Não sei se viram o filme Alta Fidelidade. Quem viu, lembra-se que o personagem interpretado pelo John Cusack, tinha por hábito fazer o top-5 das mais diversas coisas, desde músicas a separações de namoradas.
Também eu tenho este hábito de tentar organizar os meus tops, o que nem sempre é fácil, porque há sempre a tentação de sobrevalorizar o que está mais próximo no tempo. Acho que muitos consideram o último bom filme que viram como sendo o filme da vida, o último bom livro que leram como o livro que mais os marcou e, até mesmo, a última paixão como sendo a mais arrebatadora. Lembro-me, por exemplo, de uma revista especial do jornal “Expresso”, que elegia as figuras mais importantes do século XX, e que incluía maioritariamente personalidades que se tinham destacado apenas nas últimas décadas, incluindo um homem que uns meses antes tinha assassinado os clientes de um restaurante, e do qual, certamente, poucos se lembram hoje.
Consciente da possibilidade de cometer este erro, vou deixar aqui nos próximos tempos, alguns dos meus “top-5”. Irei começar, ainda hoje, pelos meus filmes favoritos. Outros se seguirão, espero receber os vossos comentários e tops alternativos.