Hoje fui visitar um ginásio que abriu perto da minha casa, e talvez vá aderir à moda dos ginásios, embora este pomposamente ostente o título de fitness centre. Espaçoso, ainda tudo com óptimo aspecto, empregados simpáticos, abre às 7 horas - o que permite fazer um pouco de exercício antes do trabalho -, sauna, jacuzzi, aulas de Body Pump, Body Balance, Body combat e RPM. Resumindo, estou quase convencido, e o quase tem unicamente a ver com a questão financeira. Vou pensar este fim-de-semana, mas provavelemente na próxima semana já estarei a trabalhar para o corpo são. Quanto à mente… acho que já há pouco a fazer.
Já se começam a ver pela cidade de Lisboa os cartazes relativos ao Rock in Rio Lisboa, o festival musical que promete ser o acontecimento musical que vai marcar o ano de 2004 em Portugal. Para já, só se conhece um nome do cartaz - Ivete Sangalo - que era a vocalista da Banda Eva e que garante um espectáculo bem animado. Mas se tivermos em conta os nomes que passaram pelas anteriores edições realizadas no Rio de Janeiro, podemos esperar que alguns dias antes das atenções dos adeptos de futebol estarem concentradas no nosso país, também as atenções dos adeptos de música vão estar em Lisboa, onde tudo se perspectiva para cinco dias de muita festa e muita música.
Eu não vou querer perder este acontecimento, e espero que por cá passem os The White Stripes e já agora, se não for pedir muito, espero que os Pixies se juntem novamente e que venham até ao Rock in Rio-Lisboa.
Para já o site oficial ainda tem poucas informações.
Nas últimas semanas tenho dedicado menos tempo à leitura de blogs, praticamente só tenho lido aqueles que considero obrigatórios.
Hoje decidi explorar um pouco a blogosfera e descobri blogs muito bem escritos, que merecem uma leitura mais atenta.
Vou tentar explorá-los melhor este fim-de-semana. Para já, parece-me certo que os meus links vão aumentar em quantidade e em qualidade.
Aconselho a todos a leitura de um texto que relata a vida de Garrincha, aquele que dizem ter sido o mais genial futebolista brasileiro (o que provavelmente significará o mais genial jogador do mundo!).
Desde há mais de um ano que utilizo regularmente o comboio para me deslocar para Lisboa para trabalhar. Como devem calcular, este tempo já me permite identificar alguns dos meus companheiros de viagem, em especial os que de manhã apanham o comboio sensívelmente à mesma hora do que eu, até porque a minha hora de regresso é mais variável: por volta das 18 horas se venho directo para casa, será um pouco mais tarde se decido ir fazer alguam compra, ou se simplesmente decido ir dar um passeio na baixa pombalina. À terça-feira, o regresso é por volta das 21 horas, porque antes tenho o meu jogo de futebol semanal com os colegas de trabalho. Nas minhas últimas viagens de regresso, após os jogos de futebol, tenho reconhecido algumas das pessoas que comigo viajam diariamente por volta das 8h30 e não consigo deixar de pensar que, provavelmente, esta será a sua hora de regresso a casa todos os dias. Ou seja, todos os dias passam 13/14 horas desde a hora em que saem de casa para trabalhar, até à hora de regresso. Some-se a estes valores as 8 horas que os médicos recomendam de sono diário, e veremos que lhes sobra tempo para jantar, para ver um pouco de TV e para pouco mais…
Só espero que tenham acesso à Internet no trabalho, porque de outra forma, dificilmente teriam tempo para ler alguns dos excelentes blogs que se fazem em Portugal.
Já disse que gosto de chuva miudinha, esqueci-me de dizer que gosto desta chuva miudinha em dias de calor, e não gosto de aguaceiros, nem de trovoadas, em especial quando tenho de ir trabalhar…
O amor nas palavras do grande Fernado Pessoa:
“Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.”
Livro do Desassossego, Fernado Pessoa
Já o escrevi anteriormente, há algumas pessoas que estranham o meu leque diversificado de gostos, acham esquisito que se possa gostar simultaneamente de fado, música pop, rock, techno, música clássica, reggae, jazz, etc…
A razão é simples, os gostos não resultam de formas matemáticas. Quando me perguntam porque gosto de algo ou de alguém, apetece-me, quase sempre, dizer: “Porque sim!”, acho que nem deveria precisar de dizer mais nada. No entanto, lá tento acrescentar algumas qualidades que justifiquem o que sinto. Na verdade, nem eu sei o que me leva a gostar de determinadas coisas ou de determinadas pessoas, sei que gosto.
“Prefiro ser um homem de paradoxos que um homem de preconceitos”, Jean Jacques Rosseau
Li o relato desta história num dos meus blogs favoritos, um blog que mistura o Benfica com a Filosofia! Ao que parece, o agente do Euébio vendeu à BBC uma entrevista que decorreria no novíssimo Estádio da Luz. Mesmo não sendo favorável ao pagamento a entrevistados, a BBC aceitou, quem sabe pelo elevado número de ingleses que ainda se lembram do miúdo que, depois de fazer um excelente campeonato do mundo, se agarrou à camisola a chorar na altura da eliminação, aos pés da forte selecção inglesa a jogar em casa.
O que os jornalistas da BBC, certamente, não esperavam é que na altura da entrevista Eusébio tivesse mudado de ideias e exigisse o dobro do anteriormente acordado.
É claro que a entrevista não se realizou, e assim se promove a imagem de um país…
Nos últimos dias, como já disse anteriormente, tenho estado entretido com o meu novo sistema de home cinema. Tenho andado, especialmente, entusiasmado com a possibilidade de ouvir os meus grupos favoritos, com o som a saír de 6 colunas diferentes. Quem talvez não ache tanta piada são os meus vizinhos. É verdade que a partir das 22 horas tento reduzir o volume, mas se não forem fãs dos The Smiths e do Morrisey a solo, Radiohead, Sigur Rós, Pixies, Nirvana e Spain os últimos dias não têm sido fáceis para eles. Resta-lhes a consolação de que não vou estar em casa este fim-de-semana…
Depois de um excelente concerto do Robbie Williams num Pavilhão Atlântico cheio, com milhares de teenagers a chorarem por verem o seu ídolo de perto, hoje decidi utilizar um dia de férias para descansar. Na verdade, quando ao acordar de manhã, decidi ficar um pouco mais na cama, a minha primeira ideia era aproveitar este dia para fazer algumas arrumações (sempre a velha luta!), mas decidi-me por ficar a ouvir música, e daqui a pouco vou ver um filme, provavelmente o “Paris, Texas” do Wim Wenders.
Bom trabalho para os que estão a trabalhar, bom descanso para os que estão a descansar!
Não tenho escrito no meu blog, mas tenho uma razão para isso. Tenho andado a brincar com o meu brinquedo novo.
Deixo-vos uma imagem

