Depois do início de dia com uma chuvada digna de pleno Inverno, quem diria que a tarde iria trazer um cenário totalmente oposto, com um Sol magnífico e, ainda por cima, a praia com muito menos gente do que é habitual num Domingo de Agosto. É bom morar perto da praia em dias destes. Só espero que o bom tempo se mantenha, para que eu possa aproveitar alguns finais de tarde até ao final do Verão.
Este post é dedicado a um dos mais estranhos hábitos dos portugueses, digo dos portugueses, embora suspeite que no estrangeiro esta moda também tenha os seus adeptos. Falo da opção que alguns homens fazem por deixar crescer as unhas dos dedos mindinhos, que passam a ser designadas por “unhacas”.
E para que serve a “unhaca”? Esta é uma dúvida que tenho há algum tempo. Será um instrumento para limpeza das fossas nasais e para retirar o excesso de cera dos ouvidos? Servirá como arma de defesa pessoal? Ou, quem sabe, será apenas uma afirmação de estilo, e terá apenas um efeito decorativo. Esta última opção, leva-me a pensar que tipo de pessoas podem gostar de ver uma unha exageradamente grande. E será que os adeptos deste hábito não têm amigos, que lhes digam que se querem fazer uma afirmação de estilo, há outras formas de o fazer, pintar o cabelo de verde, por exemplo.
Fica a dúvida sobre as reais motivações dos adeptos da “unhaca”, até porque sempre suspeitei que os seus defensores não gostam de falar disso, muito menos com alguém que gosta de cortar todas as unhas rentes. Se algum dos leitores for um dos adeptos deste hábito, agradeço que me esclareça sobre as suas vantagens, quem sabe não adopto este hábito, e daqui a uns tempos estou a escrever sobre as pessoas esquisitas que cortam as unhas dos dedos mindinhos.
… assisti a um excelente concerto. Aquele que considero o melhor escritor de músicas português e que é, ao mesmo tempo, um dos melhores a entreter o público, conseguiu animar durante perto de duas horas os milhares de pessoas que cantaram, saltaram e dançaram com o seu espectáculo. Estou a falar do Pedro Abrunhosa, e se ainda não o viram ao vivo, aproveitem porque vale a pena.
Durante muitos anos fui um ouvinte assíduo de rádio, lembro-me de durante muito tempo, ouvir regularmente o programa “Companhia das Indias” na 90FM de Coimbra, programa que tinha a particularidade de muitas vezes passar as músicas à mesma hora, lembro-me, a título de exemplo , que o “Motorcycle Emptiness” dos Manic Street Preachers foi, durante algum tempo, a música da 01.15. Pouco depois comecei eu próprio a fazer programas de rádio, e sempre a ouvir bastante rádio: TSF, Antena 1, a já referida 90FM e a Rádio Universidade de Coimbra.
Quando hoje penso nas horas que passava a ouvir rádio, não compreendo porque hoje ouço tão pouco. Esta semana, no entanto, aconteceu algo que me fez redescobrir o gosto pala rádio. No meu local de trabalho, temos um rádio que nos anima o dia que, por respeito à vontade da maioria, está normalmente sintonizado na Rádio “Best Rock FM”, esta semana consegui impor a minha vontade de sintonizar a Rádio Radar, e é muito bom trabalhar a ouvir algumas das minhas músicas preferidas, ouvir ao longo do dia Radiohead, Pixies, Goldfrapp, Tindersticks e tantos outros que são presenças regulares na Radar, é uma mudança, para quem estava habituado a ouvir na rádio sempre as mesmas músicas. Gostei tanto da selecção musical, que no meu carro, os CDs da Carla Bruni, Goldfrapp e Silence 4 que me andavam a fazer companhia, deram agora lugar aos 97.8 da Radar. O meu conselho é simples, para quem ainda não conhece esta estação, experimentem a diferença. Em qualquer altura, poderão voltar às estações que passam dezenas de vezes Avril Lavigne e Robbie Williams (dos quais eu também gosto).
