Em comentário ao último post publicado neste blog, recebi o seguinte comentário:
"Caro editor do fightclub,
A Betsson está lançando seu portal de gambling agora totalmente em português. A Betsson é uma empresa sueca de capital aberto, que atua na indústria dos jogos há mais de 40 anos. Gostaríamos de divulgá-lo em seu site. Temos como discutir a sua afiliação? A proposta de lucro é bem agressiva, você teria direito a 25% sobre o “net revenue”. O processo de comissionamento é totalmente automatizado e, portanto, sem riscos. Você terá grandes perspectivas de ganhos. Como poderemos evoluir nesta parceria? Atenciosamente,
Caio Maia"
Caro Sr. Maia,
Dado que optou por me contactar através do meu blog, espero que não leve a mal que a resposta seja feita pela mesma via.
Antes de mais agradeço a sua visita. É gratificante saber que também recebo visitantes brasileiros. Como deve ter reparado continuo a utilizar o Português pré-Acordo Ortográfico e garanto que não o faço por má vontade, mas simplesmente porque depois de 30 anos a escrever o Português de certa forma ainda me vai levar algum tempo a adoptar (por agora ainda com p) a nova grafia.
Em relação à sua proposta de negócio tão aliciante, sou forçado a recusá-la com base em argumentos que por certo entenderá. O primeiro é óbvio, este blog tem 3, vá lá 4 leitores, e acho que este número não justifica uma "parceria". Por outro lado, os leitores deste blog merecem-me uma grande consideração, porque apesar de não serem muito exigentes com as suas leituras, são pessoas que abdicam de um pouco do seu tempo para ler as banalidades que aqui escrevo. Ora essa consideração impede-me de tentar impingir-lhes formas de perderem o seu dinheiro, mesmo que eu viesse a receber 25% desse dinheiro. Na verdade, o que eu recomendo para os leitores deste espaço que tenham dinheiro a mais e não saibam o que fazer com ele é que comprem prendas às pessoas de quem mais gostam, o que lhes dará uma satisfação bem maior do que doar esse dinheiro a uma "empresa sueca de capital aberto".
Atentamente,
Luis Parreira