Vou ver mais um filme, e disfrutar do som surrond.
Bom Domingo!
Uma das minhas maiores curiosidades em relação a Londres era a vida nocturna. Tinha grande vontade em ir ao Ministry of Sound, um clube que tenho curiosidade de conhecer desde que apareceu num teledisco dos Chemical Brothers, bem como assistir a um musical no West End.
Na verdade, não fui nem a um nem a outro, o que não quer dizer que não tenha gostado das minhas noites. Os pubs londrinos são muito divertidos, e com a Guiness a £ 2,5 por pint, os preços estão ao nível do que se paga num bar em Portugal.
Quanto ao musical e ao Ministry of Sound, ficarão para uma próxima visita, que espero não demore muito…

O pub “World’s End” que se auto-intitulava “probably the biggest pub in the world” - O horário dos jantares era entre as 17h30 e as 19h (!) e fechava às 23h(!)

O autor destas linhas a tentar mostrar aos londinos como se dança (a propósito, os meus olhos não costumam ser vermelhos…)

Eis uma das coisas que não vou deixar de fazer numa próxima visita a Londres, assistir ao Les Misérables, que já vai em 18 anos de espectáculos lotados
Londres - Relato de uma viagem IV (Monumentos/Museus)
Uma cidade com o passado de Londres, é naturalmente uma história com muitos locais de interesse histórico. Do que vi em Londres, e cinco dias é pouco tempo para uma primeira visita, destaco a Tower Bridge e a National Gallery. A Tower Bridge, pela excelente vista, pelos filmes interessantes a contarem a história do maior símbolo da cidade, bem como as imagens que permitem ver como esta ponte acompanhou os momentos mais importantes de Londres nos últimos 100 anos. A National Gallery, pela excelente colecção de pintura, que está ao nível de outros grandes museus, bem mais conhecidos.
Também apreciei a visita à Modern Tate, mas tinha ouvido tantos elogios, que estava à espera de algo mais surpreendente.
A famosa Tower Bridge (esta dispensava legendas…)
Vista parcial de Londres do andar superior da Tower Bridge
A National Gallery em plena Trafalgar Square
St. Paul’s Cathedral vista da Modern Tate
Depois de alguns problemas técnicos, que impediam a visualização das fotos colocadas no blog, penso que agora o problema está resolvido. Demorou algumas horas, mas já aprendi mais algumas coisas…
Amanhã (como passa da meia-noite devo dizer mais logo) vou tentar colocar algumas fotos e escrever um pouco mais sobre estes cinco dias em Londres.
Londres - Relato de uma viagem III (Parques)
O bom tempo marcou esta viagem a Londres, pelo que foi mais fácil disfrutar dos excelentes parques de Londres, tenho de destacar o Regent’s Park onde fica Primrose Hill, uma colina da qual se tem uma excelente vista de quase toda a cidade de Londres. Infelizmente não tenho fotografias tiradas de Primrose Hill, porque não levei a máquina fotográfica no dia em que fui até lá, mas deixo outras imagens recolhidas no Regent’s Park, um parque onde é possível encontrar pessoas a jogarem futebol, cricket, rugby, ténis, a passearem, namorar, dormir, ler, e tantas outras coisas que se podem fazer num parque quando o tempo ajuda.

Um passeio pelo parque no Sábado à tarde

Um grupo de brasileiros radicados em Londres faz uma partida de futebol, para mostrar aos ingleses que podem ter sido eles a inventar o jogo, mas os campeões do mundo são os brasileiros