Um dos maiores embaixadores da nossa língua
Narciso acha feio
o que não é espelho
Caetano Veloso, in Sampa
Os cartazes espalhados pela cidade não enganam, está prestes a iniciar-se mais uma edição do Big Brother. Alguns podem afirmar que depois de 5 edições a fórmula está gasta, mas bastou à TVI insinuar que se trataria de uma edição mais ousada, como sugere aliás o slogan, “eles vão pôr tudo a nu”, para voltar a despertar a atenção dos portugueses. Não vou dizer que não tenho uma faceta voyeur, a partir de domingo a minha televisão vai estar mais vezes sintonizada na TVI, até porque, sabendo que as conversas de café e no emprego vão centrar-se no Big Brother, convém saber do que se trata.
Ver o Big Brother, é para mim uma sensação parecida com a leitura de blogs de pessoas que não conheço, gosto de encontrar pistas para as conhecer, mas não esquecendo que, da mesma forma que os concorrentes do Big Brother têm a noção de que estão a ser observados, os autores de blogs sabem que estão a ser avaliados pelo que escrevem. Com uma importante diferença, as pessoas que escrevem os blogs que vou descobrindo são, pelo menos aparentemente, bem mais interessantes que a generalidade dos concorrentes seleccionados para o programa campeão de audiências.
Cheguei agora de mais uma sessão de jogo de Risco. Já há três semanas tinha escrito sobre este hábito, tão saudável, que eu e alguns colegas meus temos, de nos juntarmos à volta de uma mesa para jogarmos jogos de Risco. O jogo, para os que não sabem, é de estratégia, mas o resultado nunca é o mais importante. Hoje, por exemplo, o ponto alto da noite foi um intervalo entre dois jogos, em que pudemos “atacar” uma mousse de manga e tarte de maça com gelado de baunilha. E se no jogo há alguns que optam por tácticas mais cautelosas, na hora das “guloseimas” todos perceberam que o ataque é a melhor defesa.
Não me considero racista, nem percebo como tantos avaliam os outros pela cor, raça ou religião. Tenho-me apercebido, com grande preocupação, que cada vez mais, as pessoas são intolerantes e rejeitam tudo o que é diferente, sejam os que têm uma cor mais escura e que serão inevitavelmente marginais, sejam os de leste que falam linguas esquisitas ou até as brasileiras que vêm para roubar os maridos das portuguesas…
Acho esta atitude mais estranha, porque os portugueses sempre andaram pelo mundo, e o sucesso de muitos dos nossos emigrantes, só foi possível porque não foram recebidos com desconfiança. Convém lembrar que o Portugal que temos hoje é fruto da mescla de muitos povos, pelo que, falar numa raça de portugueses revela total desconhecimento da nossa história.
Uma coisa que me incomoda, é a facilidade com que as pessoas expõem, quase que com orgulho, os seus sentimentos racistas, não tendo a noção de estar a fazer algo de errado.
Acho que faz falta uma educação cívica, para que certas atitudes fossem vistas como socialmente condenáveis. Falo, entre outras, de todas as formas de descriminação ou da evasão fiscal. Esta educação não levaria a que todos rejeitassem estas atitudes, mas impediria que se vangloriassem delas, impedindo que arrastassem outros.
Não me considero racista, nem percebo como tantos avaliam os outros pela cor, raça ou religião. Tenho-me apercebido, com grande preocupação, que cada vez mais, as pessoas são intolerantes e rejeitam tudo o que é diferente, sejam os que têm uma cor mais escura e que serão inevitavelmente marginais, sejam os de leste que falam linguas esquisitas ou até as brasileiras que vêm para roubar os maridos das portuguesas…
Acho esta atitude mais estranha, porque os portugueses sempre andaram pelo mundo, e o sucesso de muitos dos nossos emigrantes, só foi possível porque não foram recebidos com desconfiança. Convém lembrar que o Portugal que temos hoje é fruto da mescla de muitos povos, pelo que, falar numa raça de portugueses revela total desconhecimento da nossa história.
Uma coisa que me incomoda, é a facilidade com que as pessoas expõem, quase que com orgulho, os seus sentimentos racistas, não tendo a noção de estar a fazer algo de errado.
