“Não tenho tempo”, esta deve ser das expressões mais utilizadas nos dias que correm. É paradoxal que ao mesmo tempo que o “progresso” nos traz micro-ondas que fazem refeições em segundos, auto-estradas que permitem fazer Lisboa-Algarve em 2 horas (ou 2,5 h cumprindo o código…), vias-verdes que permitem passar nas portagens das referidas auto-estradas sem parar, homebanking que permite fazer as mais variadas oprerações bancárias sem sair de casa, empresas que recolhem a roupa e a trazem devidamente engomada ao domícilio, e tantas outras invenções que servem para nos poupar tempo, por outro lado, cada vez mais se houve a expressão : “não tenho tempo”.
Quando comentei com algumas pessoas que estava a pensar fazer este blog, a primeira pergunta era sempre : “e tens tempo?”.
Tenho tempo e todos temos tempo, e temos de ter tempo para disfrutar as coisas boas da vida, sejam elas um pôr-do-sol, um almoço com vista para o rio, uma peça de teatro, uma conversa com uma pessoa especial, uma música que fica a tocar durante horas, uma cerveja gelada numa esplanada de verão ou um beijo que não quer terminar. Porque senão tivermos tempo para isto, não temos tempo para viver.

Havia muito mais para dizer sobre este tema, mas não tenho tempo