Cheirar as flores que crescem no parque
Londres - Relato de uma viagem II (Desporto/Apostas)
Um dos grande vícios dos ingleses é o jogo, tudo é motivo para aposta. Nos meus passeios pelas ruas londrinas passei por dezenas de casas de apostas, e entrei mesmo numa na manhã de sábado. À volta de écrans de televisão, que transmitiam corridas de cavalos, dezenas de homens agrupavam-se comentando entre eles e olhando para os papéis onde se registavam as apostas. Do outro lado, os empregados recebiam as apostas para o resultado do jogo que a Inglaterra ia disputar com a Turquia, era possível apostar no resultado final, resultado ao intervalo, número de cartões amarelos, quem seria o marcador do primeiro golo, número total de golos, minuto em que o primeiro golo apareceria, e a combinação de várias destas apostas.
Infelizmente no fim-de-semana em que estive em Londres não houve jogos da Premiership, o equivalente à SuperLiga portuguesa, pelo que não pude assistir a um jogo de futebol ao vivo. Para compensar, pude assistir ao jogo entre a Turquia e a Inglaterra no “Dublin Castle” um pub que tem música ao vivo e onde já actuaram, entre outros, The Madness, Blur e os Tindersticks. Surpreendente, pelo menos para mim, foi perceber que mais do que neste jogo de futebol, as atenções desportivas dos ingleses estavam já viradas para o Campeonato do Mundo de Rugby, que se disputa na Austrália, e em que a imprensa inglesa aposta numa vitória. No Domingo disputou-se a primeira partida, com os ingleses a despacharem facilmente a equipa da Geórgia, mas era o encontro do próximo Sábado, em que os ingleses vão defrontar os sul-africanos, que concentrava todas as atenções. Este seria sem dúvida um jogo interessante para ver num pub londrino.
Londres - Relato de uma viagem I (Comida)
A primeira coisa que me chamou a atenção em Londres foi a multiculturalidade e a forma como convivem imigrantes das mais diversas nacionalidades. Esta multiculturalidade é vísivel nos restaurantes das mais diversas nacionalidades, bem como nas bancas que vendem comida e que se podem encontrar nos mais diversos locais. Esta estadia em Londres acabou por ser a oportunidade de provar comidas de proveniências variadas: etíope, marroquina, japonesa, italiana e até um cozido à portuguesa, feito com ingredientes adquiridos em Londres.
Deixo-vos a fotografia de uma refeição japonesa adquirida numa banca num dos mercados de Camden Town. Posso garantir-vos que o sabor era bem melhor do que o aspecto…
Cansado depois de uma noite sem dormir (a segunda em 5 dias), regresso a casa. Mais logo, depois de um sono retemperador, escreverei sobre estes dias em Londres. Para vos deixar invejosos e para convencer os que ainda tenham uns dias de férias a ir até lá.
Antes de mais tenho de pedir desculpa pelos acentos, mas aqui em Inglaterra eles nao usam estas coisas.
Escrevo de Londres, so para dizer que estou a adorar estas ferias que estao quase a acabar, dentro de dois dias ja estarei em Portugal.
Hoje o grande destaque e o jogo entre a Inglaterra e a Turquia em futebol, e eu, naturalmente, vou assistir a este jogo num pub. Depois irei tentar conhecer um pouco mais da noite londrina, provavelmente no Ministry of Sound, uma discoteca nao muito apreciada pelos londrinos, porque acham que e para os turistas.
Ate agora o grande destaque vai para os mercados de Camden Town, onde se pode encontrar um pouco de tudo.
Fiquem bem, a proxima entrada ja vai ser escrita de Portugal com acentos e provavelmente com algumas fotografias.