Acho que faz falta uma educação cívica, para que certas atitudes fossem vistas como socialmente condenáveis. Falo, entre outras, de todas as formas de descriminação ou da evasão fiscal. Esta educação não levaria a que todos rejeitassem estas atitudes, mas impediria que se vangloriassem delas, impedindo que arrastassem outros.
Nos últimos tempos, eu e alguns colegas meus temos jogado futebol todas as terças-feiras à tarde, e habituei-me de tal forma a esta rotina, que enquanto a maioria das pessoas avaliam a sua semana por quantos dias faltam para sexta-feira e consequentemente para o fim-de-semana, eu penso quantos dias faltam para o meu jogo de terça-feira. Mesmo na última semana, em que estava a participar no Campeonato Nacional de Xadrez, não deixei de ir jogar uma hora, mesmo correndo o risco de chegar atrasado ao meu jogo de xadrez. Só para dar outro exemplo, lembro-me que no dia 8 de Julho, dia em que iniciei este blog e em que a minha mãe fez 50 anos, ao ir até Pombal para estar com ela pensei porque é que o seu dia de anos tinha calhado numa terça-feira e não numa segunda ou numa quarta….
Acho que posso retirar algumas conclusões sobre a minha vida, quando descubro que o seu ponto alto é um jogo de futebol semanal com colegas.
A vida tem destas coisas, tão depressa temos dias bons, como temos outros piores.
Depois de uma Quinta-feira e uma Sexta-feira, que merecem ir para a categoria dos dias bons - almoço com uma amiga recém-regressada de férias, um pouco de jazz ao final da tarde, cantar num bar de karaoke, ida à praia num dia de férias, partidas de xadrez com resultados satisfatórios - este Domingo, foi dos dias menos produtivos de que me lembro, depois de ter acordado cedo para ir jogar um jogo de xadrez, que empatei quando devia ter ganho, o resto do dia limitei-me a pensar nas coisas que tinha para fazer, nem sequer fui até à praia. Que raio de preguiça esta…
Deixo aqui o balanço da minha participação no Campeonato Nacional de Xadrez - Torneio de Apuramento. Em 9 jogos, 1(!) vitória, 4 empates e 4 derrotas. 47º em 52, quando à partida era o n.º 37. O balanço é claramente negativo.
Tinha decidido ir ver o concerto do Robbie Williams no próximo dia 20 de Outubro, isto apesar de €32,50 me parecer um pouco exagerado. Lá fui ontem até à FNAC, para adquirir o meu bilhete, quando vejo a indicação de esgotado. A dois meses do concerto, já não há bilhetes… É verdade que achava o preço um pouco caro, mas gosto de ser eu fazer as minhas escolhas.
Resta-me pensar que com este dinheiro posso ir 6 vezes ao cinema…
Amanhã, com o final do Campeonato Nacional de Xadrez, retomarei com maior assiduidade a escrita neste blog.
Já agora, devo dizer que o Campeonato me está a correr muito mal…
Daqui a pouco mais de 6 horas, inicia-se o meu último jogo. Espero, pelo menos, terminar com uma vitória.
Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Ornatos Violeta, Ouvi dizer
“When you have insomnia, you’re never really asleep… and you’re never really awake.”
Narrator (Edward Norton) in Fight Club
Tenho andado muito ocupado, pelo que não tenho escrito no meu blog com a regularidade que desejava, mas não deixo de dar uma olhadela nos meus blogs favoritos. Entre eles, incluo o Gato Fedorento e o Meu Pipi, responsáveis pelo melhor humor que li em toda a “blogosfera”. Pois bem, desde 29 de Julho que o Gato Fedorento não é actualizado e, embora tenha aproveitado estes dias de ausência de material novo para ler (ou reler) o arquivo, estou com saudades das piadas “frescas” que me levaram a ser “cliente” assíduo. Quando terminarão estas férias?
They say life is never fair
That love’s so far away
But I know babe, it’s so true
It’s so true
I know that you feel so alone
And you cry yourself to sleep
But I know babe, it’s so true
It’s so true, true, true
They say fate plays cruel jokes
And keeps love from you
But I know babe, it’s so true
It’s so true
I know that you feel so alone
And you cry yourself to sleep
But I know babe, it’s so true
It’s so true, true, true
Spain, It’s So True
It comes and goes, you know it never stays
Oh, tonight, are you trying to fall in love again?
