero-o mesmo um dos melhores filmes que já vi. Também sei que esta opinião está longe de ser unânime, uma amiga disse-me que tinha sido um dos piores filmes que tinha visto, porque o tinha achado demasiado previsível e na blogosfera já encontrei quem o detestasse e quem gostasse muito. Acho que este é mesmo um daqueles filmes que ou se ama ou se odeia.
Posso acrescentar que depois de ver este “Dogville”, fiquei com enorme vontade de ver o filme “Europa” que muitos consideram ser o melhor filme de Lars Von trier e que ainda não tive oportunidade de ver. Estou também curisoso para ver os outros dois filmes sobre a América que irão completar a triologia iniciada com Dogville.
Ainda a propósito de cinema, é difícil não falar no “Matrix Revolutions” o filme que vai estrear na próxima quarta-feira, e que tem gerado alguma expectativa sobre as surpresas que revelará. Acho que seria inteligente por parte das salas de cinema, para aproveitar este entusiasmo, passar o “Matrix Reloaded”. Eu pessoalmente não me importaria nada de o rever uns dias antes de ver a conclusão da história. Que eu saiba, só em Pombal é que alguém teve esta (feliz) ideia. Será que os distribuidores estão todos distraídos, em especial num fim-de-semana que foi pobre em estreias.
Este fim-de-semana foi rico em idas ao cinema. No Sábado fui ver “Kill Bill - Volume I” do Quentin Tarantino e no Domingo “Dogville” do Lars Von Trier. Dois filmes de dois excelentes realizadores, actualmente diria que estes dois, juntamente com o David Fincher e o Pedro Almodovar são talvez os únicos realizadores que me fazem ir ao cinema, mesmo não sabendo nada sobre os filmes que dirigem.
O balanço destes dois filmes? Um achei bom, o outro excelente. Qual é o bom? Qual é o excelente? Eu prometo revelar, mas antes queria receber os vossos palpites, em especial dos que já viram algum destes filmes. Para quem não viu, fica a sugestão: aproveitem esta segunda-feira em que alguns cinemas têm preços mais baratos e vão ver bom cinema.