Pelo que tenho lido, o governo mantém a intenção de acertar a nossa hora com a da Europa Central, seguindo uma decisão que já tinha sido tomada num dos governos de Cavaco silva, e que foi na altura criticada por muitos. se as desvantagens da adopção da Europa Central são, pelo menos para mim, claras. Confesso que não consigo perceber as vantagens que esta alteração traria, nem tão pouco consigo perceber a insistência que os governos de PSD fazem neste sentido. Só espero que esta alteração, a concretizar-se, seja feita com o necessário debate, por forma a que se possa perceber quais as vantagens reais, e se estas compensam efectivamente as desvantagens.
A propósito, não me parece que a Irlanda e a Grã-Bretanha estejam a pensar alinhar pela hora da Europa Central, o mesmo se passando com a Grécia, que tem uma hora a mais do que a hora da europa Central (e mais duas do que Portugal). Parece-me que se está a tentar insistir num erro, e daqui a uns anos, ao invés de falarmos em hora de Verão e hora de Inverno, falar-se-á em hora do PS e hora do PSD, com o nosso fuso horário a variar conforme a cor do partido no governo.
Ontem tive o prazer de assistir, no Casino do Estoril, a um concerto da Lúcia Moniz. Lembro-me de ouvir falar dela pela primeira vez, quando venceu o festival da canção, tendo logo nessa altura percebido que, para além de ser filha do Carlos Alberto Moniz (e um pai famoso, não dá só jeito para entrar em Medicina), aliava uma excelente voz a uma figura bonita. Algum tempo depois tornou-se vedeta de telenovela e pelo pouco que vi, pareceu-me que o seu talento não se resumia à música.
Dois álbuns depois, filmou recentemente o filme “Love Actually” onde contracena com estrelas do cinema como Hugh Grant, Liam Neeson, Colin Firth, Keira Knightley, Denise Richards, e muitos outros conhecidos de todos. O que me surpreendeu positivamente, é que, ao contrário de tantas pseudo-vedetas, continua com a mesma postura humilde que lhe fica tão bem.
E agora algo completamente estúpido…
Cliquem aqui para ver um exemplo de estupidez dos nossos jovens…
Não conheço a Diana Martins da Cruz, nem sei se virá a ser boa médica ou não. Sei que não reunia os requisitos para entrar em Medicina numa universidade pública portuguesa, e que há muitos alunos com melhores notas, que só não entraram em Medicina porque não têm a sorte de ter um pai ministro. Os políticos bem se podem queixar que são mal pagos, mas não podem esquecer as vantagens que vêm com os cargos que ocupam, se já todos sabiam que eles tinham direito a principescas reformas com poucos anos de serviço, agora descobre-se (e muitos já suspeitavam) que ser político pode ajudar a colocar a filha no curso desejado.
Esta história lembra-me outra que ocorreu há alguns anos atrás, de uma jovem que conseguiu ingressar em medicina ao abrigo do estatuto de atleta de alta-competição, por ter participado num torneio de xadrez, que tinha sido organizado pelo pai, personalidade ligada ao partido então no governo. O caso foi notícia n’ O Independente, a jogadora de xadrez abandonou a modalidade onde nunca tinha conseguido nenhum resultado acima da mediania, provavelmente para se dedicar ao seu curso, e a última vez que me contaram alguma coisa sobre ela, estava em vias de terminar o seu curso de Medicina.
Será que desta vez, mais do que a demissão de um ministro, vamos ver a matrícula da filha do ministro anulada? É que caso contrário, somos obrigados a concluir que o crime em Portugal ainda vai compensando.