Oh, tonight, are you trying to fall in love again?
Does it make it all right?
Are you trying to fall in love again?
Does it make it all right?
You’re trying to fall in love again
Tindersticks, in (Tonight) Are You Trying to Fall in Love Again
Soube através de um dos meus blogs favoritos, Lua, que se iniciou hoje a época de caça. Com todo o respeito que me merecem alguns caçadores, fico espantado que pessoas civilizadas se dediquem à morte de seres vivos, e chamem a isso desporto.
Emancipate yourselves from mental slavery,
None but ourselves can free our minds
Bob Marley
in Redemption Song
Ao ver as notícias na televisão esta manhã, vejo dezenas de feridos numa largada de touros em Madrid. Enquanto alguns são atirados ao ar, como se fossem bonecos de trapos, outros nas bancadas assistem ao espectáculo, contentes por ter acontecido algo. É sabido, que é a possibilidade destes acontecimentos infelizes que atrai o público, e se um dia deixasse de haver estes incidentes, a festa brava morreria.
Ao pensar nas touradas, não consigo deixar de associar os seus aficionados com os que depois de verem um acidente rodoviário, comentam com um ar desolado: “foi só chapa…”. É triste…
Primeiro jogo, primeira derrota
Começou o campeonato Nacional de Xadrez Individual, em que vou tentar fugir aos últimos lugares. No primeiro dia, contra um dos jogadores mais fortes do torneio, tive um jogo equilibrado, com uma derrota devido aos “apuros” de tempo. Melhor o jogo do que o resultado…
Cheguei agora do cinema, fui ver o filme “Inocente ou Culpado” (mais uma tradução criativa, o filme no original chama-se “The Life Of David Gale”), um filme que tinha vários argumentos para justificar a minha ida ao cinema: a realizaçáo de Alan Parker, a interpretação de Kevin Spacey e até opiniões divergentes, encontrei na “blogosfera” quem adorasse e quem não gostasse.
Segundo algumas críticas, um dos pontos fulcrais do filme seria a questão da pena de morte, embora para mim nem sequer exista essa questão, pois sempre me opus frontalmente a esta prática nada própria de uma sociedade civilizada. Penso mesmo, que pode ser um dos motivos de orgulho dos portugueses termos sido o 3º país (depois de San Marino e da Venezuela), a abolir a pena de morte.
Voltando ao filme, a história centra-se, não só na referida questão da pena de morte, e como inocentes podem ser condenados injustamente, mas também, nos métodos radicais utilizados pelas organizações de direitos humanos.
É um filme muito bom, que convida a pensar nestas questões. O final, que podia ser surpreendente, acaba por ser o esperado por algumas pistas deixadas ao longo do filme. Como um puzzle, tudo acaba por encaixar no final : porquê a insistência na escolha de uma jornalista que protege as fontes e porquê manter um advogado aparentemente “incompetente”.
O relato que vou fazer, é relativo a um acontecimento que observei na vila de Sintra, na visita sobre a qual já escrevi. Estava a dar os meus primeiros passos no centro histórico, quando reparo numa rapariga alta, cuja roupa e atitude não escondiam que enveredara por aquela que dizem ser a mais velha profissão do mundo, aos gritos, insultando com todos os nomes possíveis um sujeito com menos de 1,60m de altura, provavelmente com 50 anos, que fugia assustado, andando tão rápido como as suas pequenas pernas permitiam. Ela estava quase a alcançá-lo, quando ele lhe pediu para ela se calar que a mulher dele estava ali, mas ela não só não se calou, como começou a bater-lhe, para gaúdio dos que assistiam à cena, a excepção era uma senhora que vinda do outro lado da estrada dizia : “tu és um homem, porque a deixas fazer isso?”, enquanto fitava os que observavam a cena com um olhar desesperado, como que pedindo ajuda, ajuda que ninguém lhe podia dar. O resto da cena não presenciei, vi o homem afastar-se com a rapariga, e vi a mulher ficar incrédula, com o mesmo ar de desespero…
Marcou-me o ar de desespero, que deve ser o mesmo de tantas mulheres que em pleno século XXI ainda mantém casamentos com homens que as tratam de forma desumana, por medo da solidão, da falta de dinheiro ou da violência física.
Bring me to life.
I’ve been living a lie
There’s nothing inside.
Bring me to life.
in Bring me to life, Evanescence
Nos próximos dias vou participar no Campeonato Nacional Individual de Xadrez, isto significa que o tempo vai escassear para outras coisas, provavelmente também para o blog. Vou tentar ir dando, pelo menos, novidades de como vai correndo o campeonato. Este ano foi introduzida uma nova fórmula, disputando-se três torneios em simultâneo, estive indeciso entre participar no torneio aberto, onde estaria a jogar para vencer, e o de apuramento, com jogadores mais fortes, onde jogo para não ficar nos últimos, escolhi este último, pelo que, a derrota será provavelmente o resultado mais frequente.
Quem gostar destas coisas do xadrez, pode consultar mais informações na página da FPX, ou dirigir-se ao Hotel Metropolitan, em Lisboa, para assistir ao vivo (horários das sessões na página da FPX).
Feriado! Acho que estava a precisar deste fim-de-semana prolongado, não para ir até ao Algarve, como fazem milhares de portugueses, mas para voltar às arrumações, desta vez não as minhas intermináveis arrumações caseiras, mas sim as arrumações dos sentimentos. Às vezes, sinto a minha cabeça mais desarrumada que a minha casa, e olhem que não é fácil!
É mais fácil apagar as palavras escritas, do que os sentimentos. Esses ficam mesmo quando não os queremos ver…
Vírus assolam os sistemas operativos da Microsoft. A luz falta em algumas das principais cidades norte-americanas. E tu afastas-me antes que eu me aproxime…
Hoje fui pela primeira vez a Sintra. Estando a morar há quase 3 anos na zona de Lisboa era imperdoável nunca lá ter ido, pelo que, aproveitei o facto de estar a trabalhar perto para dar um salto ao final da tarde. Apesar de algumas voltas perdido, gostei muito do que vi, e fiquei com a certeza que voltarei mais vezes… espero que com a tua companhia.
Os nomes próprios são uma coisa estranha, não os escolhemos, a maior parte das vezes nem pensamos no que significam, mas acompanham-nos a vida toda. Há casos de mudança de nome, mas são tão raros, que na verdade, quase toda a gente aceita o nome que lhe é dado ao nascer. O mais curioso, é que, normalmente, as pessoas se habituam tanto ao seu nome, que mesmo muitos dos Etelvinos e Tedoricos exibem com orgulho os seus nomes, sentido pena dos Pedros, Diogos e outros semelhantes, por estes terem nomes tão vulgares.
Mas será lógico pensar que o nome molda o carácter das pessoas? Racionalmente todos dirão que não, mas quantas vezes, dou por mim a ter uma opinião das pessoas só pelo nome próprio? No caso das mulheres, por exemplo, costumo ter empatia com as Elsas, Mónicas, Lilianas e Saras. Por outro lado as Teresas… acho que talvez tivesse simpatizado com a Madre Teresa de Calcutá, ou se calhar nem com esta…
Confesso que sou um adepto do Verão e do bom tempo, nada como um dia de sol sem nuvens para carregar as minhas baterias. No entanto, não consigo ficar contente com o magnífico Sol que brilha pela janela, sabendo que esse Sol é o mesmo que, aliado à mão criminosa e a falhas na prevenção, contribui para a situação de catástrofe que se vive na nossa floresta. Segundo a edição de hoje do jornal “Público”, a área ardida em Portugal, neste ano de 2003, poderão não ser os 162.000 ha estimados pela Direcção-Geral de Florestas, mas sim 300.000 ha. Estamos a falar de cerca de 3,4% da área de Portugal continental. Para perceber a dimensão da tragédia, basta referir que estes 300.000 ha, que até poderão ser mais, representam o triplo da média do que ardeu nos últimos dez anos, e 10 vezes mais do que ardeu em todo o ano de 1997.
Com a perspectiva de o tempo continuar quente e seco, este ano vai ser lembrado como um ano negro, negro como as árvores carbonizadas de tantas florestas do nosso país.
Depois de uma tarde e noite que foi marcada pelo regresso dos jogos de Risco, regresso bem agradável, com uma vitória a abrir o apetite para o excelente jantar com que a Claúdia nos recebeu, hoje acordei cedo, porque daqui a pouco tenho um jogo de futebol. Esta noite dormi quatro horas, ligeiramente mais do que a noite passada, mas o suficiente para acordar muito bem disposto.

O fim-de-semana além do projecto de adquirir algumas coisas para casa, tem outro ponto alto planeado. Depois de alguns meses de ausência, eu e alguns colegas, retomamos as nossas batalhas de Risco, um jogo de estratégia militar, que durante alguns meses jogàmos regularmente, e que interrompemos, quem sabe como forma de protesto pelos Estados Unidos actuarem como se o mundo fosse na verdade um gigante tabuleiro de Risco, em que eles, na qualidade de mais fortes, podem fazer quase tudo o que lhes apetece…
Sempre gostei de jogos de estratégia, mas o mais importante destas sessões de Risco, que tantas vezes se prolongam até altas horas da madrugada, é o convívio, e para estar com pessoas de quem gosto, até um jogo do “burro em pé” era um bom pretexto.
Sinto-me muito bem! Não só por hoje ser sexta-feira, mas porque sinto que este fim-de-semana vai ser em cheio. Não, não mudei de ideias e decidi ir até à Zambujeira do Mar, na verdade uma das coisas que me entusiasma neste fim-de-semana é a perspectiva de adquirir alguns móveis e electrodomésticos para a minha casa, compras que tenho vindo a adiar. Depois da excitação inicial que foi ter a minha casa, o entusiasmo esmoreceu e, tal como um casal cuja paixão já viveu melhores dias, a nossa relação tem sido muito fria. É verdade que eu venho sempre ter com ela, mas o reencontro não tem o entusiasmo de outros dias, e longe vão os tempos de lhe trazer prendas, ora um móvel num dia, ora uma televisão noutro… Este fim-de-semana decidi que era altura de termos uma segunda lua-de-mel, já lhe comprei uns copos novos e um tapete para a entrada, mas guardei para o fim-de-semana as grandes compras, não revelo o quê, porque quero que seja uma surpresa… será que ela vai gostar?
Não gosto do políticamente correcto, bem pelo contrário, gosto de defender as minhas ideias, mesmo quando elas são contrárias às da maioria, o que acontece um bom número de vezes. No entanto, ao analisar os posts que tenho escrito, dou por mim a ver que tenho optado por não ser polémico, como se tentasse agradar a gregos e troianos. Acho que isso se deve ao facto de não saber quem lê o que escrevo, e de não querer que as pessoas fiquem com uma ideia errada de mim.
Uma prova desta minha tendência para tentar passar aos outros uma determinada imagem minha, encontrei nos links para os meus blogs favoritos. Na verdade os blogs que lá estão, são os que mais consulto, mas a ordem não indica as minhas preferências. Assim, os blogs que mais visito são : O Meu Pipi, que aparece a meio, como se fosse para ninguém dar por ele, mas onde encontrei alguns dos melhores textos de humor, que li nos últimos tempos, apesar da, ou melhor, por causa da linguagem utilizada; Lua, que pode ser considerado muito lamechas, e que por isso empurrei para o fim da minha lista e o Via Rápida do Álvaro Costa, que como é sobre música, achei que não havia problema de ficar no topo.
Vou ver se este fim-de-semana, ordeno os links de acordo com as minhas preferências, e já agora, ver se começo a escrever como se fosse só para mim. O pior, é que o contador veio revelar que há mais pessoas a ler isto do que eu imaginava.
Acabei de assisitir, na SIC - Radical, aos últimos minutos da actuação dos islandeses Múm no primeiro dia do Festival do Sudoeste. A música deles é muito boa, mas acho que na minha sala, com as luzes apagadas, disfrutei mais estes minutos, do que os milhares que viram na Zambujeira.
Isto confirmou a minha ideia, de que há grupos cuja música se deve ouvir em casa, com o ambiente certo, e não em recintos enormes, com o som ou demasiado alto, ou demasiado baixo, sujeito a empurrões e com pessoas a pedirem para sair da frente (desvantagens de ser alto). É claro que não defendo que não há música que apetece ouvir/ver ao vivo, mas não creio que seja o caso da música de cariz mais ambiental, acho que para esta, o cenário ideal é mesmo a calma do lar.
Por outro lado, todas as pessoas que conheço que foram ver o concerto dos Sigur Rós, dizem maravilhas do concerto, mas eu duvido, que se tenham “divertido” mais do que eu com os meus concertos “privados” de Sigur Rós e Spain, estes últimos, a propósito, fui ver ao vivo há uns anos atrás, e saí com a sensação de que tinha retirado muito pouco “valor acrescentado” em comparação com uma audição caseira.
Quando num post anterior referi os próximos espectáculos de música que ia assistir, esqueci-me da Festa do Avante. Posso ser muito crítico da política recente do PCP, mas não há dúvida que “não há festa como esta” e que na Festa do Avante, ainda “se vê, a força do PC”.
Costumo acordar bem disposto, mas hoje, como acordei mais cedo do que que queria, estive a ouvir música, escolhi Pedro Abrunhosa e os Queens of The Stone Age, e por isso estou mesmo muito bem disposto. Um óptimo dia para todos, se possível, com uma boa banda sonora a acompanhar.
Depois de alguns dias de indecisão, decidi que não vou ao Festival do Sudoeste. Era a oportunidade de repetir a visita, depois de ter gostado imenso da noite que por lá passei na edição do ano passado.
O cartaz era prometedor, e este ano até estava decidido a acampar no recinto do festival, mas vários factores me levaram a mudar de ideias: o facto de não ter férias agora, o que me obrigava a ir apenas na sexta após o trabalho; as desistências do Cajo e do Miguel e a vontade de jogar futebol no Domingo de manhã. Espero que a SIC-Radical decida transmitir alguns dos concertos (em especial o dos Múm na quinta-feira).
Música ao vivo nos próximos tempos, em princípio, só mesmo nas tardes de jazz no Picoas Plaza, alguns concertos de quinta à noite no Casino do Estoril, os concertos do Camané e do Pedro Abrunhosa nas festas de Corroios e, dia 20 de Outubro, Robbie Williams no Pavilhão Atlântico.
No passado dia 14 de Julho, quando escolhi os meus álbuns favoritos, anunciei a intenção de proceder a uma escolha semelhante para as músicas favoritas. A tarefa é muito mais difícil, e muito mais influenciada pelo dia, ou a hora em que é efectuada. Esta é, por isso, a lista das minhas musicas favoritas no dia 5 de Agosto de 2003 às 22h30m. Uma escolha feita para a semana, ou mesmo amanhã, apresentaria resultados diferentes, sem pôr em causa, no entanto, a importância que estas músicas têm para mim, e que vão, estou certo, continuar a ter. Eis então o meu top-30 (optei por não repetir músicas de grupos ou artistas):
1. "Utopia" - Goldfrapp
2. "Where Is My Mind?" - Pixies
3. "Creep" - Radiohead
4. "All Souls Night" - Loreena McKennitt
5. "Glory Box" - Portishead
6. "Foolish Games" - Jewel
7. "Love will Tear Us Apart" - Joy Division
8. "Ouvi Dizer" - Ornatos Violeta
9. "Staralfur" - Sigur Rós
10. "Amor I Love You" - Marisa Monte
11. "Every You Every Me" - Placebo
12. "Polly" - Nirvana
13. "Momento (uma espécie de céu)" - Pedro Abrubhosa
14. "I Surrender" - David Sylvian
15. "Teardrop" - Massive Attack
16. "You’ll See" - Madonna
17. "Space Oddity" - David Bowie
18. "Add It Up" - Violent Femmes
19. "Marriage Made in Heaven" - Tindersticks com Isabella Rossellini
20. "Novocaine For The Soul" - Eels
21. "Fell in Love With a Girl" - The White Stripes
22. "The End" - The Doors
23. "Half a Person" - The Smiths
24. "Song to the Siren" - This Mortal Coil
25. "Join Me in Death" - HIM
26. "Bullet in the Head" - Rage Against The Machine
27. "Bohemian Rhapsody" - Queen
28. "Mad About You" - Hooverphonic
29. "Pomar das Laranjeiras" - Madredeus
30. "Angel Song" - Silence 4
Esta escolha foi bem mais difícil do que supunha e, agora que terminei, reparo que deixei de fora dezenas de músicas de que gosto muito… Depois de terminar a lista, vi que havia uma voz repetida neste top-30, Elizabeth Fraser dos Cocteau Twins é a voz nas músicas "Teardrop" dos Massive Attack e "Song to the Siren" dos This Mortal Coil. Espero que gostem desta selecção, eu acho que vou gravar 2 Cd’s com estas músicas e já agora mais um ou dois com outras que ficaram de fora.
Admirável mundo, este em que vivemos! Em que para saber novidades de um dos amigos de quem mais gosto, não utilizo nem o telefone, nem a carta (que nos dias de hoje seria sempre um e-mail), mas simplesmente visito o seu blog. E é bom ver que ele está apaixonado e, pelo que vejo no blog da Sara, é correspondido. É bom, ver que a vida corre bem a uma pessoa que merece tanto, e que soube conquistar a felicidade, superando as dificuldades que a vida lhe foi colocando no caminho.
Depois de uma noite de insónia, lá me levantei às 8h para ir jogar futebol. Mais uma prova da minha insanidade mental? Nada disso, uma manhã muito bem passada, quase duas horas a correr e a libertar as cargas negativas, seguido de um são convívio à volta de umas cervejas geladas. Se não for ao Festival do Sudoeste no próximo fim-de-semana, não há dúvida que na próxima manhã de Domingo lá estarei novamente. Deixo aqui, mais uma vez, o conselho que tenho tentado seguir : façam desporto!
Quase todos têm o seu destino de sonho, para muitos são locais com praias fantásticas, outros preferem a agitação de grandes cidades como Nova Iorque. O meu destino de sonho é a Islândia. Sempre tive a ideia da Islândia como sendo um país de paisagens deslumbrantes em que o verde dos prados e o branco do gelo se juntam numa combinação única. Para além das paisagens, há 3 factores que contibuíram para criar esta imagem, quase mítica, que tenho da Islândia: em primeiro lugar, as mulheres, lembro-me de assistir aos concursos Miss Universo quando era mais novo, e as islandesas estavam sempre entre as finalistas, e julgo que terão ganho algumas vezes o título. Em segundo lugar, o xadrez, talvez muitos não saibam, mas a par do andebol, o xadrez é o desporto nacional da Islândia, sendo mesmo o país do mundo com maior número de grandes-mestres (o título máximo no xadrez) por 100.000 habitantes. Mais recentemente, foi a música, que ajudou a criar este encanto pela Islândia, é impressionante que um país com menos de 300.000 habitantes, tenha uma oferta musical tão rica, onde se inclui a Bjork (a solo ou antes com os Sugarcubes), Gus Gus, Sigur Rós, Múm e tantos outros.
No ranking do Desenvolvimento Humano, sobre o qual já escrevi anteriormente, a Islândia pode estar no segundo lugar, atrás da Noruega, mas no ranking dos meus destinos de sonho, está em primeiro com grande avanço.
Sempre fui um fã dos canais de música, gosto dos videoclips, e de associar imagens à música. O VH1 sempre foi o meu preferido, até por passar tanta música dos anos 80. No entanto, ultimamente tenho visto mais a MTV, em especial desde que iniciou a emissão portuguesa, eis a lista do que por lá passou nos últimos minutos : Sigur Rós, Radiohead, Goldfrapp, Madredeus, rinôcérôse, Múm, Lambchop…, o programa chama-se Chill Out Zone e dá todas as sextas e sábados entre as 4.00 e as 6.00, é bom ter esta companhia em noites de insónia.
Mais um fim-de-semana… o primeiro de Agosto. Tinha pensado ir até Pombal, mas afinal não vou. Vou aproveitar para fazer compras, dar um saltinho à praia, continuar as intermináveis arrumações, jogar futebol, ler um livro, ouvir música…
Espero que aproveitem bem o vosso fim-de-semana!

